POLÍTICA
Sob pressão de Lula e do mercado, Haddad avança de…
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12 meses atrásem
Daniel Pereira
O cargo de ministro da Fazenda implica uma certa solidão. Enquanto os colegas de governo querem recursos para tocar obras e projetos, e os parlamentares pressionam por verbas para seus redutos eleitorais, o chefe da equipe econômica trabalha para controlar despesas e colocar as contas em ordem. Isso, claro, se for minimamente responsável.
À frente da Fazenda, Fernando Haddad se equilibra como pode entre interesses diversos. Aos trancos e barrancos, ele tem conseguido tirar do papel pontos de sua agenda fiscal — não da forma como gostaria o mercado, que demanda um corte consistente nas despesas, e também não da maneira defendida pelo PT, fiel seguidor da cartilha segundo a qual o gasto público tem de ser motor do crescimento.
Com o aval de Lula, Haddad se tornou um especialista em meios-termos, em acordos que, se não são irretocáveis tecnicamente, são os possíveis politicamente. O novo pacote é um exemplo disso. Não houve desvinculação entre salário mínimo e benefícios previdenciários, como queria o mercado, mas foi adotado um teto na política de valorização do mínimo, a menina dos olhos de Lula.
O ministro também não conseguiu reduzir de forma expressiva benefícios tributários e isenções, mas incluiu no pacote um gatilho que, se aprovado, impedirá a criação ou prorrogação de incentivos a empresas caso as contas públicas fiquem no vermelho.
Bala de prata
Negociado durante quatro semanas, o pacote foi considerado tímido ou insuficiente por especialistas, diante do crescimento acelerado das despesas obrigatórias, que precisa ser contido sob pena de inviabilizar o funcionamento da máquina pública num futuro próximo. Na prática, o plano anunciado adia a solução do problema, dando um pouco de fôlego para Lula e Haddad sobreviverem, do ponto de vista fiscal, até 2026.
O ministro sabe disso, tanto que declarou que novas iniciativas podem ser apresentadas caso seja necessário. Não há bala de prata, afirmou, reforçando a sua estratégia de tentar equilibrar o caixa de forma gradual, até para não melindrar o presidente e o PT, que cobram dele respeito ao que chamam de programa econômico vitorioso nas urnas.
Sob pressão permanente, Haddad vai resistindo às suas sucessivas batalhas, dentro e fora do governo.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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7 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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