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Sindicatos de saúde podem deflagrar greve geral no Acre
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8 anos atrásem
Os diálogos não funcionaram. Mesmo após inúmeras reuniões, conversas, manifestações e compromissos firmados, o governo do estado do Acre não cumpre os acordos com a categoria. Os sindicatos de saúde do estado perderam a paciência. Diante da situação que se encontra a saúde, os trabalhadores podem realizar uma greve por tempo indeterminado. Uma assembleia geral foi marcada para o dia 15 de março, a fim de deliberar sobre esse assunto.
“Temos um mar de problemas. Trabalhadores explorados, mal pagos, sobrecarregados, aposentados esquecidos, direitos usurpados e uma esperança de reformulação do PCCR que leva um balde de água fria com essa postura deplorável do governo”, desabafou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em saúde do Acre (Sintesac), Adailton Cruz.
Terceirização
Uma possível terceirização de parte do setor também é vista de forma negativa pelos sindicatos. Os servidores do Pró-saúde, que passaram em concurso público, continuam ameaçados de demissão. O governo assegurou que esses profissionais não seriam prejudicados e os que já foram desligados do quadro seriam readmitidos. Essa, inclusive, foi uma das bandeiras de campanha de Gladson Cameli.
Mesmo após reuniões e conversas com a equipe de governo, agora o executivo mudou o discurso e já sinalizou que vai demitir. São mais de mil famílias que podem ficar sem os seus postos de trabalho. Esse fato vai, de forma considerável, prejudicar diretamente a população que precisa de um atendimento de qualidade. A saúde, de um modo geral, já pede socorro.
“Terceirizar é precarizar, destruir ainda mais a carreira do servidor público, demitir irregulares, demitir Pró-saúde, fim dos concursos e entregar para empresas nos explorarem e usarem o bem público para lucro”, destacou Cruz.
O presidente do SINTESAC, assim como os outros sindicatos, garantiu que a categoria vai em busca de seus direitos e pretende lutar por isso. “Vamos a luta, pau que bateu em Tião Viana, baterá mais forte ainda em Gladson Cameli”, finalizou.
Fonte: Notícias da Hora.
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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre
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11 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.
Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.
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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
10 de setembro de 2026Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.
A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.
Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.
Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.
A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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publicado:
09/09/2026 10h59,
última modificação:
09/09/2026 11h03
As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do 5º Simeco.