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Resultados das eleições nos EUA de 2024: como os eleitores negros mudaram para Trump | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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2 anos atrásem
Quando Kamala Harris era confirmado como candidata democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos em Agosto, ela esperava tornar-se a primeira mulher, a primeira índia-americana e a segunda afro-americana a chegar à Casa Branca.
Harris era esperado para reverter uma tendência preocupante para os democratas e reconquistar os eleitores negros, que se vinham afastando do partido.
Desde então, sua campanha tem como alvo Eleitores negros em estados decisivos, muitas vezes com o apoio do primeiro presidente negro do país, Barack Obama.
No entanto, à medida que os resultados das eleições de terça-feira foram surgindo, surgiu um facto surpreendente: foi Trump, e não Harris, quem ganhou o apoio entre os eleitores negros em comparação com as eleições de 2020, quando o antigo presidente ganhou a Casa Branca.
Então, quanto apoio Trump obteve dos eleitores negros? E como ele fez isso?
Como Trump se saiu com os eleitores negros nas eleições de 2024?
Os eleitores negros votaram durante décadas predominantemente no Partido Democrata – e esse padrão, no geral, não mudou.
Harris parece ter obtido 80 por cento dos votos negros, de acordo com uma pesquisa de boca de urna da Associated Press.
Mas isso representa uma queda de 10 pontos percentuais em comparação com 2020, quando o atual presidente, Joe Biden, obteve nove dos 10 votos negros.
O beneficiário? Trump, que desta vez obteve 20% dos votos negros, de acordo com a pesquisa de boca de urna. Ele obteve 13 por cento dos votos da comunidade em 2020 e 8 por cento em 2016 – o que por si só foi o mais alto nível de apoio dos eleitores negros a qualquer republicano desde George W Bush em 2000.
Qual foi o desempenho de Trump com os eleitores negros em estados indecisos?
Uma comparação dos votos negros para ambos os partidos em alguns dos estados indecisos em 2024 e 2020 mostra como o apoio a Trump aumentou nas eleições deste ano, de acordo com as sondagens à saída de ambas as eleições.
Geórgia
A Geórgia foi um dos estados decisivos mais cruciais nas eleições de 2024 e um dos primeiros estados decisivos a seguir o caminho de Trump. Ele obteve uma melhoria de 1 ponto percentual entre os eleitores negros na Geórgia em relação à eleição de 2020 contra Biden, de acordo com pesquisas de boca de urna.
2024:
- Democratas: 86 por cento
- Republicanos: 12 por cento
2020:
- Democratas: 88 por cento
- Republicanos: 11 por cento
Michigan
Harris e os Democratas perderam 2 pontos percentuais do voto negro neste estado, depois do crescente sentimento antidemocrata na sequência da guerra de Israel em Gaza. Enquanto isso, Trump obteve um ganho de 2 pontos percentuais.
2024:
- Democratas: 90 por cento
- Republicanos: 9 por cento
2020:
- Democratas: 92 por cento
- Republicanos: 7 por cento
Carolina do Norte
A Carolina do Norte viu uma das maiores mudanças de democratas para republicanos entre os eleitores negros, com uma mudança de 5 pontos percentuais em relação às eleições anteriores.
2024:
- Democratas: 87 por cento
- Republicanos: 12 por cento
2020:
- Democratas: 92 por cento
- Republicanos: 7 por cento
Pensilvânia
A vitória de Trump foi praticamente selada quando a Pensilvânia foi convocada para o candidato republicano, e também aqui os números subiram para o segundo presidente.
2024:
- Democratas: 89 por cento
- Republicanos: 10 por cento
2020:
- Democratas: 92 por cento
- Republicanos: 7 por cento
Wisconsin
Os eleitores no estado de Wisconsin tinham a pobreza, os baixos salários e os cuidados de saúde entre as suas principais preocupações, e os eleitores negros neste estado fizeram uma mudança dramática de 13 pontos percentuais em direção a Trump.
2024:
- Democratas: 77 por cento
- Republicanos: 21 por cento
2020:
- Democratas: 92 por cento
- Republicanos: 8 por cento
Nevada
O estado que sofre com a maior taxa de desemprego do país foi o único estado indeciso onde Harris obteve ganhos entre os eleitores negros em comparação com 2020.
