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Retornos de resíduos nucleares para a Alemanha em meio a protestos – DW – 04/04/2025

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Retornos de resíduos nucleares para a Alemanha em meio a protestos - DW - 04/04/2025

Um navio que transporta sete recipientes cheios de resíduos nucleares altamente radioativos ancorados no porto do norte da Alemanha de Nordenham, Saxônia inferiorna terça -feira de manhã, em meio a protestos e uma presença policial aumentada.

O lixo nuclear está sendo transportado de Sellafield no noroeste Inglaterra a uma unidade de armazenamento temporário em Niederaichbach no estado do sul da Alemanha de Baviera. Os resíduos deixaram o porto de Barrow-in-Furness noroeste de Barrow na quarta-feira e está sendo transferido do navio para treinar em Nordenham antes de continuar para o sul. O desperdício nuclear foi o que permaneceu após o reprocessamento de elementos de combustível de usinas nucleares alemãs desativadas.

O primeiro dos recipientes, com quatro metros (13 pés) de comprimento e pesa mais de 100 toneladas, foi retirado do navio de transporte especial “Pacific Grebe” por um grande guindaste na manhã de terça -feira e foi submetido a inspeção para medir os níveis de radiação e garantir que eles correspondessem àqueles que foram tomados em Sellafield.

O porto de Nordenham permanece selado e guardado pela polícia fortemente armada, que até agora não relatou incidentes, apesar de vários protestos de grupos de energia anti-atômica.

Um policial armado e mascarado fica de guarda do lado de fora do porto em Nordenham
A polícia fortemente armada está guardando o porto em NordenhamImagem: Sina Schuldt/DPA/Picture Alliance

Resíduos nucleares: Por que as pessoas estão protestando?

“Todo contêiner de mamona carrega um risco enorme”, disse Helge Bauer do grupo de protesto Transmissão, o que significa “irradiado”. “Os resíduos nucleares devem, portanto, ser transportados apenas uma vez – para um local de armazenamento permanente”.

Outros protestos são planejados ao longo da rota presumida do trem carregando o lixo nos próximos dias, inclusive nas cidades de Bremen e Göttingen.

“Todo transporte de mamona é um demais, porque apenas adia o problema e não o resolve”, disse Kerstin Rudek, porta-voz do grupo de Castor-stoppen, em comunicado, acrescentando que o lixo nuclear não deve ser movido até que um local de armazenamento final e seguro seja determinado.

De onde está o desperdício se a Alemanha eliminou a energia nuclear?

Alemanha começou a eliminar o uso de potência nuclear em 2003, um processo que foi acelerado após o Fukushima Desastre no Japão em 2011. As usinas nucleares restantes da Alemanha foram desligar em 2023.

Mas a Alemanha ainda é obrigado a recuperar o lixo nuclear Produzido por elementos usados ​​de suas plantas que, até 2005, eram transportados regularmente para reprocessar plantas em Sellafield e La Hague, França. O transporte de resíduos nucleares alemães processados ​​de volta ao país tem frequentemente estava sujeito a protestos.

De acordo com a Society for Nuclear Service (GNS), mais de 100 contêineres de mamona foram transportados de La Hague para Gorleben, Lower Saxony, entre 1995 e 2011. As quatro finais foram transportadas para Philippsburg, Baden-Württembergem 2024. Seis recipientes foram transportados de Sellafield para Biblis, Hesseem 2020, com mais sete ainda por vir.

Onde a Alemanha armazena resíduos nucleares?

A empresa federal da Alemanha para descarte de resíduos radioativos (BGE) ainda está no processo de identificar um local adequado para o armazenamento subterrâneo permanente de 27.000 metros cúbicos de resíduos nucleares produzidos ao longo de 60 anos de produção de energia nuclear alemã.

Os resíduos nucleares, que podem permanecer radioativos e, portanto, altamente perigosos por centenas de milhares de anos, são atualmente armazenados em 16 locais temporários acima do solo, mas não pode ficar lá para sempre.

“Estamos usando um processo empírico para identificar um local que oferece a melhor segurança possível”, disse a Lisa Seidel da BGE à NDR em emissora pública em novembro de 2024.

Editado por: Sean sinico



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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