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Suspeitos de matar motorista de aplicativo em Rio Branco devem ser indiciados por latrocínio, diz polícia
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4 anos atrásem
A morte do motorista de aplicativo José Francisco Rodrigues das Chagas, de 31 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil, em Rio Branco. Horas após o crime, dois suspeitos foram presos e confessaram o crime na Delegacia de Flagrantes. De acordo com o delegado Lucas Pereira, que investiga o caso, os dois acharam que matando a vítima seria mais fácil de fugir.
“No caso foi latrocínio, roubo seguido de morte. Não conseguimos constatar envolvimento de facção criminosa, mas não descartamos. O que concluímos, com dados preliminares, foi que duas pessoas chamaram esse motorista e, ao pegarem esse motorista, o abordaram, subtraíram bens dele e quando viram a oportunidade de matar ele para facilitar a fuga, eles o fizeram e foram conduzidos para a Defla. Lá confessaram o ato e já foram presos logo em seguida, então uma resposta efetiva e rápida da polícia para levarmos um pouco de justiça para a família dele”, disse.
O corpo de José Francisco foi achado no Ramal Santo Onofre, no Apolônio Sales, na capital acreana, na madrugada desta segunda. Segundo informações da Polícia Militar, ele estava desaparecido e a família já havia registrado o sumiço pelo 190.
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Grupo protestou em frente à Defla por mais segurança no trânsito de Rio Branco — Foto: Consuela Gonzalez/Rede Amazônica Acre
Insegurança
No fim de semana, um motorista de aplicativo, identificado como Aldemir Cordeiro, também foi baleado em uma noite em que várias ocorrências foram registradas na capital. Ele estava trabalhando e, após percorrer algumas quadras no bairro Bahia Nova, próximo a parada final do bairro, vários homens tentaram pará-lo e ao desobedecer ao pedido, escutou disparos de arma de fogo.
Ele foi atingido na região lombar esquerda. O veículo aparentemente foi atingido com três disparos. O homem foi para a UPA da Sobral e de lá encaminhado ao Pronto-Socorro. Essa ocorrência foi registrada já na madrugada de domingo (27).
Com esses casos de insegurança, um grupo de 50 motoristas de aplicativo protestou por mais segurança em frente à Delegacia de Flagrantes de Rio Branco, no bairro Estação Experimental. O ato ocorreu na tarde desta segunda-feira (28).
“Estamos aqui para protestar e mostrar para a sociedade e o poder público que nós, motoristas de aplicativos, estamos vulneráveis nesse trânsito, na segurança do nosso estado e não é a primeira morte, sabemos que houve mais mortes ano passado. Só essa semana foram três assaltos, estávamos agora aqui e teve um mototaxista fazendo um boletim de ocorrência, então, ontem [domingo, 27] tivemos um assalto no Bahia Nova, que a pessoa está hospitalizada ainda. Então, estamos reivindicando segurança do Estado”, pediu o motorista Francisco Silva, que esteve no ato.
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Dois foram presos por ter matado motorista de aplicativo em Rio Branco — Foto: Reprodução
Suspeitos presos
Segundo a PM, o corpo de José Francisco tinha marcas de perfurações. Contudo, apenas a perícia vai poder confirmar a causa da morte. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte da vítima. Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também estiveram no local, assim como a perícia.
O veículo da vítima foi encontrado no início do ramal e encaminhado para o pátio do Departamento de Trânsito (Detran). Dois suspeitos foram presos pelo crime, sendo que o primeiro, de 21 anos, confessou e indiciou onde e quem seria o comparsa. Já no início da tarde, o segundo envolvido, de 22 anos, foi preso e levado à Defla, onde também confessou a participação. Os nomes não foram divulgados.
“No entanto, os policiais civis da equipe de pronto emprego, após as diligências preliminares sobre o caso, identificaram o conduzido como o autor do homicídio de José Francisco Rodrigues das Chagas, de 31 anos. Diante das informações obtidas através das investigações iniciais, foi possível efetuar a prisão em flagrante do suspeito, que também confessou o crime”, diz a nota.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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