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Revelado: rosto de uma princesa sudanesa sepultada no Egito há 2.500 anos | Museus

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Dalya Alberge

Um antigo sarcófago egípcio tem sido um objeto valioso em Museu de Perth desde que foi doado à coleção escocesa em 1936. Agora, o rosto da mulher mumificada e enterrada dentro dele há cerca de 2.500 anos ganhou vida numa dramática reconstrução digital.

Os curadores e especialistas que a recriaram acreditam que ela era uma mulher negra do reino de Kush, um dos maiores impérios do mundo antigo, que assumiu o controle do Alto Egito e cujas terras incluíam o atual Sudão. A cabeça reconstruída e seu sarcófago farão parte da próxima exposição do museu, Waters Rising, que será inaugurada em 8 de novembro.

Chris Rynn, antropólogo craniofacial e artista forense, percebeu que a mulher dentro do sarcófago tinha um formato de crânio que não era classicamente kemético do antigo Egito. Ele disse ao Observador: “O formato do crânio não se parece com nenhum dos antigos egípcios que já vi antes. Os crânios keméticos normalmente têm crânios longos e estreitos, narizes estreitos mais proeminentes e rostos mais longos.

“Ao reconstruir o rosto, você não tem controle sobre seu formato porque está tudo preso ao crânio pelo método científico. Não tenho licença artística até a fase final, quando são adicionadas texturas e cores fotorrealistas.”

Um conservador limpa o sarcófago de Ta-Kr-Hb, que viveu há 2.700 anos. Fotografia: Julie Howden

Rynn acredita que é altamente provável que a mulher fosse negra e que esta teoria corresponde à história e à arqueologia da região.

Os hieróglifos no sarcófago da mulher mostram que o indivíduo enterrado nele se chamava “Ta-Kr-Hb” ou “Takerheb”. Acredita-se que ela tenha sido uma sacerdotisa ou princesa que morreu aos trinta e poucos anos e sofreu fortes cáries dentárias. Acredita-se que ela tenha vivido durante a dinastia 25 a 26 (c. 760-525 AC).

Dr. Mark Hall, responsável pelas coleções do museu, disse: “O que sabemos agora da reconstrução facial de Chris é que a mulher é kushita. Ela é do reino de Kush, que era vizinho do Antigo Egito em Sudão.

“Neste momento específico, há 2.500 anos, foi quando o império Kushita conquistou o Egito. Você tem toda uma sequência de faraós negros kushitas.”

Rynn trabalha principalmente com a polícia internacional, ajudando a identificar corpos, produzindo uma imagem de uma caveira para que amigos e familiares possam reconhecer os indivíduos. Ele disse: “O rosto no sarcófago é totalmente diferente – um rosto comprido com um nariz longo e estreito. Observei como é incomum o sarcófago não se parecer com seu habitante. Era bastante comum. Mas, na parte interna da tampa, há a pintura de uma mulher com a pele bem mais escura.”

Na representação de Rynn, a mulher é careca. Ele disse: “Todas as sacerdotisas e sacerdotes teriam raspado todos os pelos do corpo porque estavam embalsamando cadáveres. Era ao mesmo tempo cerimonial e uma questão de higiene. Se ela fosse uma princesa, provavelmente também teria raspado a cabeça, mas poderia ter usado uma peruca cerimonial.”

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As imagens do sarcófago incluem a deusa Maat, cujo papel no submundo era pesar uma alma que chegava contra uma pena.

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João Philippe Reid, gestor de exposições do museu, afirmou: “Estamos muito interessados ​​em explorar histórias escondidas e histórias marginalizadas, olhando para locais onde as colecções do museu não são representativas das perspectivas e experiências das sociedades de hoje e do passado. Ver um rosto sudanês aparecer é realmente emocionante. Essas histórias estão escondidas à vista de todos.”

Acredita-se que o sarcófago tenha sido descoberto no final do século 19 e vendido de um museu no Cairo a um empresário e funcionário cívico de Alloa. Acredita-se que tenha surgido de Akhmim, uma parada regular no Nilo para viajantes do século XIX. O sarcófago chegou a Alloa por volta de 1892 e posteriormente foi doado a Perth.

O museu coleção inclui a Pedra do Destinotambém conhecida como Pedra do Scone, usada hoje para coroar reis e rainhas do Reino Unido.

Waters Rising tem como tema as mudanças climáticas, exploradas a partir de uma perspectiva histórica. O sarcófago foi danificado pelas enchentes do Nilo.

Hall disse que é “emocionante” ver o rosto de Ta-Kr-Hb: “Esperamos que isso dê aos visitantes a sensação de que aqui está alguém com quem você pode se identificar facilmente como outro ser humano”.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”

Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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