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Sendo a positividade de Mudryk uma raridade, será que o futebol está a combater a questão das drogas da forma correcta? | Futebol

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Rob Draper

Quer Mykhailo Mudryk seja, em última análise, inocentado ou banido, ele pode se considerar azarado. O número de jogadores de futebol de alto nível envolvidos em escândalos de drogas que melhoram o desempenho é minúsculo. Menos ainda cumprem proibições significativas se forem considerados culpados.

Mudryk é duplamente infeliz porque a Associação de Futebol administra um programa antidoping muito bom em comparação com muitos de seus homólogos e foi um teste da FA em outubro deste ano que resultou no que é conhecido como um resultado analítico adverso.

A FA realizou 1.220 testes entre janeiro e junho deste ano e, crucialmente, 900 foram testes fora de competição, sem aviso prévio, do tipo que qualquer programa antidoping exige se for sério sobre a detecção de trapaças. Como disse Dick Pound, o membro mais graduado do Comitê Olímpico Internacional e ex-presidente da Agência Mundial Antidoping: “Quando você sabe que vai fazer o teste em uma competição (e é reprovado no teste), não apenas você é um bandido, mas um bandido estúpido.

Mudryk, internacional ucraniano, publicou no Instagram que nunca utilizou substâncias proibidas intencionalmente e que a sua equipa está a investigar como ocorreu a descoberta. A substância alegadamente em questão, meldonium, resultou numa proibição de 15 meses quando utilizada pelo A tenista russa Maria Sharapova.

É a droga de escolha para atletas que tentam evitar um regime mais complicado de esteróides, embora seja desaconselhável se for testada regularmente, porque pode levar meses para limpar o corpo. Trata a angina e assim ajuda o fluxo de sangue rico em oxigênio, crucial para a resistência, mas também regula o sistema energético, tornando-o mais eficiente. Não está licenciado no Reino Unido ou na UE, mas está amplamente disponível nas antigas repúblicas da União Soviética, tendo sido desenvolvido na Letónia.

O “choque total” de Mudryk com os aspectos positivos sugere que este não é um problema médico e, de qualquer forma, um atestado médico indicando que ele tem angina ou uma condição médica relacionada não é uma exoneração definitiva, porque ele deveria ter declarado tal uso ao Chelsea e ao testador de drogas. O clube teria dito a ele para não usar uma droga que não fosse licenciada no Reino Unido.

Se não houver uma explicação inocente, a sua melhor esperança pode ser confiar na defesa de Paul Pogba quando o internacional francês testou positivo para precursores de testosterona e foi suspenso por quatro anos, reduzido para 18 meses após recurso ao tribunal arbitral do desporto. em outubro. Ele argumentou que havia tomado um suplemento por engano, depois que este lhe foi dado por um importante médico esportivo da Flórida, que Pogba supôs que conhecia os regulamentos antidoping, mas evidentemente não sabia.

A proibição de quatro anos de Paul Pogba por testar positivo para precursores de testosterona foi reduzida para 18 meses após recurso ao tribunal de arbitragem do desporto. Fotografia: Spada/AP

Pogba é o maior nome nos últimos anos a cumprir uma suspensão significativa, mas compartilha a característica de jogadores de futebol (e tenistas) de alto nível, que muitas vezes têm suas suspensões reduzidas. O número de jogadores de futebol reprovados nos testes é minúsculo. A FIFA coletou 2.616 amostras em todo o mundo em 2023, e apenas uma se revelou um resultado analítico adverso. Mesmo nesse caso, a Fifa exonerou o jogador porque acabou por ter uma isenção de uso terapêutico (AUT), que permite certos medicamentos por motivos médicos. Embora existam atletas com AUTs legítimas, esta é também uma área armada por treinadores desportivos e médicos desonestos nos últimos anos.

O baixo número de testes reprovados significa que os jogadores de futebol são tão bem pagos que não correriam o risco de consumir drogas e que o futebol não tem um problema significativo, ou que o futebol ainda não encontrou um meio eficaz de detectar fraudes. A Fifa realizou 622 testes fora de competição para todo o futebol mundial em 2023, 23% do total em comparação com os 73% da FA. O percentual fora de competição da FIFA no período de julho de 2021 a dezembro de 2022 foi de 42%.

A Fifa disse que a maior parte de seus testes ocorre em seus torneios – 2023 foi o ano do Copa do Mundo Feminina – e que as federações e confederações também testam os jogadores e, portanto, o equilíbrio entre os testes dentro e fora da competição é melhor do que os números sugerem. Dado que existem cerca de 130 mil jogadores de futebol profissionais do sexo masculino, cerca de um em cada 200 pode esperar uma batida aleatória na porta da Fifa todos os anos, mas, diz a Fifa, eles também podem esperar uma batida na porta da Uefa ou de sua confederação equivalente, ou de sua FA.

Mas o futebol há muito luta para trazer muitos processos antidoping bem-sucedidos ou de alto perfil. Para todos os testes da FA, a última proibição significativa aplicada foi de nove meses, em janeiro de 2022, para um jogador que usasse um agente mascarante. O nome do jogador nunca foi revelado. Em março de 2021, a FA impôs uma proibição de dois anos a um jogador de futsal por usar um hormônio proibido e emitiu uma proibição de nove meses para o hormônio do crescimento em agosto de 2020. Mais uma vez, nenhum jogador foi nomeado. Mudryk confirmou o seu caso, mas a política da FA teria sido mantê-lo privado pelo menos até que o caso fosse resolvido e, em algumas circunstâncias, mesmo depois de concluído.

Zinedine Zidane presta depoimento em Turim, em janeiro de 2004, no julgamento do Dr. Riccardo Agricola e do gerente geral da Juventus, Antonio Giraudo. Fotografia: Reuters

A história das alegações de doping no futebol, ao contrário das condenações, é longa, complicada e muitas vezes termina com a inocência dos em questão. Riccardo Agricola, médico da equipe da Juventus de meados da década de 1990, que incluía Antonio Conte, Zinedine Zidane, Fabrizio Ravanelli, Didier Deschamps, Gianluca Vialli e Alessandro Del Piero, foi condenado a 22 meses de prisão suspensa, multado e considerado culpado de desempenho -drogas potenciadoras para jogadores da Juventus, embora nenhum jogador tenha sido especificado ou comprovado que tenha consumido drogas. E Agrícola foi inocentado de fraude desportiva pelos tribunais de recurso um ano depois. Ele voltou à Juventus em 2017 e continua listado como consultor no centro de saúde J-Medical.

Na preparação para a Copa do Mundo de 2018, ficou provado que a anfitriã Rússia havia feito um programa sistemático de doping em todos os esportes e resultados de testes encobertos e falsificados. O denunciante russo Vitaly Stepanov disse que o sistema de doping foi “criado” pelo então membro do comitê executivo da Fifa Vitaly Mutkoque sempre negou conhecimento da fraude. Na altura, investigadores independentes descobriram 155 casos de doping no futebol russo, considerados a “ponta do iceberg”. Pelo menos 34 deles apresentaram documentos, testemunhos e outras corroborações que poderiam levar a processos disciplinares formais. Com urgência, a Fifa investigou a seleção russa para a Copa do Mundo de 2018 e concluiu que “foram encontradas evidências insuficientes para afirmar uma violação das regras antidoping”.

Em investigações subsequentes sobre outros jogadores, a Fifa anunciou em 2021 que Ivan Knyazev e Daria Meshcheryakova haviam recebido proibições por doping de dois anos e Vladimir Obukhov uma suspensão de seis meses porque ele havia fornecido assistência substancial.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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