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Retrospectivas de fim de ano são gatilho para ansiedade, alerta psicólogo; saúde mental
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2 anos atrásem
Retrospectivas de fim de ano são gatilho para ansiedade, alerta psicólogo; saúde mental
Cuidado com os conteúdos. Os programas com retrospectivas de fim de ano são um verdadeiro gatilho para quem tem ansiedade e sintomas depressivos.
O alerta, em nome da saúde mental, é do psicólogo e pós-graduado em neurociência Marcelo Eça, de Cuiabá (MT)
“As retrospectivas de fim de ano, muitas vezes repletas de tragédias, podem gerar aumento nos níveis de ansiedade, medo e sintomas depressivos, devido à ativação do sistema nervoso simpático. Este sistema é responsável pelas respostas de alerta e estresse, e pode prejudicar o equilíbrio emocional”, disse.
Muita notícia ruim faz mal
E como as retrospectivas geralmente estão lotadas de noticia ruim, existe outro agravante: é preciso ler três notícias boas para cada notícia ruim, para equilibrar a saúde mental, lembra o especialista e escritor Luiz Gaziri. Ele conta que essa “contabilidade” foi comprovada em pesquisa científica.
“A Barbara Fredson, cientista da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que para a gente ter bem-estar, para cada emoção negativa que nós temos, a gente precisa ter 3 emoções positivas, isso chama-se proporção da positividade. Sem essa proporção a gente não consegue ser feliz”, afirmou Gaziri ao SNB.
[Quando a gente vê muita notícia ruim] “Existe uma liberação exagerada de cortisol, o hormônio do estresse… e o cortisol vem com uma carga muito grande de glicose que, para ser processada, tem que liberar insulina, que transforma a glicose em gordura abdominal”, alertou.
Ciclo de angústia
Um estudo publicado no Science Advices liga o noticiário violento à angústia das pessoas: “A exposição a eventos de violência em massa na mídia pode alimentar um ciclo de angústia”.
A pesquisa da Universidade da Califórnia, realizada com de 4165 voluntários dos EUA, mostra que o consumo exagerado desse tipo de notícia pode prejudicar, sim, a saúde mental e trazer para a sua casa problemas que não são realmente seus.
“A exposição repetida à cobertura noticiosa de traumas coletivos tem sido associada a consequências ruins para a saúde mental — como flashbacks — nas consequências imediatas, e respostas ao estresse pós-traumático e problemas de saúde física ao longo do tempo, mesmo entre indivíduos que não experimentaram diretamente o evento”, alertou a psicóloga Rebecca Thompson ao Gizmodo.
Como evitar crises emocionais
Marcelo Eça diz que para evitar crises emocionais no fim de ano é importante buscar o equilíbrio no que você ouve, lê e assiste.
“Para equilibrar essa resposta emocional, é essencial ativar o sistema nervoso parassimpático, que promove relaxamento, calma e bem-estar. Este equilíbrio ajuda a reduzir os efeitos negativos do estresse e das emoções intensas”.
A saída, segundo o psicólogo, é ver mais notícia boa.
“Consumir conteúdos positivos, como os oferecidos pelo Só Notícia Boa, pode reduzir o pessimismo e aumentar a sensação de esperança, contribuindo para um estado emocional mais equilibrado e otimista”.
Evite pensamentos negativos
Outra dica é evitar pensamentos negativos e usar uma ferramenta que o psicólogo Marcelo Eça chama de desfusão cognitiva.
“A desfusão cognitiva é uma técnica importante que permite criar distância dos pensamentos negativos. Ao aplicar essa técnica, é possível fazer escolhas mais conscientes sobre os conteúdos consumidos, afastando-se das notícias negativas e fortalecendo a resiliência emocional.
Foque no autocuidado
Além de escolher conteúdos positivos para ler, ouvir e assistir, o psicólogo e neurocientista diz que é importante também se manter focado no presente e no autocuidado.
“A prática de focar no presente e priorizar o autocuidado são ações fundamentais para promover o bem-estar. Essas escolhas ajudam a garantir uma transição para o novo ano com mais leveza e otimismo, favorecendo uma saúde emocional mais robusta”, concluiu.
Retrospectivas de fim de ano são gatilho para quem tem ansiedade e outros sintomas depressivos. – Foto: Holger Langmaier/ Pixabay
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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