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Sobe para 70 o número de mortos em confrontos na Síria após queda de Assad – 07/03/2025 – Mundo
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Confrontos entre as novas forças de segurança sírias e combatentes “leais” ao presidente deposto Bashar al-Assad deixaram mais de 70 mortos em uma província costeira no noroeste do país, afirmou nesta sexta-feira, 7, o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
“Mais de 70 pessoas morreram e dezenas de outras ficaram feridas ou foram capturadas em confrontos sangrentos e emboscadas na costa síria” durante esses combates, declarou no X, antigo Twitter, a ONG com sede no Reino Unido, que conta com uma ampla rede de fontes na Síria.
O OSDH destacou que esses confrontos na cidade de Jableh e em localidades próximas são “os mais violentos contra as novas autoridades desde a queda de Assad”.
O ex-ditador, que fugiu para a Rússia após governar o país com mão de ferro por 24 anos, foi derrubado em 8 de dezembro por uma aliança de grupos rebeldes islamistas liderados pelo grupo radical Hayat Tahrir al-Sham (HTS).
Desde então, as novas autoridades enfrentam o desafio de restabelecer a segurança no país, que foi palco de uma violenta guerra civil iniciada em 2011, na qual mais de meio milhão de pessoas morreram.
Nos últimos dias, combates têm ocorrido na província de Latakia, bastião da minoria alauíta do presidente deposto, situada na costa do Mediterrâneo.
“Em um ataque bem planejado e premeditado, vários grupos de milicianos de Assad atacaram nossas posições e nossos postos de controle, atingindo um grande número de nossas patrulhas na região de Jableh”, declarou Mustafa Kneifati, responsável pela segurança em Latakia.
Essas ações causaram várias mortes e feridos entre suas tropas, acrescentou, sem fornecer um balanço exato. As forças de segurança “restabelecerão a estabilidade na região e protegerão os bens do nosso povo”, assegurou.
A agência de notícias estatal SANA informou ainda que as forças de segurança de Latakia “anunciaram um toque de recolher” até as 10h00 (07h00 GMT) desta sexta-feira.
Além disso, foi imposto um toque de recolher geral em Tartus (oeste) e Homs (centro) das 22h00 de quinta-feira até as 10h00.
Prisão de um general de Assad
Durante a operação em Latakia, as forças de segurança detiveram em Jableh um ex-responsável pelos serviços de segurança da Força Aérea, uma das agências de segurança mais próximas da família Assad, informou a SANA.
“Nossas forças na cidade de Jableh conseguiram prender o general criminoso Ibrahim Huweija”, afirmou o veículo de comunicação.
“Ele é acusado de ter cometido centenas de assassinatos na época do criminoso Hafez al-Assad”, pai e antecessor do presidente deposto.
Além dos confrontos, na quinta-feira foram organizadas diversas manifestações em cidades como Hama, Homs e Aleppo “para apoiar as forças de segurança em sua luta contra os remanescentes das milícias de Assad e restabelecer a segurança e a estabilidade em Jableh e arredores”, informou a agência.
O conflito na Síria deslocou milhões de pessoas, e cerca de três milhões buscaram refúgio na vizinha Turquia.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou na quinta-feira que mais de 133.000 desses refugiados retornaram voluntariamente à Síria desde a queda de Assad há três meses.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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