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Secretária de Educação pede que pais não levem filhos gripados para aula e recomenda uso de máscara em alunos de Rio Branco

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A secretária de Educação de Rio Branco, Nabiha Bestene Koury, divulgou um comunicado nesta quinta-feira (9) orientando os pais e responsáveis a não levarem os filhos com sintomas gripais às escolas e creches da rede municipal de ensino. Além disso, a gestora recomendou o uso de máscara dentro das instituições.

A medida foi tomada para evitar o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças no estado. Na quarta (8), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) confirmou que o Acre registrou quatro óbitos de crianças por síndrome respiratória somente nos oito primeiros dias de junho.

Segundo a pasta, a maioria dos casos que tem surgido nos últimos dias é de vírus sincicial respiratório (VSR). A preocupação da Saúde é com a rapidez da evolução dos quadros clínicos das crianças que se acometem da doença.

Após a divulgação desses dados, a Secretaria de Saúde de Rio Branco (Seme) iniciou uma campanha de orientação e relembrando aos pais e responsáveis que as crianças não podem ir à escola com febre, tosse, espirro, coriza, dor no corpo, dor de cabeça, conjuntivite, vômito ou diarreia. (Veja nota abaixo)

“Estamos em um período gripal onde há mudanças climáticas e as crianças estão indo para as escolas, creches e nossa orientação com relação a isso, de acordo com a Vigilância Epidemiológica, é que se tiver uma criança gripada a gente tem que retirar, chamar o pai e retirar. E aqueles dias ficar em casa, não pode ficar na escola porque isso vai se proliferando. As crianças são muito vulneráveis durante esse período”, destacou Nabiha Bestene.

Ainda segundo a secretária, a Seme decidiu também nesta quinta-feira (9) recomendar o uso de máscaras nos alunos. “Porém, o que me colocaram é que crianças de 2 anos e crianças que tem Espectro Autista é muito difícil, não conseguem, retiram, puxam a máscara. Mas, a gente pediu ao setor de saúde da escola que já providencie essas máscaras para os demais alunos”, orientou.

Diante do cenário de preocupação, a gestora pediu também que os pais mantenham a carteira de vacinação dos filhos atualizada. “A Secretaria Municipal de Saúde está em uma campanha muito grande com relação às vacinas. Nesse sentido fazemos uma solicitação aos pais que vacinem essas crianças, não apenas com a [vacina] da Covid, que é de cinco anos para cima, mas as outras vacinas de praxe. Façam isso que é para o bem de seus filhos para que possam retornar sadios para nossas escolas”, concluiu.

Casos de síndromes gripais aumentaram no Acre  — Foto: Arquivo pessoal

Casos de síndromes gripais aumentaram no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Mortes e casos registrados

Do total de quatro mortes em junho, duas tinham comorbidades e três foram de crianças após menos de 24 horas que deram entrada em unidades de saúde da capital acreana. Uma das mortes foi do pequeno Théo Dantas, de 10 meses, na última terça-feira (7). O bebê estava internado no PS desde segunda (6) e aguardava ser transferido para o Hospital da Criança.

Com relação aos atendimentos de casos de síndrome respiratória, a Saúde informou que no ano passado foram 668 atendimentos e que em 2019 foram mais de 1,2 mil. Já este ano, de janeiro a junho, foram 957 atendimentos, sendo 197 somente no mês de maio e 81 desses evoluíram para crianças encaminhadas à emergência.

Por conta do aumento nos casos, a Saúde do Acre confirmou que foram instalados novos leitos no Hospital da Criança e no Pronto Socorro de Rio Branco. Atualmente o Hospital da Criança tem 48 leitos de enfermaria e 9 de UTI, que estão todos ocupados, além de 10 novos leitos de semi-intensiva, que não estão com pacientes. Já o PS tem 16 leitos de enfermaria para crianças.

Tendência de alta no número de casos de Covid

O Acre está entre os estados com tendência de alta no número de casos de Covid-19. Na quarta-feira (1º), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou dados do boletim Infogripe que mostram 19 estados e o Distrito Federal com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

O boletim leva em consideração informações inseridas no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), gerido pelo Ministério da Saúde, até 30 de maio — referentes ao período entre 22 a 28 de maio.

Ainda conforme a Fiocruz, nas últimas quatro semanas, os casos de Covid-19 já correspondem a quase 60% dos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com detecção viral no país. Na última semana, o índice estava em 48%.

A prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 4,0% influenza A; 0,4%, influenza B; 25,1%, VSR; e 59,6%, Sars-CoV-2. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 1,6% para Influenza A; 0%, influenza B; 4,1%, VSR; e 91,1%, Sars-CoV-2 (Covid-19).

Dezenove das 27 capitais do país seguem nessa tendência de alta. Entre elas está a capital acreana, Rio Branco, além de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Brasília e outras.

Nota da Seme

Em tempos de pandemia e do novo cenário de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que assola todo o país, inclusive nosso Estado, é importante ligar o alerta e saber quando não levar as crianças ao ambiente escolar.

Assim como outras doenças, as gripes são doenças muito comuns entre crianças. Isso porque esses espaços reúnem muitas pessoas, entre estudantes e educadores, tornando fácil a proliferação de alguns microrganismos causadores de doenças.

Diante deste cenário, é importante que os pais e responsáveis mantenham o contato com a escola no caso de adoecimento dos seus filhos. Crianças doentes, devem ser mantidas em casa em observação para que recebam a atenção e cuidados necessários.

É uma responsabilidade dos pais e familiares não enviar o filho à escola caso apresente qualquer sintoma como febre, tosse, espirro, coriza, dor no corpo, dor de cabeça, conjuntivite, vômito ou diarreia. Mesmo que seu filho tenha rinite ou asma, ele não deve comparecer à escola nos dias em que estiver em crise ou adoecido.

Todas as viroses como gripe, diarreia viral, meningite são comuns em ambientes escolares, podem ser transmitidas com facilidade porque aglomera muitas crianças. Além disso, há épocas mais propícias à disseminação de viroses como as transições de clima.

Precisamos nos unir para construirmos imediatamente uma solução que nos ajude a minimizar os danos ocasionados por esse período tão grave e inusitado pelo qual estamos passando. Temos que nos conscientizar de que todos somos parte desse movimento em busca de melhores condições e cuidados, propiciando ambiente seguro à vida das nossas crianças nas escolas e toda a comunidade escolar.

Nesse sentido, informamos que, com a finalidade de prevenção e cuidado, caso o aluno esteja com algum sintoma que possa indicar desconforto e cuidados com sua saúde, a escola entrará em contato com os responsáveis que deverão obrigatoriamente buscá-lo.

Contamos com a compreensão das famílias, uma vez que sempre prezamos pelo bem estar dos nossos alunos e colaboradores.

Respeitosamente,

Nabiha Bestene Koury

Secretária Municipal de Educação

Colaborou a repórter Consuela Araújo, da Rede Amazônica Acre.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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