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Saúde intestinal: não é preciso excluir carne vermelha – 09/01/2025 – Equilíbrio
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1 ano atrásem
Samuel Fernandes
Pessoas que contam com uma dieta composta por carnes, leites, frutas e vegetais podem apresentar um microbioma intestinal semelhante à de indivíduos vegetarianos e veganos, observou um estudo publicado na segunda-feira (6). A conclusão mostra que a exclusão completa de alguns alimentos taxados como potencialmente perigosos para a saúde humana não é necessária para evitar doenças.
Pesquisas anteriores já indicaram que alguns alimentos são especialmente perigosos para humanos. Esse é o caso da carne vermelha, que é associada ao desenvolvimento de complicações cardiovasculares, por exemplo. O novo estudo, publicado na revista Nature Microbiology, chegou a conclusões iniciais semelhantes.
A pesquisa avaliou amostras de mais de 21 mil pessoas que vivem nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Itália. Esses indivíduos foram divididos em três grupos: onívoros, vegetarianos e veganos. Os participantes informavam aos pesquisadores seus padrões de dieta de forma recorrente. Com isso, os cientistas avaliaram o bioma intestinal dessas pessoas e teceram relações com a alimentação adotada por eles e o desenvolvimento de complicações de saúde.
O leite e seus derivados foram alimentos que os cientistas prestaram especial atenção. A análise da microbioma dos indivíduos que reportaram consumo de laticínios apresentou marcadores geralmente conhecidos por promover uma melhor saúde intestinal.
Por outro lado, no caso dos onívoros, os pesquisadores observaram marcadores biológicos associados com o consumo de carne, especialmente carne vermelha. Tais microrganismos são reconhecidos por colaborarem ao aparecimento de problemas de saúde.
“Essas espécies foram previamente implicadas em doenças inflamatórias, como doença inflamatória intestinal, câncer colorretal […] e eram mais propensas a estarem associadas a resultados negativos de saúde cardiometabólica”, escreveram os pesquisadores no artigo.
Por outro lado, esses microrganismos não foram largamente observados nas amostras de indivíduos veganos ou vegetarianos. Tal fato é um indicativo de que esse tipo de dieta pode promover uma melhor saúde intestinal, algo relacionado com o alto consumo de frutas e vegetais.
No entanto, os pesquisadores não confirmam que a exclusão total de alimentos vistos como promotores de uma má saúde intestinal, como as carnes vermelhas, é a solução. Na pesquisa, os cientistas observaram que, no caso dos onívoros, um maior consumo de verduras e frutas já proporcionou um microbioma intestinal mais saudável e semelhante àquele de indivíduos veganos.
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Essa conclusão ratifica a noção de que humanos podem facilmente modular seu intestino. “Nosso trabalho reforça como os humanos podem moldar seus próprios microbiomas intestinais e, por extensão, sua saúde, diretamente por meio de escolhas alimentares simples, bem como mais indiretamente por meio de práticas agrícolas e de produção de alimentos”, os autores escreveram no estudo.
Os achados finais da pesquisa também sugerem que a exclusão completa de certos alimentos maléficos à saúde intestinal não é uma atitude necessária, já que uma dieta balanceada com vegetais e frutas já promove a melhoria na saúde humana. No entanto, outros estudos são necessários para averiguar se realmente esse achado é correto.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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