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Três minutos são suficientes para um abraço de despedida? Um aeroporto da Nova Zelândia decidiu que sim | Arwa Mahdawi

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Arwa Mahdawi

PArting, como todos sabemos, é uma doce tristeza. Mas se você estiver partindo do aeroporto de Dunedin, na Nova Zelândia, é melhor que sua tristeza seja curta e doce. O aeroporto internacional recentemente ganhou as manchetes globais por seu novos sinais limitar os tempos de abraço nas zonas de entrega a três minutos. “Para despedidas mais calorosas utilize o parque de estacionamento”, aconselham as placas. (Você ganha 15 minutos de estacionamento gratuito para suas carícias.)

A política do abraço de três minutos, que surgiu porque muitas pessoas passavam demasiado tempo – e por vezes de forma inadequada – nas zonas de entrega, não foi adoptada por todos. Alguns críticos têm reclamado no Facebook que isso é “desumano” e que o “estado babá enlouqueceu”. Estas são as mesmas pessoas, imagino, que pensam que é uma violação dos seus direitos humanos terem de ficar calados no silencioso vagão do comboio e que geralmente não conseguem seguir regras básicas de etiqueta social.

Em vez de ser desumano, acho que três minutos é um tempo extremamente razoável para um abraço de despedida, embora seja um número um tanto aleatório. Como eles decidiram em três minutos? Não sei se Dunedin gastou milhões pedindo à McKinsey para fazer estudos que quantificassem a quantidade ideal de afeto em áreas públicas de alto tráfego, mas, em entrevista à Rádio Nova Zelândia, o CEO do aeroporto, Daniel De Bono, sugeriu que havia algum tipo de justificativa para o número: ele citou um estudo isso sugere que um abraço de 20 segundos é longo o suficiente para liberar oxitocina – o “hormônio do amor”. No interesse da ciência, invadi minha esposa enquanto ela trabalhava e pedi um abraço cronometrado para poder analisar os benefícios do abraço para mim mesmo. Após 49 segundos ela me disse para ir embora. Assim, em resumo, os dados parecem sugerir que três minutos são mais que suficientes.

Dito isto, acho que o aeroporto de Dunedin perdeu um truque. Cada aspecto da experiência de voo foi agressivamente dividido e monetizado, então por que não arrancar um pouco mais de dinheiro com abraços? Estou surpreso que eles não tenham dado às pessoas a oportunidade de comprar passes de prioridade de paixão por uma pequena taxa, para que pudessem atualizar para alguns minutos extras de carinho. Tenho a sensação de que isso realmente teria decolado.

Arwa Mahdawi é colunista do Guardian



Leia Mais: The Guardian

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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