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Somália e Etiópia concordam em compromisso para acabar com a tensão, diz líder turco | Notícias sobre conflitos

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O presidente da Turquia, Erdogan, anunciou o avanço após conversações entre os líderes etíopes e somalis em Ancara.

A Somália e a Etiópia chegaram a acordo sobre uma declaração conjunta para resolver o seu diferendo sobre a separação Região da Somalilândia e a pressão da Etiópia, sem litoral, pelo acesso ao mar, anunciou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Falando numa conferência de imprensa conjunta em Ancara, Erdogan agradeceu na quarta-feira ao presidente somali, Hassan Sheikh Mohamud, e ao primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, pela sua “reconciliação histórica”.

Saudação o acordoErdogan disse esperar que o acordo fosse “o primeiro passo para um novo começo baseado na paz e na cooperação entre a Somália e a Etiópia”, e que eventualmente garantisse que a Etiópia – o país sem litoral mais populoso do mundo – ganhasse acesso ao mar.

“Acredito que com a reunião que tivemos hoje, especialmente com as exigências da Etiópia para o acesso ao mar, o meu irmão Xeque Mohamud dará o apoio necessário para o acesso ao mar”, disse o líder turco.

“Esta declaração conjunta centra-se no futuro, não no passado, e regista os princípios que estes dois países amigos, que são muito importantes para nós, construirão a partir de agora”, disse Erdogan mais tarde numa publicação nas redes sociais.

Os dois países vizinhos do Corno de África viram as tensões aumentam desde que a Etiópia assinou um acordo em Janeiro com a região separatista da Somália, a Somalilândia, para arrendar um troço da sua costa para um porto e base militar etíope em troca de reconhecimento diplomático, embora isto nunca tenha sido confirmado por Adis Abeba.

A medida provocou uma feroz disputa diplomática e militar com a Somália, que classificou o acordo como uma violação da sua soberania, fazendo soar o alarme internacional sobre o risco de um novo conflito, à medida que a disputa se aproximava dos rivais de longa data da Etiópia, o Egipto e a Eritreia.

A Somalilândia separou-se da Somália há mais de 30 anos, mas não é reconhecida pela União Africana ou pelas Nações Unidas como um Estado independente. A Somália ainda considera a Somalilândia parte do seu território.

Ao longo dos anos, a Somalilândia construiu um ambiente político estável, contrastando fortemente com as contínuas lutas da Somália contra a insegurança no meio de ataques mortais dos rebeldes da Al-Shabab.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy, e o presidente da Somália, Mohamud, chegaram a Ancara na quarta-feira para as conversações, que foram as mais recentes após duas reuniões anteriores que registaram poucos progressos.

De acordo com o texto do acordo divulgado por Turkiye, as partes concordaram “em deixar para trás diferenças de opinião e questões controversas e avançar resolutamente na cooperação em direção à prosperidade comum”.

Ambos concordaram em trabalhar juntos em acordos comerciais e acordos bilaterais que garantiriam o “acesso confiável, seguro e sustentável” da Etiópia ao mar “sob a autoridade soberana da República Federal da Somália”.

Irão agora iniciar conversações técnicas o mais tardar no final de Fevereiro, que deverão ser concluídas “dentro de quatro meses”, e as diferenças persistentes deverão ser tratadas “através do diálogo” e, quando necessário, com o apoio de Turkiye.

Falando ao lado de Erdogan, com as suas observações traduzidas para o turco, Abiy da Etiópia disse: “Abordámos os mal-entendidos que ocorreram durante o ano passado”.

“O desejo da Etiópia de um acesso seguro ao mar é um empreendimento pacífico e beneficiará os nossos vizinhos, é um empreendimento que deve ser visto no espírito de cooperação e não de suspeita”, disse ele.

O líder somali, cujas observações também foram traduzidas, disse que o acordo “pôs fim às suas diferenças” e que a sua nação estava “pronta para trabalhar com a liderança etíope e o povo etíope”.

Turkiye tem mediado entre os dois países desde julho, liderando discussões destinadas a resolver as suas diferenças.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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