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Supremo Tribunal do Canadá ouvirá contestação à polêmica lei secularista de Quebec | Canadá

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Leyland Cecco in Toronto

O tribunal superior do Canadá concordou em ouvir uma contestação à controversa lei secularista do Quebeque, abrindo caminho a um debate acirrado sobre os poderes provinciais e os direitos fundamentais das minorias étnicas e religiosas.

O Supremo Tribunal sinalizou na quinta-feira que concederia autorização para recorrer da lei de 2019 que proíbe determinados funcionários públicos em cargos de autoridade – incluindo juízes, agentes da polícia, guardas prisionais e professores – de usarem símbolos religiosos durante o trabalho. Outros funcionários públicos, como motoristas de ônibus, médicos e assistentes sociais, devem apenas manter o rosto descoberto.

A legislação não nomeia símbolos religiosos específicos e, teoricamente, todos os símbolos – quipás, turbantes, cruzes – são igualmente proibidos, mas os críticos da lei dizem que assim é. afeta desproporcionalmente as mulheres muçulmanas que usam o hijab.

O ministro da Justiça do Quebeque e o ministro responsável pelo secularismo afirmaram que defenderiam a lei “até ao fim” numa declaração conjunta.

“É primordial, até mesmo vital, que Quebec seja capaz de fazer suas próprias escolhas, escolhas que correspondam à nossa história, aos nossos valores sociais distintos e às aspirações de nossa nação”, disse o comunicado, chamando a perspectiva de intervenção federal de desrespeitosa. e uma afronta à autonomia de Quebec.

A lei viola indiscutivelmente os princípios fundamentais da Carta de Direitos e Liberdades do Canadá, mas a província usou um mecanismo legislativo misterioso conhecido como “cláusula não obstante” para substituir certas partes do regulamento. Um governo só pode invocar a cláusula durante cinco anos antes de ser renovada. A assembleia nacional de Quebec aprovou o projeto de lei do secularismo em 2019, renovando a cláusula pela última vez em 2024.

O governo do Quebec obteve duas vitórias anteriores defendendo a lei, incluindo uma decisão do tribunal de recurso da província, que concluiu que a cláusula de não obstante foi devidamente invocada.

No ano passado, seis grupos pediram ao Supremo Tribunal para ouvir o caso. No passado, o governo federal foi cauteloso em intervir devido ao receio de irritar os eleitores na província.

Depois que um professor foi removido de uma sala de aula por usar hijab em 2021o primeiro-ministro, Justin Trudeau, disse que era importante “garantir que sejam os próprios quebequenses que discordem profundamente do facto de alguém poder perder o emprego por causa da sua religião”.

Agora o governo federal vai intervir no caso e apresentar argumentos contra o Projeto de Lei 21 perante o Supremo Tribunal Federal.

Na quinta-feira, o ministro da Justiça, Arif Virani, disse que os liberais no governo tinham “preocupações significativas” sobre como a cláusula de não obstante foi usada.

“Vamos defender a carta que ajudamos a criar há mais de 40 anos”, disse ele aos repórteres.

Grupos que representam as minorias religiosas na província comemoraram a notícia de que o caso havia chegado ao Supremo Tribunal.

“Ao mesmo tempo em que reconhecemos que o caminho a seguir ainda é longo e desafiamos, esta decisão oferece um vislumbre de esperança para aqueles que têm suportado os dolorosos impactos da lei”, disse o Fórum Muçulmano Canadense em um comunicado.

A Organização Mundial Sikh disse que o caso teria “implicações profundas” para o futuro das batalhas pelos direitos humanos no Canadá.

A audiência ainda não está marcada, mas provavelmente ocorrerá no outono.



Leia Mais: The Guardian

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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