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Soluções para economia de água na agricultura e prevenção de acidentes com gás de cozinha serão apresentadas na Mostra Viver Ciência

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Érica Torres

Estudantes da rede pública estadual de Rio Branco estão na contagem regressiva para a 10ª Mostra Viver Ciência, que será realizada na próxima quinta-feira, 21, e sexta, 22, na Escola Armando Nogueira, na capital acreana.

Mostra atinge este ano sua décima edição. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Os estudantes orientados pela professora de ciências Janaína Albuquerque, da Escola Raimundo Hermínio de Melo, que fazem parte também do curso de robótica promovido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE), contam as horas para a chegada desses dias. Janaína relata que os temas foram definidos com os alunos a partir da identificação de situações vividas no cotidiano.

“Queremos formar alunos ‘resolvedores’ de problemas. Então, quando vimos a temática da mostra deste ano, sobre sustentabilidade, a pergunta foi: que tipos de problemas nessa área temos atualmente na sociedade, em que possamos utilizar os conhecimentos de robótica para resolver? A partir daí as ideias foram surgindo”, narra.

Um deles diz respeito ao meio ambiente. Ana Clara Madin, aluna do 9º ano, e seus colegas logo pensaram nas notícias que costumam ver sobre as mudanças climáticas e o desperdício de água, não só na rotina do dia a dia, mas também na agricultura, e foi nesse ponto que a ideia começou a tomar forma.

“Nosso projeto apresenta um sensor que identifica quando a água já está suficiente, de forma que nem se desperdice água, nem a plantação morra por falta dela. Ao chegar numa irrigação considerada suficiente, o sistema já desliga a bomba”, explica a estudante.

Ana Clara e colegas de grupo apresentam solução para desperdício de água na agricultura. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Já o grupo de Emanuel Araújo e Pietro Bastos, ambos do 8º ano, definiu o tema do projeto a partir de uma experiência real.

Emanuel conta que três botijas de gás já explodiram em casa de familiares, felizmente sem vítimas: “Minha tia já teve uma experiência com uma botija de gás que não estava funcionando direito e, quando ela foi trocar, explodiu na casa, arrancou o telhado e tudo. Com o que a gente já aprendeu na robótica, foi que eu tive a ideia de o nosso grupo desenvolver um sensor de gás para prevenir acidentes como esse”.

Após grande susto domiciliar,  conhecimento de robótica acendeu ideia do projeto do grupo de estudantes do 8º ano. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Empolgado com o que conseguiram desenvolver, Pietro já pensa em apresentar a ideia para empresas e Corpo de Bombeiros e ver o projeto virar realidade. “Foi muito legal montar esse sensor, porque aprendemos várias coisas; futuramente pode solucionar problemas e melhorar a vida das pessoas”, analisa.

Para a professora, “a Viver Ciência é importante para formação do aluno como pesquisador. Eles já associam à criação, à construção, e esse grande evento do Estado é a oportunidade pra mostrarem suas descobertas com uma visibilidade maior. É muito empolgante; cada ano vão demonstrando mais interesse e isso facilita a aprendizagem, porque eles se colocam como protagonistas do conhecimento”, afirma.

 

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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