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Ruído branco: por que o ódio a Donald Trump alimenta seu sucesso tanto quanto o amor de seus apoiadores | Ed Cooper

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Ed Coper

HOs historiadores vão coçar a cabeça por muito tempo que um candidato republicano que – apesar da incapacidade de formar uma frase coerente, de ser grosseiramente subqualificado e repleto de casos extraconjugais – iria não apenas vencer as eleições, mas se tornar um dos presidentes mais populares da história dos EUA .

O primeiro candidato a compreender como utilizar eficazmente os “novos meios de comunicação” numa campanha presidencial e que – em vez de ir trabalhar em Washington depois das eleições, como esperado, tirou imediatamente férias para jogar golfe.

Apesar de tudo isto, a popularidade do candidato entre os seus apoiantes “cabeças de pedra” cresceu cada vez mais – “uma audiência de caipiras de pequenas cidades, de servos políticos inferiores, ou de idiotas que mal conseguiam compreender uma palavra com mais de duas sílabas, e totalmente incapazes de prosseguir uma ideia lógica por mais de dois centímetros.” Estou falando, é claro, de Warren G Harding e de sua vitória presidencial em 1920.

A descrição poética da base de fãs pré-Maga de Harding vem de HL Mencken, que, como Harding, era jornalista. Mencken ajudou a fundar o Baltimore Evening Sun, onde as citações acima apareceram, enquanto Harding (o primeiro e único jornalista de carreira a se tornar presidente dos EUA) monopolizou o mercado jornalístico de Ohio e o usou para se impulsionar primeiro para um cargo estadual e, eventualmente, para a presidência.

Naquela altura, tal como agora, os meios de comunicação eram veículos partidários com uma visão do mundo e uma agenda política a impor. Cada candidato e partido tinha os seus papéis e o seu mercado eram aqueles que partilhavam a sua ideologia. Naquela altura, como agora, a verdade pouco importava para estes mercados e os jornais estavam repletos de mexericos infundados e afirmações hiperbólicas sobre o outro lado.

Mas a era das redes sociais forçou os meios de comunicação a fazerem uma escolha difícil: publicar artigos que gerem mais cliques ou publicar artigos que motivem os seus assinantes a pagar pelas notícias. Ambas as coisas se juntam no mesmo ponto: Trump.

Trump, com seus bombásticos instintos de geração de manchetes, é o tópico mais clicável e subscrito para o público consumidor de notícias devorar – quer você o ame ou odeie. Fiquei colado à cobertura noticiosa da eleição esta semana enquanto os especialistas trovejavam “Por que ele é tão popular?!” em sua 327ª hora consecutiva de cobertura geral dele.

Por trás de tudo isso, tanto naquela época quanto agora, está uma rede de industriais alimentando uma máquina de ruído que nos mantém em desacordo uns com os outros enquanto lutamos febrilmente. debater Trump-mania.

Você pode reconhecer algumas de suas manifestações em seu próprio feed aqui na Austrália. Ligue o Sky News After Dark ou o feed do YouTube e você pode estar enganado pensando que se deparou com um hino de Trump empenhado em transformar a Austrália no Alabama.

Entre na seção de comentários de qualquer postagem do Facebook falando sobre energia eólica offshore em Illawarra e você verá bots Maga compartilhando o mesmo conteúdo que fazem em Nova Jersey.

Verifique os membros globais da rede Atlas, apoiada por combustíveis fósseis, que impulsiona a agenda Trumpiana globalmente e você encontrará nosso Instituto local de Assuntos Públicos e o Advance Australia, eles da campanha Voz Indígena Não. Trump é global e as suas paixões fazem parte do plano dele.

Estes ingredientes: ecossistemas mediáticos partidários; multidões solidárias levadas ao frenesi; apoiadores ricos interessados ​​em explorar os dois primeiros ingredientes para seu próprio ganho financeiro – foram estes que nos entregaram Trump.

Basta perguntar à Fox News, onde os apoiadores se afastaram em massa quando a rede tentou sair do trem Trump, apenas para eles voltarem, mesmo que isso significasse negando os resultados das eleições de 2020 que eles sabiam que eram legítimos. Isso terminou em um acordo de US$ 787 milhões com as máquinas de votação da Dominion.

Basta perguntar ao New York Times, que foi à beira da falência nos anos que antecederam 2016, até que uma surpreendente vitória de Trump fez com que todos os que odeiam se apressassem a subscrever em defesa do jornalismo baseado em factos, cujo incentivo é agora mantê-los subscritos com um fluxo constante de schadenfreude de Trump. O movimento Maga chamar-lhe-ia um modelo de receitas baseado na Síndrome de Desarranjo de Trump.

Basta perguntar a Elon Musk, que usou a aquisição de uma plataforma de mídia social para se tornar uma figura de adoração de culto para cripto-manos, fãs do UFC e acólitos de Andrew Tate com sua bajulação de Trump carregada de desinformação.

Nosso ódio é tanto o oxigênio para seu fogo quanto o amor de seus apoiadores é o combustível. Prepare-se para mais quatro anos de obsessão e obediência, dependendo de qual lado da cerca você estiver sentado. Mas o resultado líquido é o mesmo, como nos alertou Mencken quando confrontados com o facto de as pessoas serem movidas não pelos sentidos mas pela emoção, “o candidato deve ladrar com a matilha ou perder-se”. O mesmo acontecerá, ao que parece, com a mídia.

  • Ed Coper é comentarista político e autor de Fatos e outras mentiras: bem-vindos à era da desinformação. Ele é o CEO da agência de comunicação Populares, responsável por ajudar a criar o movimento político ‘azul-petróleo’



Leia Mais: The Guardian

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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