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Rússia condena advogados de Navalny a penas de vários anos por transmitirem suas mensagens | Rússia
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Agence France-Presse in Petushki
A Rússia condenou três advogados que defenderam Alexei Navalny a vários anos de prisão por levar mensagens do falecido líder da oposição da prisão para o mundo exterior.
O caso, que surge no meio de uma repressão generalizada à dissidência durante a ofensiva na Ucrânia, alarmou grupos de direitos humanos que temem que Moscovo intensifique os julgamentos contra representantes legais, além de prender os seus clientes.
O Kremlin tem procurado punir os associados de Navalny, mesmo depois da sua morte inexplicável numa colónia prisional do Ártico, em fevereiro passado.
Vadim Kobzev, Alexei Liptser e Igor Sergunin foram considerados culpados de participação numa “organização extremista” por um tribunal da cidade de Petushki.
Kobzev, o membro mais destacado da equipe jurídica de Navalny, foi condenado a cinco anos e meio, enquanto Liptser foi condenado a cinco anos e Sergunin a três anos e meio.
As sentenças geraram indignação no Ocidente.
O trio foi quase as únicas pessoas que visitaram Navalny na prisão enquanto ele cumpria a pena de 19 anos.
Navalny, principal adversário político de Putin, comunicou-se com o mundo transmitindo mensagens através dos seus advogados, que a sua equipa depois publicou nas redes sociais.
Passar cartas e mensagens através de advogados é uma prática normal nas prisões russas.
A viúva exilada de Navalny, Yulia Navalnaya, disse que os advogados eram “prisioneiros políticos e deveriam ser libertados imediatamente”.
Os EUA, a França, a Alemanha e a Grã-Bretanha criticaram as sentenças.
“Este é mais um exemplo da perseguição de advogados de defesa pelo Kremlin no seu esforço para minar os direitos humanos, subverter o Estado de direito e suprimir a dissidência”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, num comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores da França classificou a decisão do tribunal como “mais um ato de intimidação contra a profissão jurídica como um todo”, enquanto a Alemanha disse que “mesmo aqueles que deveriam defender outros perante a lei enfrentam dura perseguição”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy, apelou ao Kremlin para “libertar todos os presos políticos”.
Os advogados foram condenados após um julgamento à porta fechada em Petushki – cerca de 115 quilómetros a leste de Moscovo – perto da prisão de Pokrov, onde Navalny foi detido antes de ser transferido para uma colónia remota acima do Círculo Polar Ártico.
“Estamos sendo julgados por transmitir os pensamentos de Navalny a outras pessoas”, disse Kobzev no tribunal na semana passada, informou o jornal Novaya Gazeta.
após a promoção do boletim informativo
Um comunicado do tribunal afirma que eles “usaram o seu estatuto de advogados enquanto visitavam o condenado Navalny… para garantir a transferência regular de informações entre os membros da comunidade extremista, incluindo aqueles procurados e escondidos fora da Federação Russa, e Navalny”.
Afirmou que isto permitiu a Navalny planear “crimes de carácter extremista” a partir da sua prisão de segurança máxima.
Nas suas mensagens, Navalny denunciou a ofensiva do Kremlin na Ucrânia como “criminosa” e disse aos apoiantes “para não desistirem”.
Ele havia denunciado a prisão de seus advogados em outubro de 2023 como uma tentativa de isolá-lo ainda mais.
Kobzev comparou na semana passada a actual repressão de Moscovo à dissidência com a repressão em massa da era Estaline.
“Oitenta anos se passaram… e no tribunal de Petushki, as pessoas estão mais uma vez sendo julgadas por desacreditarem funcionários e agências estatais”, disse ele.
O grupo de direitos humanos OVD que monitoriza a repressão política na Rússia disse que as sentenças mostram que Moscovo tem agora a intenção de tornar a defesa de prisioneiros políticos – uma prática que ainda é permitida, mas que se está a tornar mais difícil – completamente perigosa.
“As autoridades estão agora essencialmente a proibir a defesa de pessoas politicamente perseguidas”, afirmou o grupo, uma medida que “arrisca destruir o pouco que resta do Estado de direito”.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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