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Total Energies interrompe investimentos no Grupo Adani por acusações de suborno | Notícias sobre corrupção
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A principal petrolífera francesa TotalEnergies suspendeu os investimentos no Grupo Adani depois que o conglomerado indiano de portos para energia foi envolvido em uma crise por causa de um suposto esquema de suborno multimilionário.
A medida, anunciada na segunda-feira, é a primeira grande consequência das autoridades dos Estados Unidos. decisão de cobrar O bilionário presidente e fundador da Adani, Gautam Adani – uma das pessoas mais ricas do mundo – e sete outras pessoas concordaram em pagar aproximadamente 265 milhões de dólares em subornos a funcionários do governo indiano.
A TotalEnergies, cuja exposição financeira às empresas Adani é estimada entre 4 mil milhões de dólares e 5 mil milhões de dólares pelos analistas da Bernstein Research, disse não ter sido informada da investigação sobre o alegado esquema de corrupção.
Embora os planos da TotalEnergies para investimentos futuros em empresas do Grupo Adani fossem desconhecidos, o anúncio de uma pausa aumenta as críticas que o conglomerado indiano de 143 mil milhões de dólares enfrenta relativamente aos padrões de divulgação, o que pode levar a um escrutínio mais rigoroso por parte de outros investidores.
“Até que as acusações contra os indivíduos do grupo Adani e as suas consequências sejam esclarecidas, a TotalEnergies não fará qualquer nova contribuição financeira no âmbito dos seus investimentos no grupo de empresas Adani”, afirmou a empresa francesa.
A TotalEnergies, que tem uma participação de 20 por cento e um assento no conselho da empresa no centro do caso, Adani Green Energy Ltd, disse que rejeita qualquer forma de corrupção.
Os promotores dos EUA acusações de suborno relacionados com alegados pagamentos para obter contratos que poderiam render 2 mil milhões de dólares de lucro ao longo de 20 anos. As acusações também incluíam declarações enganosas ao público, apesar de ter conhecimento da investigação dos EUA em 2023.
O Grupo Adani afirmou que as acusações, bem como as levantadas pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA num processo civil paralelo, são infundadas e que irá procurar “todos os recursos legais possíveis”.
Adani não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a declaração da TotalEnergies.
Cancelar contratos
A maior parte dos alegados subornos – 228 milhões de dólares – foi paga a um funcionário do governo para conseguir que as empresas estatais de distribuição de electricidade do estado de Andhra Pradesh, no sul da Índia, concordassem em comprar energia, afirmou a acusação dos EUA. Adani disse que as acusações são infundadas.
O governo de Andhra Pradesh estava “investigando todos os arquivos internos” da administração anterior, sob os quais ocorreu a suposta má conduta, disse o ministro das Finanças do estado, Payyavula Keshav, à Reuters na segunda-feira.
“Também examinaremos o que pode ser feito a seguir, por exemplo, existe a possibilidade de cancelar o contrato?… O governo estadual está analisando esta questão de perto”, disse Keshav.
O anterior partido do governo de Andhra Pradesh, o Partido do Congresso YSR, negou na semana passada qualquer irregularidade.
O documento de acusação dos EUA afirma que, após o pagamento de alegados subornos a autoridades indianas, as empresas de distribuição de electricidade de Andhra Pradesh celebraram um acordo de fornecimento de energia para comprar “aproximadamente sete gigawatts de energia solar – de longe a maior quantidade de qualquer estado ou região indiana”.
As ações da Adani Green Energy despencaram mais de 11 por cento na segunda-feira após o comunicado da TotalEnergies antes de se recuperar e fechar 7,9 por cento mais baixo, enquanto a Adani Total Gas, na qual a empresa francesa possui uma participação de 37,4 por cento, terminou caindo 1,4 por cento.
O parlamento da Índia foi suspenso na segunda-feira após a interrupção dos legisladores que exigiam uma discussão sobre as acusações.
Impacto global
Os projetos e negócios do Grupo Adani abrangem todo o mundo e alguns têm estado sob os holofotes desde a acusação dos EUA.
No domingo, uma agência de desenvolvimento dos EUA disse que estava a rever o impacto das alegações de suborno no seu acordo para emprestar mais de 550 milhões de dólares a um desenvolvimento portuário no Sri Lanka apoiado pelo Grupo Adani.
A agência disse que ainda não foram desembolsados quaisquer fundos ao abrigo do compromisso de empréstimo.
Na semana passada, o presidente queniano, William Ruto, cancelou um processo de aquisição que deveria atribuir o controlo do principal aeroporto do país a Adani.
No Bangladesh, um painel que examinou contratos de produção de energia, incluindo um com a Adani Power, instou o governo interino a contratar um escritório de advocacia global para garantir uma investigação completa e transparente sobre negócios anteriores.
Na Índia, os partidos da oposição, que têm perseguido consistentemente Adani pelo que dizem ser a sua proximidade com o primeiro-ministro Narendra Modi, perturbaram ambas as câmaras do parlamento em busca de uma discussão sobre as alegações de Adani.
“O primeiro passo que o governo deve tomar é ter uma discussão detalhada sobre a saga Adani, que tem o potencial de manchar a imagem da Índia no cenário global”, postou Mallikarjun Kharge, presidente do principal partido de oposição do Congresso, no X.
Os partidos da oposição indiana acusaram no passado o governo de Modi de proteger Gautam Adani e os seus negócios, acusações que ambos negam.
Os oponentes de Modi dizem que ele tem laços de longa data com Adani, que remontam a quase duas décadas, quando Modi era ministro-chefe do estado ocidental de Gujarat, de onde Adani também vem.
Eles acusam o governo de favorecer o grupo em negócios, acusações que o governo rejeitou como “alegações selvagens”.
O governo não comentou a acusação, mas o Partido Bharatiya Janata (BJP) de Modi disse que cabe ao Grupo Adani lidar e se defender e que a lei seguirá seu curso.
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.
A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.
O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.
O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.
O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.
“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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