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Revisão jovem, britânica e antiaborto – certamente a geração Z é inteligente demais para desvalorizar a vida das mulheres assim? | Televisão e rádio

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Lucy Mangan

DO novo filme da documentarista Poppy Jay tem um título que certamente deixará meus arrepios, e talvez os de muitos outros em um país que pesquisa quase 90% de apoio pelo direito da mulher de interromper a gravidez: Young, British e Anti-Abortion. É uma investigação sobre a presença crescente da geração Z entre aqueles que procuram circunscrever ou cancelar esse direito. Analisa como procuram reposicionar o debate como uma questão de direitos humanos e não como uma questão religiosa, e como são encorajados pela derrubada do caso Roe v Wade nos EUA há dois anos. Jay conhece vários jovens ativistas que esperam que, mais uma vez, quando os EUA espirrar, possamos pegar um resfriado.

Eden McCourt faz a maior parte de seu trabalho para a Resistência ao Aborto por meio do TikTok. Ela diz que embora seja religiosa (uma pesquisa no Google revela que ela é redatora do Catholic Herald), suas opiniões são seculares e foram formadas em grande parte pela experiência de seus pais se recusarem a interromper a gravidez porque o feto teve uma doença grave e grave. – distúrbio genético limitante. Em vez disso, a sua mãe deu à luz a sua irmã, Josephine, que morreu quando ela tinha quatro anos, mas foi “a criança mais feliz que já conheci”.

Madeline Page é a diretora da Aliança de Estudantes Pró-Vida e visita universidades, apoiando as tropas e incentivando-as a converter outros jovens para que possam se mover para um mundo mais amplo com suas mentes já decididas corretamente e em posições de poder . Ela também é religiosa, mas diz que era pró-vida antes de encontrar a sua fé.

James, 22 anos, é o antiaborto mais tradicional. Cristão evangélico, ele tem sido voluntário no Centro para Reforma Bioética do Reino Unido (uma ramificação da organização original nos EUA) nos últimos três anos e quer que “a nação acredite que (o aborto) é uma abominação”.

A cineasta Poppy Jay em uma marcha. Fotografia: Gavin Hopkins/BBC/Firecrest Films

Jay entrevista eles e outras pessoas, dando-lhes bastante espaço para expor suas crenças, tempo para persuadi-la ou a qualquer pessoa que esteja assistindo e que possa ser persuadida. Eden é especialmente gentil e charmoso, e você espera com interesse para ouvir as opiniões da nova geração. “Não creio que a igualdade para as mulheres se assemelhe a crianças mortas”, diz ela. “O movimento feminista foi sequestrado pela ideia de que, para serem livres e iguais aos homens, as mulheres têm de poder escolher o aborto.” Ela reconhece que os problemas sociais (pobreza, relações abusivas, falta de apoio) são a causa raiz das gravidezes indesejadas de muitas mulheres e do consequente desejo de acabar com elas, mas são esses problemas que precisam de ser resolvidos, e não as crianças, que precisam de ser punido. Ela não tem soluções práticas para esses problemas.

Page também culpa indiretamente o feminismo. “Para que as mulheres sintam que, para progredirem na carreira, para terem uma casa, para terem uma situação financeira estável, têm de fazer um aborto – estamos a falhar completamente com as mulheres.” Isto está mal formulado (presumivelmente nem mesmo Page pensa que é necessário activamente um aborto para avançar na vida moderna), mas é um sinal do tipo de pensamento, algures entre “mágico” e “confuso”, que está a acontecer por baixo. Jay a incentiva sobre o que deve acontecer em vários cenários. “Acho que na minha utopia isso não aconteceria”, Page ri. Jay empurra novamente. “Nós os forçamos a ter um filho que eles não querem e não vão amar?” Nenhuma resposta vem. O silêncio, como sempre acontece quando idealistas, ideólogos ou qualquer combinação dos dois são convidados a refletir sobre as suas posições e responder pelas consequências, é ensurdecedor.

Porque que respostas existem, realmente, se você acredita – como estes três – que a vida começa na concepção e que essas duas células unidas superam imediatamente tudo sobre a mulher que as carrega; sua saúde mental e física, sua felicidade, seu presente, seu futuro, sua integridade e autonomia corporal, seus relacionamentos (inclusive com os filhos que já tem), seu desejo de viver a vida que deseja e não vê-la prejudicada por um erro, ou um estupro? É bom fazê-los pensar e deixá-los debatendo-se num mar de possibilidades que não se enquadram na sua visão de mundo (como quando Jay aponta a grande proporção de mulheres que já são mães que fazem abortos para não espalhar os seus recursos muito fino). Mas deixa intacta esta desvalorização fundamental da vida das mulheres.

Continuo não convencido, a julgar pela pequena participação nos comícios e pela resistência do público quando os ativistas estão fora de casa, de que Jay tenha realmente descoberto o início de uma nova onda de perigo para os direitos reprodutivos. Eu gostaria de pensar que a geração Z permanece resistente tanto aos argumentos religiosos quanto aos supostos argumentos seculares, que eles podem ver através do absurdo óbvio, que retirariam o melodrama de uma declaração como “a igualdade para as mulheres não se parece com crianças mortas” e saberiam que igualdade é exactamente como ser capaz de controlar a sua vida e o seu corpo, incluindo a gravidez – caso contrário, não teremos nada. Mas olho para a situação actual dos direitos das mulheres e só consigo pensar em como estive errada e complacente antes.

Young, British and Anti-Abortion foi ao ar na BBC One e está disponível no iPlayer.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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