2024:
- Democratas: 82 por cento
- Republicanos: 17 por cento
2020:
- Democratas: 80 por cento
- Republicanos: 18 por cento
A mudança do voto negro em direção a Trump foi inesperada?
Na verdade.
Uma sondagem Gallup em 2023 mostrou que a proporção de adultos negros nos EUA que se consideram democratas diminuiu de 77 por cento em 2020 para 66 por cento.
Por que? Os eleitores negros de hoje operam de forma um pouco mais independente das gerações anteriores, especialmente dos jovens eleitores negros, dizem os analistas.
Historicamente, o legado do Partido Democrata junto ao movimento pelos direitos civis foi o que o manteve popular entre os eleitores negros. No entanto, os eleitores negros mais jovens não têm os mesmos apegos ao legado dos direitos civis.
“Acho que uma certa geração de eleitores negros não tem experiência direta com o movimento pelos direitos civis ou conhecimento dessas coisas porque para eles isso não é memória – é história”, disse Adolphus Belk, cientista político da Universidade Winthrop, na Carolina do Sul. . “Eles estão chegando sem compreender esses contornos e reviravoltas históricas, limitações e oportunidades.
“E essas frustrações estão a ficar claras nesta percentagem crescente de eleitores negros que olham de forma diferente para o Partido Republicano em geral e exploram algumas curiosidades com Trump, apesar da sua bagagem racial.”
Além disso, os eleitores negros estavam aparentemente frustrados por receberem pouco do Partido Democrata em troca do que consideram ser um apoio constante e de longo prazo, disse ele.
O Partido Democrata previu isso?
À medida que o sentimento pré-eleitoral dos eleitores negros se afastava de Harris, a vice-presidente fez tudo para atrair os eleitores negros e confiou fortemente no apoio de Obama.
Obama e sua esposa, Michelle Obama, foram dos primeiros a declarar seu apoio a Harris quando Biden saiu da corrida presidencial e Harris começou sua jornada como provável candidata democrata antes da convenção nacional do partido em agosto.
Os Obama então se juntaram a Harris na campanha. Durante sua campanha, Harris introduzido uma “agenda de oportunidades para homens negros” que, segundo ela, lhes daria mais chances de prosperar.
As propostas incluíam US$ 1 milhão em empréstimos perdoáveis para pequenas empresas.
Mas o partido pareceu sentir que isso não estava funcionando, e num evento comunitário em Pittsburgh, Pensilvânia, em outubro, Barack Obama repreendeu os homens negros pela sua aparente falta de apoio a Harris.
“Estou falando diretamente com os homens – parte disso me faz pensar que, bem, você simplesmente não está sentindo a ideia de ter uma mulher como presidente e está surgindo com outras alternativas e outras razões para isso,” ele disse.
As observações de Obama, porém, foram criticadas por muitos dentro da comunidade negra. “Quando você está tentando conseguir que um grupo de pessoas o apoie, você apela a eles. Você não os repreende, humilha e desabafa sua raiva contra eles”, disse o escritor Ta-Nehisi Coates à Al Jazeera em uma entrevista.
“Quem você acha que vai ver isso e dizer: ‘Sim, agora vou fazer isso (votar em Harris)’?”
Como Trump aumentou sua popularidade entre os eleitores negros?
Semelhante à estratégia Democrata em meados do século XIX, Trump tem tentado afastar os eleitores negros insatisfeitos do Partido Democrata.
Trump afirmou que os afro-americanos tiveram melhor desempenho económico sob a sua presidência, com um desemprego recorde. Alguns especialistas argumentaram, no entanto, que esta foi uma continuação de uma tendência descendente que começou com a administração Obama.
Numa gala organizada pela Federação Conservadora Negra em Columbia, Carolina do Sul, Trump disse acreditar que estava recebendo mais apoio negro devido aos seus quatro processos criminais porque os negros têm sido historicamente tratados injustamente pelo sistema de justiça criminal.
“E aí fui indiciado uma segunda vez e uma terceira vez e uma quarta vez. E muitas pessoas disseram que é por isso que os negros gostam de mim, porque foram gravemente feridos e discriminados”, disse ele. “Eles realmente me viam como se eu estivesse sendo discriminado.”
Trump foi criticado e ridicularizado por esses comentários. Mas ele conseguiu o apoio de celebridades de ícones afro-americanos como Kanye West, Kodak Black, 50 Cent e Lil Wayne.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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