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Território desconhecido para a OMS se Trump retirar a adesão aos EUA | Organização Mundial de Saúde
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2 anos atrásem
Jessica Glenza
O Organização Mundial de Saúde (OMS) poderá ver anos de vacas magras pela frente se os EUA retirarem a adesão à nova administração Trump. Tal retirada, prometida no primeiro dia de Donald TrumpA nova administração do país reduziria efectivamente o financiamento da agência multilateral em um quinto.
O corte severo seria um território desconhecido para a OMS, potencialmente restringindo os trabalhos de saúde pública a nível mundial, pressionando a organização a atrair financiamento privado e proporcionando uma abertura para outros países influenciarem a organização. Não se espera que outros países compensem a perda de financiamento.
A OMS trabalha para melhorar a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo – desde o trabalho para erradicar a poliomielite e a tuberculose até à coordenação do trabalho de prevenção do VIH e da SIDA dos EUA em África.
“Há muitas pessoas influentes ao seu redor que dizem que ele anunciará a retirada no primeiro dia de mandato”, disse Lawrence Gostin, especialista em direito de saúde global da Universidade de Georgetown que se opõe à retirada dos EUA da OMS. “A ameaça é real, é palpável e provável.”
A OMS recusou-se a comentar quaisquer preparativos potenciais para tal medida.
Numa conferência de imprensa na quinta-feira, uma porta-voz da OMS, Dra. Margaret Harris, disse aos jornalistas: “Este é um governo em transição e, como governo em transição, eles precisam de tempo e espaço para tomar as suas próprias decisões, para fazer essa transição. E não vamos fazer mais comentários.”
No mesmo dia, a OMS fez um “apelo de emergência” por fundos, citando as ameaças do colapso climático e dos conflitos para a saúde mundial. Além disso, a OMS realizou o seu primeiro “rodada de investimento” em maio de 2024, prometendo usar o compromisso financeiro dos Estados membros para salvar 40 milhões de vidas até 2028.
Uma retirada do financiamento dos EUA também pressionaria a Fundação da OMS para compensar o défice. A entidade suíça independente foi criada durante a pandemia para angariar fundos junto de “atores não estatais”, incluindo indivíduos e empresas ricas. A fundação foi anunciada em maio de 2020, mesmo mês em que o presidente eleito ameaçou pela última vez retirar o financiamento dos EUA à OMS.
“A OMS desempenha um papel crítico na segurança sanitária global, nos surtos e erradicação de doenças, nas emergências internacionais e na mobilização da cooperação global”, disse Anil Soni, CEO da Fundação OMS, num comunicado.
“A Organização é fundamental na proteção dos interesses comerciais dos EUA em todo o mundo. Os seus programas de vigilância de doenças, resposta a surtos e preparação para pandemias ajudam a prevenir perturbações nas cadeias de abastecimento, nos mercados internacionais e no comércio. Nenhuma outra organização tem capacidade e largura de banda para coordenar esforços internacionais de resposta rápida, para partilhar investigação e inovação médica e para disseminar inteligência crítica em todo o mundo.”
Doadores anteriores da Fundação OMS incluem a gigante global de alimentos Nestlé, a empresa de maquiagem Maybelline e a Meta, controladora do Facebook e do Instagram. A fundação concedeu anonimato a alguns doadores, uma prática que acadêmicos criticam como dificultando a detecção de conflitos de interesse.
Braço das Nações Unidas, os EUA ajudaram a fundar a OMS em 1948 através de uma resolução conjunta do Congresso. Os EUA continuam a ser o seu maior financiador, fornecendo cerca de 22% de todos contribuições fixas dos Estados membros. Os EUA são o único estado membro que pode retirar-se da agência.
Os EUA forneceram 1,2 mil milhões de dólares à OMS em 2023 – uma fração do orçamento do governo federal Orçamento de US$ 6,1 trilhões e sobre o que Joe Biden gastou em uma rodada de alívio da dívida de empréstimo estudantil em 2024.
Embora os EUA sejam legalmente obrigados a fornecer uma notificação por escrito da intenção de retirada um ano antes de tomar qualquer medida, os especialistas jurídicos temem que o financiamento da OMS possa, em termos práticos, desaparecer praticamente da noite para o dia.
após a promoção do boletim informativo
Os esforços renovados de Trump para retirar o financiamento e o apoio da OMS foram relatado pela primeira vez em dezembro – uma das muitas ações potenciais para o primeiro dia. Tal como grande parte da agenda política de saúde de Trump, a pandemia assombra a promessa. Trump argumentou que a OMS foi excessivamente respeitosa para com o governo chinês durante a pandemia e anunciou que retiraria os EUA em maio de 2020.
“O mundo está agora a sofrer como resultado da má conduta do governo chinês”, disse Trump num discurso no Rose Garden em Maio de 2020 anunciando seu plano de retirada. “Inúmeras vidas foram ceifadas e profundas dificuldades económicas foram infligidas em todo o mundo.”
A decisão de Trump tornou-se discutível quando Biden venceu as eleições em 2020 e imediatamente reverteu o curso. Gostin não vê tal adiamento na próxima administração.
“Desta vez ele tem quatro anos para atingir esse objetivo”, disse Gostin.
O ressentimento contra a OMS ferveu nos círculos republicanos desde a pandemia. Alguns conservadores acusam a agência de ameaçando a soberania dos EUA num novo tratado pandémico, que procura distribuir vacinas de forma equitativa em todo o mundo. A primeira vacina contra a Covid-19 foi lançada nos EUA em Dezembro de 2020. Grande parte do Sul global ficou sem vacinas durante anos, mesmo quando os países ricos doses armazenadas.
Ironicamente, os especialistas jurídicos temem que a retirada dos EUA da OMS proporcione uma porta aberta à influência do governo chinês, um país que Trump vê como um dos principais rivais globais dos EUA.
Especialistas dizem que a saída da OMS também poderia prejudicar os interesses de segurança nacional dos EUA, ao cortar o acesso a programas como a preparação para pandemias e a sequenciação de estirpes de gripe sazonal (utilizados para desenvolver vacinas anuais contra a gripe).
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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19 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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