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TPI pede prisão de Netanyahu, Gallant e Deif do Hamas – DW – 21/11/2024

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Juízes no Tribunal Penal Internacional na quinta-feira emitiu mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense Benjamim Netanyahuo ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, e o líder militar do Hamas, Mohammed Deif, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Os crimes em questão foram cometidos no âmbito de A ofensiva em curso de Israel na Faixa de Gaza e os ataques do Hamas em 7 de Outubro contra Israel.

Edifício do Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia
O Tribunal Penal Internacional tem sede em Haia, na HolandaImagem: Alex Gottschalk/DeFodi Images/aliança de imagens

O que sabemos sobre os mandados?

O promotor-chefe do TPI, Karim Khan, anunciou em 20 de maio que estava buscando mandados de prisão contra Netanyahu, Gallant e três líderes do Hamas.

Na sua declaração de quinta-feira, o tribunal disse que Netanyahu e Gallant foram acusados ​​do “crime de guerra da fome como método de guerra e dos crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.

Afirmou ter motivos razoáveis ​​para acreditar que Netanyahu e Gallant tinham “responsabilidade criminal” por ataques deliberados à população civil durante a ofensiva de Israel em Gaza.

O TPI disse As decisões de Israel de permitir ou aumentar a assistência humanitária à Faixa de Gaza “eram frequentemente condicionais” e “não foram obrigados a cumprir as obrigações de Israel ao abrigo do direito humanitário internacional”.

Netanyahu demitiu Gallant do cargo de ministro da Defesa em 5 de novembro.

O tribunal disse que a aceitação da jurisdição do tribunal por Israel não era necessária para os mandados.

Israel não é signatário do Estatuto de Roma, que é o tratado fundador do TPI.

O estado da Palestina lançou uma declaração aceitando a jurisdição do TPI em 2015. O Estado palestino é reconhecido por pelo menos 139 países.

ONU diz que escassez de ajuda em Gaza é “desesperada”

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TPI emite mandado contra líder do Hamas

O tribunal também concluiu que tinha “motivos razoáveis” para acreditar que Mohammed Deif era responsável por crimes como homicídio, extermínio, tortura, violação, violência sexual e tomada de reféns.

Deif foi o mais alto comandante das Brigadas Qassam do Hamas durante o período do grupo militante. Ataques terroristas de 7 de outubro em Israel, nos quais 1.200 pessoas foram mortas e 251 reféns foram feitos para Gaza.Israel disse que matou Deif em um ataque aéreo em 13 de julho no sul de Gazauma afirmação que o Hamas negou.

Khan também solicitou mandados de prisão para os líderes do Hamas, Ismail Haniyeh e Yahya Sinwar, mas o pedido foi retirado seguindo a conformação de suas mortes.
Haniyeh, que chefiou o gabinete político do Hamas no Qatarfoi morto na capital iraniana, Teerã, no final de julho. Sinwar foi morto como parte da ofensiva de Israel em Gaza em outubro.

Foto de arquivo do líder do Hamas, Mohammed Deif
O Hamas negou que Israel tenha matado Mohammed Diab Ibrahim Al-Masri, mais conhecido como Mohammed DeifImagem: -/dpa/picture-alliance

Netanyahu condena mandado de prisão contra ele

Em resposta ao anúncio do TPI, o primeiro-ministro de Israel condenou o mandado contra ele.

Ele disse que Israel “rejeita com desgosto as ações absurdas e falsas” do tribunal.

“Não há nada mais justo do que a guerra que Israel tem travado em Gaza”, disse Netanyahu, segundo o gabinete do primeiro-ministro israelita.

Afirmou que Netanyahu “não cederá à pressão, não será dissuadido e não recuará” até que os objetivos de guerra de Israel sejam alcançados.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que o TPI “perdeu toda a legitimidade” depois de emitir os mandados contra Netanyahu e Gallant, descrevendo-os como “ordens absurdas sem autoridade”.

“Um momento sombrio para o Tribunal Penal Internacional”, disse o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, que substituiu Gallant no início deste mês, em uma postagem na plataforma X.

O Hamas apelou ao TPI para “expandir o âmbito da responsabilização” a todos os líderes israelitas.

Reações internacionais

Entretanto, a Holanda disse estar preparada para agir de acordo com o mandado de prisão emitido contra Netanyahu, segundo a agência de notícias holandesa ANP.

Quando questionado por jornalistas sobre o anúncio de quinta-feira, Jordaniano O ministro das Relações Exteriores, Ayman Safadi, disse que as decisões do TPI deveriam ser respeitadas.

O principal diplomata da UE, Josep Borrell disse que os mandados contra Netanyahu e Gallant não são políticos e apelou para que a decisão do TPI seja respeitada e implementada.

sdi/kb (AP, AFP, dpa, Reuters)



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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