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Sandro Tonali comanda a vitória do Newcastle sobre o Aston Villa, de 10 jogadores | Primeira Liga

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Louise Taylor at St James’ Park

Sandro Tonali trouxe ao Newcastle muitas riquezas, mas talvez a principal delas seja a rara capacidade de desacelerar os jogos que oferece à equipe de alta intensidade de Eddie Howe o tipo de controle inestimável que tantas vezes faltou nos últimos meses.

Com o italiano mais uma vez imperioso na base do meio-campo enquanto executava seu repertório de passes curtos e longos, interceptações perfeitas e visão geral superior, o Newcastle estava na frente antes mesmo do polêmico gol de Jhon Durán, aos 32 minutos, despedida.

No final, Alexander Isak, em grande forma, marcou novamente e a equipe de Howe subiu para o quinto lugar, justificando a sugestão pré-jogo de seu técnico de que, afinal, eles são candidatos realistas à qualificação para a Liga dos Campeões.

O Newcastle estava na frente aos dois minutos. Tudo começou com Tonali demonstrando precisamente por que a recente recuperação na sorte de Howe coincidiu com a mudança do meio-campista italiano do 8º para o 6º lugar.

Sua última intervenção revolucionária envolveu Tonali roubando a posse de bola perto do meio-campo antes de deixar os jogadores do Villa assistirem horrorizados enquanto ele, Bruno Guimarães e Joelinton se combinavam para jogar em Anthony Gordon.

Quando Matty Cash recuou imprudentemente, o extremo-esquerdo inglês cortou para dentro com o pé direito antes de dirigir um remate gloriosamente em curva, mergulhando para além do alcance de Emiliano Martínez, que disparou inexoravelmente para o canto superior mais distante.

A linguagem corporal incomumente irascível de Unai Emery sugeriu que o técnico do Villa não havia esquecido uma tarde bastante mais quente aqui em agosto de 2023, quando o estreante Tonali e seus novos companheiros de Newcastle derrotaram o Villa por 5-1.

Jhon Durán foi expulso após pisar em Fabian Schär, do Newcastle. Fotografia: Aston Villa/Aston Villa FC/Getty Images

O ânimo do espanhol dificilmente melhorou quando Durán recebeu subsequentemente, e de forma contenciosa, um cartão vermelho direto por conduta violenta, nomeadamente pisoteando a coxa e as costas do caído Fabian Schär ao ultrapassar o defesa caído durante as consequências de um deslizamento de Schär.

Duran parecia incandescente enquanto se afastava, alegando que foi um acidente. Embora as repetições em câmera lenta tenham fornecido argumentos fortes para a acusação, era difícil saber onde mais o colombiano poderia ter atuado em tempo real.

Com a equipe de 10 jogadores de Emery agora liderada pelo impressionante, mas fora de posição, Morgan Rogers, e Tonali continuando a se juntar aos pontos do meio-campo do Newcastle enquanto Villa ficava mais irritado a cada minuto, os jogadores de Howe se esforçavam para aumentar sua vantagem.

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No entanto, apesar de Joelinton ter tido um golo anulado depois de a bola ter saído do campo antes de Isak poder desviar, e de Martínez ter feito uma defesa superlativa com uma mão para negar o golo a Tonali, a missão de limitar os danos do Villa teve sucesso até ao intervalo.

O início da segunda parte coincidiu com a saída de Ollie Watkins do banco visitante para substituir o decepcionante Youri Tielemans. Não foi a única mudança; com o assistente de Howe, o sempre combustível Jason Tindall, tendo recebido cartão vermelho após uma briga quando os times deixaram o campo para o intervalo, o banco do Newcastle tornou-se um lugar um pouco mais calmo.

Howe logo comemorou após um belo passe de Guimarães e um cruzamento rasteiro de Jacob Murphy, antes de Isak mandar um chute de primeira para longe de Martínez. Foi o 11º golo de Isak em 18 jogos esta temporada e o sueco rapidamente, ainda que brevemente, pensou que tinha marcado outro, mas esse remate foi anulado por impedimento.

Depois disso, um chute de Murphy acertou a trave quando poderia ter sido mais fácil marcar e, após uma revisão do VAR, Guimarães teve um gol anulado por handebol antes que o chute desviado de Joelinton nos acréscimos se mostrasse bom demais para Martínez, que lembrou a todos o porquê ele costumava ser um centroavante. Dado que foi o 11º golo do Newcastle nos últimos três jogos do campeonato, o regresso à Europa em 2025 parece bem ao seu alcance.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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