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Rudy Giuliani foi novamente acusado de desacato ao tribunal por mentiras eleitorais de 2020 | Rudy Giuliani
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Associated Press
Rudy Giuliani foi considerado por desacato ao tribunal na sexta-feira por continuar a espalhar mentiras sobre dois ex-funcionários eleitorais da Geórgia, depois que um júri concedeu às mulheres uma sentença de difamação de US$ 148 milhões.
A juíza federal Beryl Howell, em Washington DC, é a segunda juíza federal em questão de dias a encontrar o ex-prefeito da cidade de Nova York por desacato ao tribunal.
Howell descobriu que Giuliani violou ordens judiciais que o impediam de difamar Wandrea “Shaye” Moss e sua mãe, Ruby Freeman. Ela ordenou que ele revisasse o depoimento do julgamento e outros materiais do caso e avisou-o de que futuras violações poderiam resultar em possível pena de prisão.
Moss e Freeman processaram Rudy Giuliani por difamação por acusá-los falsamente de cometer fraude eleitoral em conexão com as eleições de 2020. Eles disseram que suas mentiras perturbaram suas vidas com ameaças racistas e assédio.
Um júri ficou do lado da mãe e da filha, que são negras, em dezembro de 2023 e concedeu-lhes US$ 75 milhões em danos punitivos, mais cerca de US$ 73 milhões em outros danos.
Os advogados dos demandantes pediram a Howell que impusesse sanções de desacato civil contra Giuliani depois de dizerem que ele continuou a acusar falsamente Moss e Freeman de cometerem fraude eleitoral em conexão com as eleições de 2020.
Pouco antes do início da audiência de sexta-feira, Giuliani criticou a juíza em uma postagem nas redes sociais, chamando-a de “sanguinária” e tendenciosa contra ele e o processo uma “perda de tempo hipócrita”.
Na segunda-feira, em Nova York, o juiz Lewis Liman condenou Giuliani por desacato ao tribunal por acusações relacionadas de que ele não apresentou provas para ajudar o juiz a decidir se ele pode manter um condomínio em Palm Beach, Flórida.
Giuliani, que testemunhou no tribunal de Liman em Manhattan no dia 3 de janeiro, disse que não entregou tudo porque acreditava que os pedidos eram demasiado amplos, inapropriados ou mesmo uma “armadilha” preparada pelos advogados dos queixosos.
Giuliani, 80 anos, disse em um processo judicial que antes da audiência de sexta-feira ele estava tendo preocupações relacionadas à viagem sobre sua saúde e segurança. Ele disse que recebe ameaças de morte e foi orientado a ter cuidado ao viajar.
“Eu esperava que o Tribunal entendesse e atendesse às minhas necessidades. No entanto, parece que me enganei”, disse ele no processo.
No banco das testemunhas durante o julgamento de Giuliani, Moss e Freeman descreveram temer por suas vidas depois de se tornarem alvo de uma falsa teoria da conspiração que Giuliani e outros republicanos espalharam enquanto tentavam manter Donald Trump no poder depois de perder as eleições de 2020 para o democrata Joe Biden. Trump, para quem Giuliani já trabalhou como advogado, venceu as eleições para a Casa Branca em novembro contra a vice-presidente, Kamala Harris, e tomará posse para um segundo mandato no Salão Oval em 20 de janeiro.
Moss disse aos jurados que tentou mudar sua aparência, raramente sai de casa e sofre ataques de pânico.
“O dinheiro nunca resolverá todos os meus problemas”, disse Freeman aos repórteres após o veredicto do júri. “Nunca poderei voltar para a casa que chamo de lar. Sempre terei que ter cuidado com onde vou e com quem escolho compartilhar meu nome. Sinto falta da minha casa. Sinto falta dos meus vizinhos e sinto falta do meu nome.”
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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