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SpaceX: starship parte em seu oitavo voo – 06/03/2025 – Ciência

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SpaceX: starship parte em seu oitavo voo - 06/03/2025 - Ciência

Salvador Nogueira

O superfoguete Starship voltou a voar nesta quinta-feira (6). A decolagem aconteceu no início da janela de oportunidade que se abriu às 20h30 em Starbase, instalação da SpaceX nos arredores de Boca Chica, no Texas. Os 33 motores do primeiro estágio se acionaram e, mais uma vez cumpriram seu objetivo, tanto na ascensão quanto no retorno à plataforma –foi a terceira vez (em quatro tentativas) que a empresa conseguiu recuperar o Super Heavy, como é chamado o primeiro estágio.

É o oitavo teste integrado daquele que é o maior e mais potente lançador já construído. Com 122 metros (contando os dois estágios), ele superou o Saturn V (responsável por levar a humanidade à Lua no século passado), tanto em altura como em empuxo.

E desta vez a empresa espera todos os objetivos que acabaram não sendo realizados no teste anterior, que terminou abruptamente em 16 de janeiro quando o segundo estágio explodiu sobre o mar do Caribe, minutos após o lançamento.

A investigação realizada pela SpaceX indicou que naquela ocasião houve vazamento de propelente numa estrutura interna do foguete entre o tanque de oxigênio líquido e a traseira que a empresa chama de “sótão”. Isso por sua vez causou incêndios que levaram os motores a desligarem, um a um, processo seguido pela perda de comunicação e a autodestruição do veículo.

A razão provável para esse problema foi uma vibração excessiva produzida por ressonância pelo acionamento dos motores, algo que não havia sido observado antes nos testes em solo. Para solucionar, a companhia realizou um teste estático de 60 segundos dos motores antes do voo, além de adicionar elementos para conter potenciais incêndios no sótão e reprogramar o modo de acendimento dos motores para evitar o padrão de ressonância que parece ter condenado o voo anterior.

Caso tudo dê certo, a SpaceX deve ficar mais próxima de poder realizar o primeiro voo orbital do veículo e usá-lo para colocar satélites em órbita. Por sinal, a mais recente autorização da FAA (agência que regula aviação civil e lançamentos comerciais de foguetes nos EUA) já prevê liberação para futuras missões orbitais.

O voo desta segunda, a exemplo dos anteriores, foi “quase orbital” –um trajeto suborbital que permite que o segundo estágio dê mais de meia volta ao redor do globo antes de reentrar na atmosfera, sobre o oceano Índico.

O QUE FALTAVA

Os planos da SpaceX para este voo são de realizar os testes que acabou impedida de fazer em janeiro: liberar no espaço quatro simulacros de satélites Starlink e realizar o rápido acendimento de um dos motores do segundo estágio, validando seu funcionamento –trata-se de um dos itens essenciais para o uso do Starship para lançamentos orbitais, mesmo sem pensar na reutilização do veículo.

O voo deve concluir com a reentrada atmosférica e um pouso no oceano Índico, apenas como teste da manobra, sem perspectiva de recuperação. A SpaceX espera demonstrar a capacidade de recuperar o segundo estágio ainda neste ano, além de realizar vários voos completos do superfoguete, ajudando a validar o veículo para operações comerciais.

O QUE VEM AÍ

Além de ser escalado para lançar satélites da constelação Starlink, o Starship já está contratado pela Nasa para levar astronautas à superfície da Lua na missão Artemis 3, marcada para 2027.

Há, contudo, suspeitas de que o programa possa ser reformulado pela administração Trump. Elon Musk, dono da SpaceX e braço-direito do presidente, vem sugerindo que a agência espacial deveria voltar suas atenções para Marte.

O Starship, por sinal, foi projetado e construído –antes mesmo de virar parte da arquitetura de exploração lunar da Nasa– para promover a colonização do planeta vermelho. Não é impossível que os planos privados de Musk se tornem política pública dos EUA nos próximos meses.

O mais certo é que veremos, nesse mesmo período, uma aceleração da frequência de voos do Starship. A FAA, que costuma jogar duro no licenciamento dos testes, foi notoriamente rápida para este oitavo voo, autorizando uma nova missão antes mesmo de terminar sua investigação sobre o lançamento anterior, que terminou em milhares de pedaços sobre as águas caribenhas.



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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