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“Threshold”, uma fábula lúgubre que nos deixa sem fôlego
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2 anos atrásem

Respire fundo, tudo ficará bem. Bem, também não muito: aqui, no pequeno posto fronteiriço ferroviário localizado no topo do Mont Blanc (ou Monte Fuji, ou Monte Denali, ou qualquer outro pico mais alto do país que você escolheu no início do jogo) , o oxigênio é um bem raro. Em poucos minutos, Limiteum jogo do desenvolvedor francês Julien Eveillé, disponível para PC na terça-feira, 19 de novembro, mergulha você em uma atmosfera que cortará com uma faca.
Mo, o seu colega que você veio aliviar do seu “turno”, explica-lhe as cordas: neste posto fronteiriço, um trem de comprimento infinito passa sem parar – sem locomotiva ou lanterna vermelha. Se ele diminuir a velocidade, cabe a você dar um bom apito para que ele retome a velocidade de cruzeiro. Esta é a condição sine qua non para uma máquina de venda automática – lembre-se, o ar é um luxo aqui – para distribuir latas de oxigênio.
Só isso: o trabalho parece entorpecente, mas tem o mérito de ser simples. As perguntas, depois, cabem a você se perguntar. Por que, neste mundo já sufocante, a respiração é a sua principal ferramenta de trabalho? Por que esse trem parece interminável? O que ele está carregando? O que há por trás deste imenso muro que marca a fronteira? O que diabos você está fazendo no topo do Mont Blanc e o que aconteceu com a pessoa que estava lá antes de você? No posto fronteiriço as respostas são tão raras como o ar que respiramos.

Trem-trem
O mundo apertado de Limite é nebuloso e não muito detalhado. A estética evoca imediatamente a do primeiro PlayStation, as suas texturas pixelizadas, os seus grandes volumes e a sua geometria instável. O que os gráficos brutos não revelam é complementado pelo nosso cérebro que fica paranóico com esta atmosfera sufocante. As cores também parecem ter abandonado este universo: tudo é castanho, amarelo e castanho. Jogadores acostumados com a paleta de um Documentos, por favor (2016), que tratam dos mesmos temas laboriosos e patrióticos, não ficarão deslocados.
O absurdo da tarefa, cuja repetição nos lembra com carinho quando soa um alarme estridente, evoca também aquilo que os sobreviventes do Perdido (2004 a 2010), obrigado a pressionar regularmente um botão com repercussões desconhecidas. E não devemos contar, para esclarecer a sua hierarquia: evasiva, esta só responde às suas perguntas através de uma voz desencarnada e desumana, ressoando numa sala vazia que lembra a diretoria da Controlar (2019).

Enquanto gritamos e o nosso personagem procura emancipar-se deste mundo onde os trabalhadores são sufocados para melhor recompensá-los com ar, é difícil não pensar na situação da saúde no coração dos anos da Covid. A menção na introdução “baseada numa história autêntica” e um esclarecimento do ano “2021” mantém em qualquer caso o paralelo possível. Não é preciso progredir muito (o jogo dura 1 hora e 30 minutos de qualquer maneira) para compreender que este trem que parece andar cada vez mais rápido, e que se torna cada vez mais incontrolável, é uma clara parábola da injunção à produtividade económica. Podemos pelo menos reconhecer no universo mórbido da Limite uma virtude comparada à nossa: a de nos deixar, mesmo que um pouco, controlar a velocidade do comboio.
A opinião dos pixels
Nós gostamos:
- A sólida coerência deste mundo desbotado;
- O simbolismo: forte, provocativo, eficaz;
- O aspecto coletado da experiência.
Gostamos menos:
- Para ver as diferentes conclusões, é necessário reiniciar o jogo quantas vezes;
É mais para você se:
- Você é do tipo que pensa isso Documentos, por favor é um jogo relaxante.
Não é para você se:
- Você acha que uma estadia nas montanhas é acima de tudo respirar ar fresco.
Nota dos pixels:
4.805,59 metros
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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