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Saúde adota novo esquema vacinal contra a poliomielite no Acre

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Luana Lima

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), iniciou um novo protocolo vacinal contra a poliomielite, conhecida popularmente como paralisia infantil. Todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do estado passam a oferecer exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP), que é aplicada com injeção. A mudança marca o fim da famosa “gotinha” da vacina oral bivalente (VOPb), substituindo-as por uma única dose da VIP, que é trivalente e oferece uma proteção mais completa, prevenindo contra os três tipos de poliovírus.

Meta é alcançar 95% de cobertura vacinal no Acre até fim do ano. Foto: Arquivo EMS

A decisão de adotar exclusivamente a VIP foi tomada pelo Ministério da Saúde, com base em novas evidências científicas que apontam maior eficácia do imunizante injetável. Até agora, o esquema vacinal contra poliomielite no Brasil era composto por três doses da VIP (aos 2, 4 e 6 meses de idade), complementadas com duas doses de reforço da vacina oral bivalente (VOPb), administradas aos 15 meses e aos 4 anos. Com a atualização, o reforço será agora realizado com uma única dose da VIP, aos 15 meses.

Secretário de Saúde, Pedro Pascoal afirma que a mudança representa avanço para saúde pública e para proteção infantil no estado. Foto: Diego Gurgel/Secom

Segundo o secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, a mudança representa um avanço para a saúde pública e para a proteção infantil no estado. “Essa atualização do esquema vacinal é uma medida estratégica para aumentar a proteção de nossas crianças contra a poliomielite. Com a adoção da vacina inativada, estamos alinhando o Acre com as melhores práticas de saúde pública mundial, garantindo uma cobertura vacinal mais segura e eficaz para nossa população”, afirma.

Novo calendário de vacinação

  • 2 meses: 1ª dose (VIP)
  • 4 meses: 2ª dose (VIP)
  • 6 meses: 3ª dose (VIP)
  • 15 meses: dose de reforço (VIP)

O Brasil está há 34 anos livre da poliomielite, graças ao sucesso das campanhas de vacinação em massa. O Ministério da Saúde tem como meta atingir 95% de cobertura vacinal em todo o país até o fim do ano e, atualmente, cerca de 38 mil UBSs em todo o Brasil oferecem a VIP. Em 2023, as coberturas vacinais de VIP e VOP no Brasil foram de 86,5% e 78,2%, respectivamente. No Acre, esses índices ficaram em 74,35% para a VIP e 60,34% para a VOP, indicando a necessidade de ampliar os esforços para alcançar a meta nacional.

Brasil está há 34 anos livre da poliomielite, graças ao sucesso das campanhas de vacinação em massa. Foto: Odair Leal/Secom

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quiles, ressaltou o compromisso do Estado em aumentar a adesão à vacinação e proteger a população infantil. “Nosso objetivo é garantir que nenhuma criança fique desprotegida. Estamos intensificando campanhas e parcerias, para alcançar a meta de 95% de cobertura vacinal no Acre, e acreditamos que a vacina inativada trará mais segurança e eficácia na prevenção da poliomielite”, destacou.

Renata Quiles, coordenadora do Programa Nacional de Imunização, ressaltou o compromisso do Estado em aumentar adesão à vacinação e proteger população infantil. Foto: Luan Martins/Sesacre

Apesar da mudança, o emblemático personagem Zé Gotinha, símbolo da luta contra a poliomielite desde os anos 1980, continuará a desempenhar seu papel na promoção da vacinação.

A atualização do esquema vacinal contra a poliomielite no Acre, que agora se alinha às recomendações internacionais, reforça o compromisso do país com a erradicação da doença. Com o apoio da população e dos profissionais de saúde, o Brasil pretende manter suas crianças protegidas e continuar sendo um exemplo de sucesso na prevenção de doenças imunopreveníveis.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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