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POLÍTICA

STJ escolhe continuar sem integrante negra

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Matheus Leitão

As articulações dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do governo Lula resultaram na exclusão da única candidata mulher e negra a uma das vagas abertas na corte. A candidata em questão era a promotora do Ministério Público da Bahia Lívia Sant’Anna Vaz, que disputava a vaga reservada a membros do MP. Além de sólida formação jurídica e da experiência de peso atuando pelo MP baiano, Lívia tem histórico de atuação em prol de minorias e dos direitos humanos. É uma vergonha que Lula e os ministros não tenham se empenhado para que a vaga seja de Lívia sendo que, em público, costumam declarar indignação com a ausência de negras no tribunal. Esta coluna já abordou, em outros textos, as contradições de Lula em relação à igualdade de gênero, a supremacia branca que prevalesce no Judiciário e o motivo de o STJ não ter a cara do povo brasileiro.

Mergulhado em um escândalo de venda de sentenças por assessores, que foi revelado por VEJA, o STJ precisa acordar para a vida. A coluna Radar, inclusive, já registrou que as apurações chegaram a um nome de ministro do tribunal. A imagem do Judiciário perante a população não é das melhores.

O mesmo ocorre com o governo federal, uma vez que o campo progressista amargou acachapante derrota nas eleições municipais e corre o risco de perder a principal prefeitura do país, como explicou esta coluna. A nomeação de duas mulheres para as vagas em aberto representaria uma ação concreta para reverter o mau momento.

Felizmente, no entanto, os ministros do STJ tiveram o bom senso de, ao menos, incluir mulheres nas listas formadas nesta terça-feira, 15. Agora, Lula deverá escolher um nome de cada lista para preencher as vagas. Faria bem a si mesmo, ao campo progressista e ao Brasil se escolhesse duas mulheres.

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Os indicados para a cadeira reservada à Justiça Federal são os desembargadores Carlos Brandão, Daniele Maranhão e Marisa Santos. Brandão é apoiado pelo ministro bolsonarista Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Daniele é apoiada por Sebastião Reis, do STJ. Marisa tem apoio do presidente do STJ, Herman Benjamin, e da ex-presidente do tribunal, Maria Thereza de Assis Moura.

Os indicados para a vaga destinada ao Ministério Público são Marluce Caldas, Sammy Barbosa Lopes e Carlos Frederico Santos. Marluce é apoiada pelo irmão e pelo sobrinho, respectivamente o ex-deputado João Caldas e o prefeito JHC, de Maceió. A família Caldas é aliada do presidente da Câmara, Arthur Lira. Sammy Barbosa é apoiado pelo ministro Mauro Campbell, atual corregedor nacional de Justiça. Carlos Frederico tem a simpatia de parte da esquerda porque foi o responsável pelas investigações a respeito do 8 de Janeiro e, nessa função, pediu a inclusão de Jair Bolsonaro nas apurações.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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