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Sonko, do Senegal, diz que bases militares estrangeiras serão fechadas – DW – 27/12/2024
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SenegalO primeiro-ministro Ousmane Sonko falou durante horas no parlamento na sexta-feira, expondo os planos do novo governo apenas um mês depois a vitória decisiva nas eleições parlamentares cimentando a autoridade de Presidente Diomaye Faye, eleito no início do ano.
Abordou múltiplas questões internas, nomeadamente um plano controverso para renunciar às regras de amnistia aprovadas pelo governo anterior, potencialmente com o objectivo de processar rivais como o antigo Presidente Macky Sall.
Sonko também declarou que todas as bases militares estrangeiras no país deveriam ser fechadas, dizendo que esta ideia foi apresentada pela primeira vez pelo Presidente Faye.
“O Presidente da República decidiu fechar todas as bases militares estrangeiras num futuro muito próximo”, disse Sonko, sob aplausos da câmara.
A pegada ocidental no Sahel francófono está desaparecendo rapidamente
Faye, que dissolveu o parlamento e convocou eleições antecipadas durante os seus primeiros meses de mandatoexpressou no mês passado o desejo de fechar bases militares francesas no Senegal.
“O Senegal é um país independente, é um país soberano e a soberania não acomoda a presença de bases militares estrangeiras”, disse ele durante uma rara entrevista à imprensa.
As potências ocidentais têm lutado para manter a sua presença na região do Sahel no meio de uma série de golpes de estado em países como o Mali, o Níger e o Burkina Faso, tendo todos os governos militares posteriormente recorrido à Rússia em busca de assistência.
Em resposta, intensificaram os esforços diplomáticos com países como o Senegal e a Costa do Marfim, mas a mudança de governo em Dakar parece destinada a colocar novos desafios.
A França deixou agora inteiramente o Mali, o Níger e o Burkina Faso e, na quinta-feira, disse que também retirou as suas últimas tropas de uma base no Chade. Acredita-se que haja cerca de 350 soldados no Senegal.
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Outros planos de Sonko – revogar a anistia para o ex-presidente Sall
O primeiro-ministro senegalês disse aos legisladores que o governo estava a trabalhar para revogar uma lei de amnistia em massa que foi um dos últimos grandes actos do ex-presidente Macky Sall. Um projeto destinado a revogar a iniciativa será apresentado “nas próximas semanas”, disse Sonko.
Sall aprovou a lei em meio a protestos em massa antes das eleições presidenciaisaparentemente numa tentativa de acalmar as tensões, libertando centenas de pessoas presas sob acusações relacionadas com o fomento da violência pública.
Esta anistia acabou permitindo que Faye e Sonko concorressem a cargos públicose ganhar o poder, embora os críticos de Sall afirmem que isso também foi projetado para protegê-lo no futuro.
“Isto não é uma caça às bruxas, muito menos vingança”, disse Sonko ao Parlamento. “Trata-se de justiça, o pilar sem o qual nenhuma paz social pode ser construída.”
A Diomaye do Senegal fará entrega?
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O que mais Sonko prometeu?
Sonko disse que o seu governo mudaria a sua política de vistos com vários países europeus, incluindo a França, bem como os EUA, dizendo que exigiria “vistos gratuitos para cidadãos senegaleses com base no princípio da reciprocidade”.
O Senegal eliminou as taxas de visto em 2015, numa tentativa de impulsionar o turismo.
Sonko disse que o seu governo procurará reforçar as finanças públicas “alargando a base tributária” e, ao mesmo tempo, reduzindo gradualmente as taxas médias de imposto. Ele definiu o objetivo como “fazer com que todos os senegaleses paguem menos, mas fazer com que todos os senegaleses paguem” para “alcançar uma tributação eficaz e equitativa”.
Ele disse que o país iria melhorar a sua economia começando a explorar o gás natural, como o Senegal planeia fazer em 2025mas também impulsionando o setor industrial.
Sonko também disse que o seu governo iria promover o “multilinguismo”, introduzindo mais inglês e línguas nacionais num sistema educativo dominado pelo francês.
msh/dj (AFP, AP)
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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