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‘Simmm!’: Israel reage ao retorno de Donald Trump ao poder nas eleições nos EUA | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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Mesmo antes do encerramento das urnas para as eleições presidenciais dos EUA, na noite de terça-feira, o ministro da Segurança Nacional de extrema direita de Israel, Itamar Ben-Gvir, acessou o Twitter, postando “Yesssss” em inglês, enquanto adicionava emojis de um bíceps flexionado e imagens dos israelenses e americanos. bandeiras.
Simmm 💪🏻🇮🇱🇺🇸 https://t.co/kPqkYI3PDP
—Itamar Ben Gabvir (@itamarbengvir) 6 de novembro de 2024
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi apenas um pouco mais lento ao felicitar Trump pelo seu triunfo nas eleições presidenciais dos EUA, tornando-se o primeiro líder mundial a fazê-lo e enquadrando a vitória de Trump como um “poderoso novo compromisso com a grande aliança entre Israel e a América”.
Caros Donald e Melania Trump,
Parabéns pelo maior retorno da história!
O seu regresso histórico à Casa Branca oferece um novo começo para a América e um poderoso novo compromisso com a grande aliança entre Israel e a América.
Esta é uma grande vitória!
Na verdadeira amizade,… pic.twitter.com/B54NSo2BMA
-Benjamin Netanyahu (@netanyahu) 6 de novembro de 2024
Dois dias antes da eleição desta semana, que viu o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, encenar uma das reviravoltas políticas mais loucas da história recente, levando o Partido Republicano a uma vitória esmagadora, as pesquisas na mídia israelense mostraram que Trump já havia conquistado os corações e mentes de muitos em Israel.
Questionados sobre quem gostariam de ver na Casa Branca, quase 65% dos entrevistados disseram preferir Trump à sua rival, Kamala Harris. Entre aqueles que se identificaram como judeus, a diferença foi ainda mais acentuada, com 72 por cento dos inquiridos a dizerem Instituto de Democracia de Israel eles sentiram que os interesses de Israel seriam melhor servidos por uma presidência Trump.
Esta é mais uma guinada em direção aos republicanos. Uma pesquisa semelhante realizada pelo mesmo órgão em 2020 mostrou que 63 por cento dos israelenses favoreceu Trump em detrimento do eventual vencedor, Joe Biden.
Para a vice-presidente Kamala Harris, que as pesquisas mostraram que levou uma surra pelo governo de seu governo apoio inabalável, embora ocasionalmente crítico, à guerra de Israel em Gaza e à sua recusa em suspender a ajuda militar, as celebrações da vitória de Trump em Israel serão provavelmente mais um golpe de faca na sua derrota.
Um ‘momento divisor de águas’
“As pessoas estão comemorando agora”, disse o pesquisador e ex-assessor político de, entre outros, Netanyahu, Mitchell Barak à Al Jazeera de Jerusalém. “Quero dizer, você viu as pesquisas, as pessoas veem isso como uma vitória para Israel e para Netanyahu. Ele (Netanyahu) apostou nisto, calculando que teria apenas de aguentar até Novembro e uma vitória de Trump, e essa aposta acabou por ser acertada.
“Dentro de Israel, as pessoas veem este momento como um divisor de águas”, disse ele.
Na preparação para as eleições de 2020, Trump tinha disse aos eleitores dos EUA em uma tentativa de ganhar o judaísmo vote que “o estado judeu nunca teve um amigo melhor na Casa Branca do que o seu presidente, Donald J Trump”.
Nesta, ao contrário de muitas das declarações do ex-presidente dos EUAele parecia factualmente correto.
No seu primeiro mandato como presidente, Trump desafiou as normas internacionais e reconheceu as Colinas de Golã ocupadas – território sírio, dois terços do qual é ocupado por Israel – como território israelita, aceite Jerusalém como capital de Israelposteriormente transferindo a embaixada dos EUA e instalando a sua pró-colono embaixador lá.
Consolidando a posição de Israel na região, o presidente dos EUA também embarcou no que chamados de Acordos de Abraãolevando à normalização das relações entre Israel e quatro estados árabes; Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Sudão, em troca de concessões dos EUA e, em muitos casos, acesso à tecnologia de ponta de Israel inteligência e tecnologia de armas.
Mais recentemente, Trump enfatizou o seu desejo de restabelecer a relação calorosa que desfrutou com Netanyahu durante a sua primeira presidência, em Julho deste ano, quando recebeu o primeiro-ministro israelita na sua propriedade na Florida, Mar-a-Lago.
Em contraste, as relações da administração Biden com Netanyahu, embora fortes, esfriaram ao longo de 13 meses de guerra em Gaza.
