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Réus por envolvimento em morte de contraventor ficam em silêncio durante interrogatório | Rio de Janeiro

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Audiência aconteceu no Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ)Pedro Teixeira / Agência O Dia

Rio – Marcos Paulo Gonçalves Nunes, Vitor Luis de Souza Fernandes e o policial militar Allan dos Reis Matos, réus por envolvimento no homicídio do contraventor Fernando Marcos Ferreira Ribeiro, ocorrido em abril de 2023, na Tijuca, na Zona Norte, ficaram em silêncio durante seus interrogatórios na audiência de instrução e julgamento, realizada nesta sexta-feira (11).
O trio é acusado de acompanhar os passos da vítima e repassar as informações para os responsáveis pela execução, sendo um deles o PM Rafael do Nascimento Dutra, de 35 anos, conhecido como Sem Alma, apontado como chefe de uma quadrilha de matadores de aluguel.

Segundo as investigações, o crime está ligado com a disputa de poder entre os bicheiros Adilson Oliveira, o Adilsinho, e Bernardo Bello. A denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ) aponta que Fernando era ligado a Bello, que tinha controle sobre os pontos do jogo do bicho na região da Tijuca, na Zona Norte, quando o assassinato aconteceu.

Já os denunciados fazem parte da organização criminosa liderada por Adilsinho, que vem, juntamente com os contraventores Rogério de Andrade e Vinícius Drummond, tentando ampliar a sua dominação do jogo do bicho. Na divisão, para Adilsinho, segundo o apurado, restaram os territórios que à época do fato pertenciam a Bello.

Marcos Paulo e Vitor Luis foram presos em uma operação realizada em junho deste ano pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), em razão da morte de Fernando. O PM Allan Matos já estava preso em razão de crimes anteriores.
Durante a audiência desta sexta, o contraventor Luiz Cabral Waddington Neto, que é foragido da Justiça, prestou depoimento via videoconferência como testemunha de acusação. O bicheiro é ligado ao grupo de Bello e suspeito de ser o mandante de um ataque a tiros em um bar de Vila Isabel, também na Zona Norte, em abril de 2023.

Além dele, prestaram depoimento o delegado Romulo Assis, titular da DHC, inspetores de polícia e outras testemunhas.

A defesa dos réus pediram a revogação das prisões preventivas, considerando o fim da instrução processual. Já o MPRJ pediu vista para manifestação e alegações finais, além de solicitar a extração e o envio da ata e dos depoimentos para o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para ter conhecimento sobre a possível existência de uma organização criminosa.

Grupo agia de forma violenta

Segundo as investigações, o réu Marcos Paulo – que é irmão do ex-tenente-coronel Claudio Luiz da Silva de Oliveira, condenado pela morte da juíza Patrícia Acioli – é o segundo na hierarquia da organização criminosa investigada, sendo responsável pela gestão operacional, logística e financeira das máquinas caça-níqueis instaladas nas Zonas Sul, Norte e no Centro. Junto com os outros dois presos, ele foi flagrado por câmeras de segurança monitorando Fernando Marcos no dia anterior ao crime.
De acordo com o MPRJ, investigações ressaltaram a forma violenta e agressiva como o grupo criminoso de Adilsinho agia para tomar pontos dominados por Bernardo Bello. A quadrilha foi responsável pela morte do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, apontado como braço armado de Bello, e seu segurança, Alexsandro José da Silva, o Sandrinho, em novembro de 2022, além da tentativa de homicídio do contraventor Luiz Cabral Waddington Neto e do filho dele, Luiz Henrique de Souza Waddington, em 14 de abril de 2023, no Catumbi, Região Central.
Após duas investidas ao grupo de Bernardo Bello, Luiz Cabral liderou uma contraofensiva e atacou o Bar Parada Obrigatória, na esquina da Rua Souza Franco com o Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, na Zona Norte, em abril de 2023. O confronto ocorreu quando contraventores rivais trocavam máquinas caça-níqueis no local. Na ocasião, Marcos Paulo e Vitor Luis, réus pela morte de Fernando, foram baleados. O estabelecimento pertencia ao empresário Antônio Gaspazianni Chaves, 33, morto a tiros em junho deste ano.

No decorrer do inquérito, o confronto balístico realizado pela DHC apontou convergência entre as cápsulas de fuzil utilizadas e apreendidas na execução de Fernando Marcos e na tentativa de homicídio de Luiz Cabral. A especializada confirmou que a mesma arma foi usada nos dois crimes após análise dos componentes de munições apreendidos em outros homicídios, em especial o de Marquinho de Catiri e Sandrinho, bem como nas mortes do PM Diego dos Santos Santana, do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, do policial civil João Joel de Araújo e na tentativa de homicídio de Luiz Henrique de Souza Waddington.

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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