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Tekoa Pyau – luta pela dignidade do povo guarani – 13/12/2024 – Txai Suruí

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O povo guarani que habita a Tekoa Pyau, em São Paulo, vive em condições precárias, com mais de 130 famílias necessitando urgentemente de moradias adequadas. A falta de infraestrutura básica, como saneamento e eletricidade regulamentada, agrava a situação. Muitas residências não possuem acesso a água potável e esgoto, o que compromete a saúde da comunidade. Além disso, a ausência de uma rede elétrica segura contribui para riscos de acidentes e limitações no uso de recursos essenciais.

Outro problema alarmante é o abandono de animais na região, que se torna um fator de risco para a saúde pública. Os animais em situação de rua são vetores de doenças, incluindo verminoses que afetam principalmente as crianças, que são as principais vítimas desses problemas. Mordidas e ferimentos causados por animais abandonados são comuns, aumentando a vulnerabilidade das famílias que já enfrentam desafios diários.

A importância do povo guarani se estende além das questões sociais e de saúde. Eles desempenham um papel crucial na preservação da fauna e flora locais, além de serem guardiões das nascentes e do lençol freático, particularmente do aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce do mundo. A preservação deste recurso vital é essencial não apenas para a comunidade indígena mas para toda a população que depende dele.

É fundamental que o Estado assuma a responsabilidade de garantir os direitos básicos dos cidadãos que habitam a Terra Indígena Jaraguá. A Constituição federal assegura direitos à moradia, à saúde e ao meio ambiente saudável e é imperativo que esses direitos sejam efetivados. A falta de ação governamental resulta em violação dos direitos humanos, perpetuando a marginalização e o sofrimento do povo guarani.

Os argumentos jurídicos que sustentam esses direitos são sólidos. A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil, reconhece o direito dos povos indígenas à terra que tradicionalmente ocupam e à sua cultura. Além disso, a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas reafirma a importância de respeitar a integridade cultural e os direitos territoriais dos indígenas.

O não cumprimento dessas normas resulta em injustiças que devem ser corrigidas urgentemente.

A luta da comunidade guarani na Tekoa Pyau é, portanto, um chamado à ação. É essencial que a sociedade civil, as organizações não governamentais e o próprio Estado se unam para promover políticas públicas que garantam moradia digna, saneamento básico e proteção à saúde. A preservação do meio ambiente e a valorização da cultura indígena devem andar lado a lado, assegurando que o povo guarani continue a desempenhar seu papel vital como guardião da natureza.

Em suma, a situação da Terra Indígena Jaraguá é um reflexo das dificuldades enfrentadas por muitos povos indígenas no Brasil. A luta por direitos básicos deve ser uma prioridade, não apenas para melhorar as condições de vida da comunidade Guarani, mas para garantir um futuro sustentável para todos. É hora de ouvir as vozes do povo guarani e agir em prol de justiça e dignidade.


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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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