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Situação dos civis de Gaza é ‘insuportável’, já que Israel mata mais de 50 em um dia | Notícias do conflito Israel-Palestina

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O chefe da ONU, Antonio Guterres, diz que os níveis de mortes e feridos no norte de Gaza são “angustiantes” e chama a situação dos palestinos de “insuportável”.

Os ataques israelenses matou mais de 50 palestinos atravessaram a Faixa de Gaza em menos de um dia, a maioria deles no norte do enclave que tem sido palco de uma nova ofensiva terrestre israelense nas últimas três semanas, levando o chefe das Nações Unidas a chamar a situação dos civis ali de “ insuportável”.

Pelo menos 11 palestinos foram mortos e dezenas de outros ficaram feridos depois que uma escola no norte de Gaza foi atingida no domingo.

Reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, Hind Khoudary da Al Jazeera disse que a escola fica no meio do campo de refugiados de Shati, um campo densamente povoado no norte de Gaza.

“O ataque israelense matou pelo menos oito palestinos, incluindo três jornalistas e uma menina de oito anos chamada Zayn al-Ghoul, que esperava na fila para receber biscoitos da escola”, disse ela, acrescentando que o número de mortos poderia subir, pois o número de feridos era alto.

Os militares israelenses disseram que estavam analisando o relatório sobre o ataque à escola. Os militares acrescentaram que mataram mais de 40 combatentes do Hamas na área de Jabalia nas últimas 24 horas, bem como desmantelaram infra-estruturas e localizaram grandes quantidades de equipamento militar.

O Hamas ainda não comentou os ataques em Jabalia.

Militares israelenses Os ataques nas cidades de Jabalia, Beit Hanoon e Beit Lahiya, no norte de Gaza, mataram até agora cerca de 800 pessoas na ofensiva de três semanas, disse o Ministério da Saúde de Gaza.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse estar “chocado com os níveis angustiantes de mortes, feridos e destruição” no norte de Gaza.

“A situação dos civis palestinos encurralados no Norte de Gaza é insuportável”, disse o porta-voz de Guterres.

À medida que o número de mortos na campanha de retaliação de Israel em Gaza se aproxima dos 43 mil desde o início da guerra, em 7 de Outubro, e com o enclave densamente povoado em ruínas, novas conversações de cessar-fogo começaram em Doha.

No domingo, os directores da CIA e da agência de inteligência Mossad de Israel viajaram ao Qatar para se encontrarem com o primeiro-ministro do Qatar para discutir um acordo de cessar-fogo. Autoridades egípcias também participam das negociações.

Separadamente, o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, propôs um cessar-fogo de dois dias em Gaza em troca de cativos israelitas com alguns prisioneiros palestinianos.

Entretanto, no Líbano, no domingo, as forças israelitas continuaram os seus ataques aéreos nos subúrbios ao sul da capital Beirute, depois de alertarem os residentes de vários bairros para abandonarem as suas casas.

As forças israelenses também atacaram o sul do Líbano. Pelo menos oito pessoas morreram e 25 ficaram feridas num ataque aéreo israelita na cidade costeira de Sidon, no sul do Líbano. Autoridades libanesas disseram que pelo menos 21 pessoas participaram de ataques israelenses no sul do Líbano.

Em retaliação, o Hezbollah tem lançado ataques através da fronteira com o norte de Israel.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, reuniu-se na sexta-feira com o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, em Londres, mas não chegou a pedir um cessar-fogo imediato. Washington fornece armas e cobertura diplomática a Israel, que foi condenado por violar as regras da guerra.



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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