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Suíça e França pressionam Irã após ‘suicídio’ na prisão – DW – 10/01/2025
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Suíça exigiu na sexta-feira que iraniano autoridades fornecem mais informações sobre morte de um cidadão suíço numa prisão iraniana no dia anterior.
O Departamento de Relações Exteriores da Suíça (FDFA) disse ter sido informado da prisão do homem de 64 anos em 10 de dezembro por suspeita de espionagem.
“A Suíça exige que as autoridades iranianas forneçam informações detalhadas sobre as razões da sua detenção e uma investigação completa sobre as circunstâncias da sua morte”, afirmou a FDFA num comunicado.
França protesta contra três “reféns” no Irão
Também na sexta-feira, a França convocou o embaixador do Irão para protestar contra três dos seus cidadãos detidos há anos, tendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmado que as suas condições eram equivalentes à tortura e chamando-os de “reféns do Estado da República Islâmica do Irão”.
“A situação deles é insuportável, com condições de detenção indignas que, para alguns, constituem tortura à luz do direito internacional”, afirmou o Ministério.
As autoridades francesas adoptaram um tom mais duro em relação a Teerão nas últimas semanas, tanto no que diz respeito à detenção de cidadãos europeus como noutras questões como o programa nuclear do Irão.
Altos diplomatas franceses, britânicos e alemães devem reunir-se com os seus homólogos iranianos em Genebra, na segunda-feira, para discutir questões bilaterais e o futuro potencial das conversações nucleares, provavelmente na última reunião deste tipo antes do regresso de Donald Trump à Casa Branca, em 20 de janeiro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, destacou os prisioneiros no início da semana, dizendo que a sua situação estava a piorar.
O que sabemos sobre o suposto suicídio?
O cidadão suíço estava detido numa prisão a cerca de 180 quilómetros (110 milhas) a leste de Teerão.
O homem viajava pelo Irã como turista no momento de sua prisão, disse a FDFA. O ministério acrescentou que ele não residia na Suíça há cerca de 20 anos. Ele morava no sul da África.
O chefe de justiça da província iraniana de Semnan foi citado pela agência de notícias judiciária Mizan dizendo que o homem suicidou-se na prisão na quinta-feira.
A FDFA afirmou que pretende o repatriamento do seu corpo, esperando que isso aconteça nos próximos dias.
“A repatriação do corpo para a Suíça também é uma prioridade máxima”, afirmou a FDFA.
O ministério disse que a embaixada suíça tentou falar com o homem depois de ser informada da sua detenção, mas que o pedido foi negado no meio da investigação iraniana em curso.
Outros estrangeiros detidos no Irão
Suíça desempenha um importante papel intermediário entre os Estados Unidos e o Irão.
Vários cidadãos com dupla nacionalidade e estrangeiros foram presos no Irão nos últimos anos, muitas vezes sob acusações de espionagem, no que grupos de defesa dos direitos humanos dizem ser um esforço de Teerão para extrair concessões dos seus respectivos países. O Irã negou tais acusações.
No final do ano passado, o Irão anunciou a execução do desenvolvedor de software germano-iraniano Jamshid Sharmahd, que foi condenado por seu suposto papel no atentado à bomba na mesquita de 2008 na cidade de Shiraz, no sul do Irã, que matou 14 pessoas.
Teerã disse mais tarde que Sharmahd havia morreu antes da sentença de morte poderia ser realizado.
Deterioração das relações entre Teerã e Berlim
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rmt/msh (AFP, Reuters)
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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