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Rússia critica plano do ‘Domo de Ferro americano’ de Trump – 31/01/2025 – Mundo
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Igor Gielow
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou duramente nesta sexta (31) a proposta de Donald Trump de criar um novo escudo antimíssil para os Estados Unidos, que o presidente chamou de “Domo de Ferro americano”, em referência ao sistema homônimo de Israel.
Namorando a nova gestão da Casa Branca desde a eleição do republicano em novembro, de olho em um desfecho mais favorável para si na Guerra da Ucrânia, os russos adotaram com a crítica o tom mais duro contra o novo presidente americano desde sua posse, no dia 20.
“Ele (o plano) prevê diretamente um fortalecimento significativo do arsenal nuclear americano e dos meios para conduzir operações de combate no espaço, incluindo o desenvolvimento e a implantação de sistemas de interceptação baseados no espaço”, disse a porta-voz da chancelaria, Maria Zakharova.
Ela afirmou que o escudo visa reduzir a dissuasão nuclear da Rússia e da China, o que mudaria o balanço estratégico num momento em que o Kremlin se diz aberto a retomar negociações sobre controle de armamentos —Moscou e Washington concentram 90% das ogivas atômicas do planeta.
“Nós consideramos isso [o escudo] uma outra confirmação do foco dos EUA em tornar o espaço em uma arena de conflito armado, e de colocar armas lá. Essa abordagem não contribui para a redução das tensões na esfera estratégica”, disse a diplomata.
Desde a posse, Trump disse que gostaria de se encontrar com Vladimir Putin para discutir um acordo pelo fim da guerra e controle de armas nucleares, algo que espiralou desde a primeira gestão do republicano, que tirou os EUA de 2 dos 3 tratados que visavam evitar o apocalipse nuclear.
Com o agravamento das tensões depois da invasão da Ucrânia, em 2022, Putin congelou a participação russa no acordo remanescente. Não por acaso, o referencial Relógio do Juízo Final foi ajustado nesta semana para o pior nível de sua história.
O tema do espaço é historicamente sensível na relação entre as potências atômicas. Um tratado de 1967 proíbe a militarização extraterrestre, citando especificamente o posicionamento de armas em órbita. Tanto EUA quanto Rússia são signatárias do acordo.
Trump emula o antecessor Ronald Reagan (1911-2004), que em 1983 colocou como prioridade o programa apelidado de Guerra nas Estrelas, que previa o posicionamento de satélites com lasers capazes de destruir ogivas voando acima da atmosfera e um sistema de interceptação com mísseis.
O projeto era uma fantasia, mas ajudou a aumentar a paranoia soviética, que acelerou o gasto militar para cerca de 13% do PIB do país, o que ajudou a fazer desmoronar o império comunista em 1991. Putin já disse que os EUA querem fazer o mesmo agora.
Nos anos 2000, foi a vez de George W. Bush incomodar os russos ao instalar um sistema contra mísseis balísticos no Leste Europeu, nominalmente visando eventuais ataques do Irã. A segunda base foi aberta no ano passado na Polônia, gerando protestos russos —além da capacidade defensiva, teoricamente é possível armar os lançadores com armas ofensivas.
Agora é a vez de Trump, que emprestou o nome do sistema de interceptação de baixa altitude de Israel, famoso na guerra contra o Hamas e o Hezbollah —as outras duas pernas da defesa aérea do Estado judeu são a Funda de Davi (média altitude) e o Flecha (grande altitude). A comparação, portanto, é apenas no nome.
Apesar da fantasia em torno do tema, já que muito difícil interceptar uma ogiva de um ICBM (sigla inglesa para míssil balístico intercontinental), a questão preocupa estrategistas sérios. Especula-se que um sistema mais eficaz, ainda que limitado, custaria centenas de bilhões de dólares.
Hoje, os EUA têm apenas 44 mísseis de interceptação contra um ataque nuclear, e os testes até hoje feitos mostram um baixo índice de eficácia. Qualquer ação do tipo contra os americanos poderia envolver dezenas ou centenas de mísseis.
Em relação ao espaço, o decreto de Trump não fala abertamente em colocar armas nucleares, o que violaria o tratado de 1967. Mas a nota da Casa Branca sugere isso: “O Domo de Ferro vai fazer avançar os objetivos de paz por meio da força. Ao dar aos EUA uma capacidade de segundo ataque, o Domo de Ferro vai dissuadir os adversários de atacar a pátria”.
Na doutrina nuclear vigente, capacidade de segundo ataque é usualmente atribuída a submarinos, que podem atacar de forma silenciosa de qualquer lugar dos oceanos no caso de um bombardeio nuclear contra alvos terrestres pelo adversário.
O texto, portanto, sugere que isso pode ser feito do espaço, além da ideia de uma rede defensiva. Os EUA, entre as grandes potências, são quem mais investe no aspecto militar do espaço.
Na primeira gestão Trump, foi criado um ramo das Forças Armadas só parar isso, a Força Espacial —cujo símbolo, em mais uma apropriação da cultura pop, lembra a insígnia usada pelos tripulantes das naves da Frota Estelar do clássico “Jornada nas Estrelas”.
Em 2021, os russos causaram alarme quando testaram um míssil contra um antigo satélite soviético, dado que os destroços podiam afetar outros objetos em órbita. A China fez testes parecidos também, e com as dificuldades econômicas russas avançou seu programa espacial tendo os aliados de Moscou como parceiros.
No começo do ano passado, o governo de Joe Biden alertou aliados de que a Rússia tinha uma nova capacidade nuclear no espaço, o que Moscou negou. Depois, a Casa Branca voltou atrás e disse que era uma arma antissatélites, e que ainda estava em desenvolvimento.
Isso colocaria em risco, entre outras coisas, a constelação de mais de 6.000 satélites de Elon Musk, o bilionário tornado braço-direito de Trump, com uma secretaria só para si no governo. Os russos já disseram que o sistema de comunicação Starlink, que fez a Ucrânia conseguir se manter conectada na guerra, é um alvo militar legítimo.
Já na posse, ao falar em colonizar Marte, Trump sinalizou investimentos na área espacial ao gosto de Musk, cuja empresa SpaceX já opera foguetes que servem aos americanos na Estação Espacial Internacional.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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