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Rússia expulsa diplomata britânico por suposta espionagem | Notícias de espionagem
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1 ano atrásem
Moscovo expulsa o diplomata que, segundo diz, estava a “realizar trabalho de inteligência e subversivo que ameaça a segurança da Rússia”.
A Rússia ordenou que um diplomata britânico deixasse o país por alegada espionagem – uma alegação rejeitada pelo governo do Reino Unido, que prometeu uma resposta em meio ao azedamento das relações entre os dois países.
O serviço de segurança FSB da Rússia disse na terça-feira que o diplomata, cuja foto foi divulgada em boletins de notícias de TV, forneceu intencionalmente informações falsas quando entrou no país.
“Durante o trabalho de contra-espionagem, o Serviço Federal de Segurança Russo descobriu uma presença não declarada da inteligência britânica sob o disfarce da embaixada nacional em Moscou”, afirmou.
“Ao mesmo tempo, o FSB russo descobriu sinais do referido diplomata conduzindo trabalho de inteligência e subversivo que ameaça a segurança da Federação Russa”, afirmou em comunicado.
Nomeou-o como Edward Wilkes e disse que ele era um segundo secretário, um posto diplomático relativamente júnior.
Um porta-voz do Gabinete Britânico de Relações Exteriores, Commonwealth e Desenvolvimento disse: “Esta não é a primeira vez que a Rússia faz acusações maliciosas e infundadas contra o nosso pessoal. Responderemos no devido tempo.”
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que convocou o embaixador britânico Nigel Casey para receber um “forte protesto”.
Ele disse que foi informado de que Moscou adotaria uma “linha intransigente” em relação a qualquer atividade de espionagem britânica não declarada. “Além disso, se Londres agravar a situação, o lado russo dará imediatamente uma resposta ‘espelho’.”
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que foi tomada a decisão de revogar o credenciamento do diplomata e que ele recebeu ordem de deixar o país dentro de duas semanas.
Segundo o FSB, o diplomata britânico substituiu um dos seis diplomatas britânicos expulsos no início deste ano, também sob acusações de espionagem.
Relações tensas
As relações entre o Reino Unido e a Rússia atingiram os níveis mais baixos do pós-Guerra Fria desde o início da guerra na Ucrânia. O Reino Unido juntou-se a sucessivas ondas de sanções contra a Rússia e forneceu armas à Ucrânia.
A Rússia disse que a Ucrânia disparou mísseis de cruzeiro Storm Shadow de fabricação britânica contra seu território na semana passada pela primeira vez.
Presidente Vladimir Putin citado o uso de mísseis de fabricação britânica e o lançamento de mísseis balísticos ATACMS dos EUA pela Ucrânia, como a razão pela qual a Rússia respondeu lançamento um novo míssil hipersônico na cidade ucraniana de Dnipro na semana passada.
As relações entre Londres e Moscovo têm sido repetidamente tensas por alegados escândalos de espionagem, incluindo o assassinato, em 2006, do antigo agente russo e crítico do Kremlin, Alexander Litvinenko, num ataque de envenenamento em Londres.
Depois, em 2018, o Reino Unido e os seus aliados expulsaram dezenas de funcionários da embaixada russa que acusaram de serem espiões devido à tentativa de envenenamento do antigo agente duplo, Sergei Skripal, que vivia exilado no Reino Unido.
Skripal sobreviveu à tentativa de ataque a Novichok, mas um civil britânico morreu depois de tocar num frasco de perfume contaminado, provocando alvoroço em Londres.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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