NOSSAS REDES

ACRE

Teorias da conspiração Chemtrail: por que RFK Jr está observando os céus | Ambiente

PUBLICADO

em

Oliver Milman

UM A teoria da conspiração de que os aviões estão a deixar “rastros químicos” nefastos no seu rasto devido a uma conspiração sinistra do governo recebeu um novo impulso nos EUA no meio de um turbilhão de preocupações e confusão sobre propostas de geoengenharia para responder à crise climática.

A legislação estadual para proibir o que alguns legisladores chamam de chemtrails foi promovida em Tenessi e, mais recentemente, Flórida. Enquanto isso, Robert F. Kennedy, que manifestou interesse na teoria da conspiração nas redes sociais e no seu podcast, deverá estar no centro da nova administração de Donald Trump após a sua nomeação como secretário de saúde.

“Vamos acabar com este crime”, Kennedy, que é conhecido pelas suas posições contrárias sobre vacinas e parques eólicos offshoreescreveu sobre chemtrails em X em agosto. O antigo democrata que se tornou aliado de Trump disse no seu podcast no ano passado que era “um pouco assustador pensar que alguém pode estar a colocar grandes quantidades de alumínio biodisponível no ambiente, pulverizando-o em partículas microscópicas de aviões”.

Robert F Kennedy Jr: ‘Vamos acabar com este crime.’ Fotografia: Scott Morgan/Reuters

Os que acreditam na teoria da conspiração dos chemtrails afirmam que as linhas brancas traçadas no céu atrás das aeronaves contêm produtos químicos tóxicos que são liberados para atingir um fim tortuoso, como a esterilização em massa ou o controle da mente.

Esta teoria, que não tem provas que a apoiem, foi apresentada em vários momentos desde a década de 1990, apesar de ter sido repetidamente desmascarada. Agora, os cientistas enfrentam um foco ressurgente nos rastos químicos no meio de um debate relacionado, mais substantivo, sobre se as modificações reais na atmosfera da Terra deveriam ser feitas numa tentativa desesperada de abrandar o aquecimento global.

O interesse em trilhas químicas “borbulha de vez em quando e os furacões e as modificações climáticas meio que o trazem à tona novamente”, disse David Fahey, diretor do laboratório de ciências químicas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Noaa), em referência a dois grandes furacões recentes – Helene e Milton – que algumas figuras, incluindo os republicanos, afirmaram terem sido de alguma forma guiados por a intromissão do governo federal com o clima.

“A desinformação é abundante”, disse Fahey, que passou várias décadas, intermitentemente, respondendo a perguntas sobre trilhas químicas. Não houve nenhuma modificação climática orquestrada conduzida por Noaa, disse Fahey, e mesmo experimentar tal coisa seria um “grande passo para nossa agência e um passo para o qual não estamos preparados no momento, e talvez nossa agência não devesse”. faça isso”.

Os chemtrails são reais?

Não. As plumas brancas vistas da traseira da aeronave são mais apropriadamente chamadas de trilhas de condensação ou rastros. Eles são essencialmente vapor de água condensado do escapamento de um avião que, em temperaturas de ar frio em grandes altitudes, formam cristais de gelo que parecem nuvens visíveis.

UM pesquisa dos principais cientistas atmosféricos em 2016 descobriram que não havia nenhuma evidência de um programa secreto de pulverização que pudesse formar esses rastros. Esta pesquisa gerou reações por parte dos teóricos da conspiração, com Ken Caldeira, um cientista climático que liderou o estudo, dizendo que recebeu ameaças de morte.

“Senti que era um risco para minha segurança pessoal”, disse ele. “As pessoas acreditaram nesta falsa narrativa. Estamos vendo agora um preocupante ressurgimento de teorias da conspiração em geral, desde trilhas químicas até vacinas. Há um distanciamento dos fatos e da análise racional.”

