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Scholz da Alemanha fala com Putin da Rússia pela primeira vez em dois anos | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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2 anos atrásem
O líder russo disse que está aberto a negociações, mas pretende manter o território ocupado por Moscou na Ucrânia.
Os líderes da Rússia e da Alemanha tiveram a sua primeira conversa em quase dois anos, enquanto os países ocidentais se preparavam para a próxima administração Trump, que sinalizou a sua intenção de acabar com a guerra na Ucrânia.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, iniciou um telefonema com o presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira, que supostamente durou cerca de uma hora e girou em torno de diferentes aspectos da guerra na Ucrânia.
Scholz, que enfrentará eleições antecipadas em fevereiro depois que sua coalizão governamental entrou em colapsoinstou Putin a negociar com a Ucrânia com o objetivo de alcançar uma “paz justa e duradoura””, disse o porta-voz do governo, Steffen Hebestreit, em comunicado.
Ele também expressou o apoio alemão à Ucrânia “enquanto for necessário”, condenou os ataques russos às infra-estruturas ucranianas e alertou que o envio de milhares de soldados norte-coreanos em solo russo para combater o ataque ucraniano a Kursk marcaria uma escalada.
Putin disse que a actual crise é um resultado directo das políticas agressivas da NATO, no que foi descrito pelo Kremlin como “uma troca de opiniões detalhada e franca”.
“Os possíveis acordos devem ter em conta os interesses da Federação Russa na área da segurança, partir de novas realidades territoriais e, o mais importante, eliminar as causas profundas do conflito”, disse o líder russo.
Putin e Scholz também discutiram as relações bilaterais, com o primeiro a dizer que Moscovo continua pronto para uma “cooperação mutuamente benéfica”, incluindo no comércio de energia, se a mesma opinião for partilhada por Berlim.
O apelo surge num momento difícil para os militares ucranianos, com as forças russas a avançar em várias áreas no leste da Ucrânia. A reeleição de Donald Trump como presidente dos EUA também levanta questões sobre o futuro da ajuda dos EUA a Kiev.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que o apelo abriu a “caixa de Pandora” ao minar os esforços para isolar o líder russo. “Agora pode haver outras conversas, outras ligações. Apenas muitas palavras. E é exatamente isso que Putin deseja há muito tempo: é extremamente importante para ele enfraquecer o seu isolamento”, disse Zelenskyy no seu discurso noturno.
Scholz conversou com Zelenskyy antes e depois da ligação com Putin.
Reportando de Berlim, Dominic Kane, da Al Jazeera, disse que o apelo foi visto em grande parte em relação à reeleição de Trump e às próximas eleições na Alemanha.
“A sugestão vinda de vários meios de comunicação é que isto deve ser visto através do prisma do que está acontecendo em Washington, DC e da abordagem da iminente administração de Donald Trump”, disse ele.
“Outro ponto é que haverá eleições gerais na Alemanha, daqui a 100 dias. A guerra na Ucrânia é um problema crescente. Muitas pessoas neste país, especialmente no velho leste, querem o fim da guerra na Ucrânia e, especificamente, o fim do financiamento e do armamento da Alemanha aos ucranianos.”
O presidente eleito Trump afirmou que acabará com a guerra na Ucrânia, mas não deu detalhes. O vice-presidente eleito JD Vance sugeriu que uma segunda administração Trump será a favor de permitindo à Rússia manter as terras ucranianas que conquistou durante a guerra.
A administração cessante de Biden sinalizou reforçará o seu apoio à Ucrânia antes de deixar a Casa Branca em janeiro.
O telefonema entre os líderes russos e alemães ocorre num momento em que os combates continuam a intensificar-se no leste da Ucrânia, onde as forças russas têm avançado lentamente nos últimos meses.
Os militares russos também continuam a dirigir ataques aéreos contra infra-estruturas militares e civis na Ucrânia, atingindo um edifício residencial e uma fábrica de caldeiras em Odesa num dos seus últimos ataques na sexta-feira.
A Rússia nega ter como alvo civis na Ucrânia.
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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre
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27 de julho de 2026Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.
Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.
Cultivo do cacaueiro
O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.
“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”
Bananicultura no Acre
A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.
“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”
Mulheres na gestão
A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.
“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.
Milho e inflação
O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.
“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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