Primeiro, houve as repetidas “preocupações” dos EUA sobre a campanha israelita em Gaza que até agora matou 43.391 pessoas – na sua maioria mulheres e crianças – e com muitos milhares de outras pessoas perdidas e presumivelmente mortas sob os escombros. Depois houve o de Biden linhas vermelhas sobre a subsequente invasão de Rafah por Israel. E, finalmente, o governo dos EUA pedidos recentes para que a ajuda seja permitida para o norte de Gaza, que as agências humanitárias afirmam estar à beira da fome. Tudo isto parece ter abalado o primeiro-ministro israelita que, em Março deste ano, chegou ao ponto de dizer que o presidente dos EUA, Biden – cujo apoio militar e diplomático inabalável sustentou a guerra de Israel em Gaza – estava “errado” nas suas críticas à Israel.
Dada a pressão que Netanyahu enfrenta tanto a nível interno – de pessoas que querem que seja feito um acordo de cessar-fogo em Gaza para garantir alguma oportunidade de recuperar os restantes prisioneiros israelitas – como no estrangeiro, onde muitos países estão consternados com os níveis de violência observados em Gaza – Netanyahu precisa de um aliado americano que não seja crítico, disseram analistas.

Fim da solução de dois estados?
Além de ser mais provável que dê liberdade a Netanyahu sobre as suas acções em Gaza e na Cisjordânia – como é o caso temido pelos palestinos na sequência das eleições – Trump também pode ser o catalisador para pôr fim a qualquer noção de uma solução de dois Estados.
“As pessoas acusam frequentemente a direita israelita de nunca olhar muito para o futuro”, disse o analista israelita independente Nimrod Flaschenberg sobre Netanyahu e o seu gabinete. “E muitas vezes eles estão certos. No entanto, juntamente com Trump, reconheceram que a sua eleição marca provavelmente o fim da solução de dois Estados e de Gaza, tal como a conhecemos.”
Nos EUA, apesar do seu apoio inabalável à guerra de Israel em Gaza, a solução de dois Estados – pelo menos oficialmente – continua a ser um princípio central da política externa da administração cessante Biden no Médio Oriente, tal como tem acontecido com anteriores desde a assinatura do Acordo. Acordos de Oslo na década de 1990.
Em meados de maio, Biden dobrou a aposta na política americana de longa data, contando uma cerimônia de formatura na Geórgia: “Estou trabalhando para garantir que finalmente consigamos uma solução de dois estados.”
No entanto, apenas algumas semanas antes, Trump parecia assumir a posição oposta, dizendo à revista Time: “A maioria das pessoas pensava que seria uma solução de dois Estados. Não tenho mais certeza se uma solução de dois estados funcionará.”
O sentimento de Trump ecoou o plano de paz para o Médio Oriente, que ele chamou de “o acordo do século” e apresentado no final da sua primeira administração em 2020. Para alguns observadores, parecia uma lista de desejos israelitas.
Nele, entre outras medidasTrump afirmou a sua intenção de reconhecer a maior parte das atividades ilegais de Israel assentamentos na Cisjordânia ocupadareconhecer uma Jerusalém unificada como capital de Israel, negar o direito de regresso aos refugiados da Palestina e, caso a condição de Estado seja concedida à Palestina, garantir que esta permaneça desmilitarizada.
Com um Trump recém-regressado agora no comando de ambas as casas do Congresso e do Supremo Tribunal, não há nenhum bloqueio legislativo ou judicial que impeça a nova administração Trump de cumprir o que a administração cessante de Trump tinha prometido.
“Trump simplesmente não se importa. Ele não está interessado”, disse Flaschenberg sobre Gaza e o Líbano, onde Israel lançou ataques devastadores contra o grupo político Hezbollah, que até agora matou 3.002 civis libaneses no processo nas últimas semanas. “A única novidade são as pessoas que dizem estar surpresas. Eles não deveriam estar. Já estivemos aqui antes”, disse ele.
‘Abate como sempre’
“Netanyahu e Trump partilham a mesma agenda genocida”, disse o cientista político independente Ori Goldberg à Al Jazeera de dentro de Israel, de onde a Al Jazeera está proibida de reportar.
“Ambos são contra o que consideram ‘consciência progressiva’ ou política de identidade. Além do mais, cada um assume que o outro é um idiota que pode facilmente manipular.”
No entanto, Goldberg advertiu que a avaliação que pelo menos um desses líderes faz do outro pode estar errada. “Acho que Netanyahu pode ser um pouco míope na forma como vê Trump.
“Trump orgulha-se da sua posição anti-guerra”, disse Goldberg, sugerindo que, independentemente das promessas feitas por Trump em 2020, o apoio prático provavelmente se limitaria a armas e dólares.
“É realmente improvável que ele sancionasse os militares americanos no terreno, mas então, sejamos realistas, quem acusou Israel ou os políticos israelitas de jogarem o jogo a longo prazo?” ele disse. “Especialmente para Netanyahu, o que importa é sobreviver até o fim daquele dia.”
Entretanto, sendo difícil melhorar as armas, a ajuda e o apoio diplomático já fornecidos pela administração Biden, Goldberg previu poucas mudanças tangíveis a curto prazo.
“Netanyahu continuará a fazer o que quiser, como sempre fez”, disse Goldberg, “será um massacre como sempre”.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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