Na verdade, os rastos contribuem para uma forma de “modificação do clima” – mas não do tipo imaginado pelos que têm mentalidade conspiratória. As plumas muitas vezes transformam-se em nuvens cirros nebulosas que retêm o calor e contribuem para o efeito de estufa que está a aquecer o mundo, principalmente através da queima de combustíveis fósseis.

“Tal como acontece com muitas teorias da conspiração, há alguma verdade nisso que as aeronaves estão a libertar partículas e a afectar o sistema climático da Terra”, disse Caldeira, que está envolvido num esforço para fazer com que as companhias aéreas reduzam sua produção de rastros. “Mas isso se deve a consequências não intencionais do sistema aéreo de combustíveis fósseis, e não a alguma razão secreta nefasta.”

Alguma outra modificação climática está sendo realizada?

Há uma mistura confusa de diferentes processos, ou apenas teorias, com diferentes objetivos que têm sido chamados de modificação climática, geoengenharia solar ou gerenciamento da radiação solar.

Muitas vezes estes são confundidos e confundidos com conspirações secretas do governo. A semeadura de nuvens, por exemplo, envolve a dispersão de pequenas partículas em nuvens para estimular a formação de cristais de gelo que provocam chuva ou neve. Utah faz isso rotineiramente para aumentar as taxas de queda de neve e as autoridades locais tive que apontar que isso não está conectado a chemtrails.

pular a promoção do boletim informativo

Um debate separado surgiu nos últimos anos sobre se os governos, ou mesmo indivíduos ricos, deveriam intervir para abrandar o perigoso aquecimento global, pulverizando substâncias reflectoras, como o enxofre, na estratosfera, a fim de desviar a luz solar do aquecimento adicional da Terra.

Noé é montando um sistema monitorizar a estratosfera que poderia funcionar como um sistema de “alerta precoce” para tais actividades. Uma startup dos EUA oferecido “créditos” para as pessoas comprarem, a fim de ajudar a acalmar a febre mundial, mas até agora não foi detectada qualquer actividade numa escala significativa que pudesse alterar o clima.

“Existem alguns projetos de demonstração”, disse Fahey. “Mas em termos de aviões de grande porte levando material para a estratosfera, não tenho conhecimento de nada, certamente em nosso país.”

A geoengenharia solar pode ajudar a resolver a crise climática?

Este ano deverá ser o mais quente alguma vez registado a nível mundial, o mais recente de uma série de anos quentes que estão a levar a temperatura média a um ponto em que parece certo que ultrapassará o limiar acordado internacionalmente, concebido para evitar ondas de calor catastróficas, secas, inundações e outros agravamentos. desastres climáticos.

O fracasso dos governos em conter esta crise levou a apelos a intervenções mais drásticas, como a geoengenharia solar, para conter o aumento da temperatura global. No ano passado, a Casa Branca divulgou um relatório mandatado pelo Congresso sobre como um programa de pesquisa na geoengenharia solar funcionaria.

Tais planos são altamente controversosno entanto, com alguns cientistas e grupos ambientalistas alertando que a interferência no termostato da Terra poderia ter consequências indesejadas, como a alteração das estações das monções.

Existem também preocupações sobre a falta de governação global em torno da adição de substâncias à nossa atmosfera partilhada, o potencial para uma enorme chicotada de temperatura caso a adição contínua de enxofre através dos aviões pare por qualquer razão e o perigo de que a geoengenharia desviaria a atenção da tarefa principal de cortar emissões que aquecem o planeta. Os esforços de alguns pesquisadores para realizar experimentos sobre modificação solar foram recebidos com protestos.

À medida que o mundo continua a aquecer, porém, é pouco provável que a conversa em torno da geoengenharia solar e das conspirações relacionadas diminua. “Penso que está cada vez mais na agenda das pessoas que se perguntam para onde vai o nosso clima e como poderemos influenciar o seu rumo”, disse Fahey.



Leia Mais: The Guardian

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS