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Tribunal prorroga detenção de presidente sul-coreano acusado de impeachment | Yoon Suk Yeol

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Agencies in Seoul

Um tribunal sul-coreano concedeu uma prorrogação da detenção do presidente Yoon Suk Yeol, dizendo que havia “preocupação” de que Yoon pudesse “destruir provas” numa investigação criminal relacionada com a sua breve declaração de lei marcial no início de dezembro.

O presidente cassado Coréia do SulYoon Suk Yeol, argumentou que ele seria libertado da custódia perante um tribunal em Seul.

O tribunal distrital ocidental de Seul disse que aprovou o mandado de detenção solicitado pelo Gabinete de Investigação de Corrupção para Altos Funcionários (CIO).

O motivo da aprovação foi “a preocupação de que o suspeito possa destruir provas”, disse o tribunal em comunicado. Segundo o novo mandado, Yoon pode ser detido por até 20 dias. Ele está detido no centro de detenção de Seul.

Até agora, Yoon impediu os esforços do CIO para interrogá-lo, recusando-se a comparecer ao interrogatório. Não ficou claro se Yoon cooperará com os investigadores durante sua detenção prolongada.

Sua aparição no tribunal distrital do oeste de Seul causou cenas caóticas nas ruas próximas, onde milhares de seus fervorosos apoiadores se reuniram durante horas pedindo sua libertação.

Eles entraram em confronto com a polícia, que deteve cerca de 40 manifestantes, incluindo cerca de 20 que pularam uma cerca na tentativa de se aproximar do tribunal. Pelo menos dois veículos que transportavam investigadores anticorrupção foram danificados quando saíam do tribunal após defenderem a prisão de Yoon.

Yoon está detido desde sendo apreendido em uma grande operação policial em sua residência na quarta-feira. Ele foi acusado de orquestrar uma rebelião após sua declaração da lei marcial em dezembro do ano passadoque desencadeou a crise política mais grave da Coreia do Sul desde a sua democratização no final da década de 1980.

Yoon Suk Yeol falando no gabinete presidencial em dezembro. Fotografia: Gabinete Presidencial Coreano/Reuters

Os advogados de Yoon disseram que ele falou por cerca de 40 minutos com o juiz durante a audiência a portas fechadas de quase cinco horas. A sua equipa jurídica e as agências anticorrupção apresentaram argumentos opostos sobre se ele deveria ser mantido sob custódia. Os advogados não compartilharam seus comentários específicos.

Yoon foi transportado para o tribunal de um centro de detenção em Uiwang, perto de Seul, numa carrinha azul do Ministério da Justiça escoltada pela polícia e pelo serviço de segurança presidencial.

A carreata entrou no estacionamento subterrâneo do tribunal enquanto milhares de apoiadores de Yoon se reuniam nas ruas próximas, apesar da forte presença policial. Alguns manifestantes romperam as linhas policiais e bateram nas janelas de sua van que se aproximava do tribunal. Yoon não falou com os repórteres.

Manifestantes pró-Yoon participam de um comício em Seul no sábado. Fotografia: Kim Hong-Ji/Reuters

Depois dos seus investigadores terem sido atacados por manifestantes, a agência anticorrupção pediu às empresas de comunicação social que ocultassem os rostos dos seus membros presentes na audiência.

Não estava claro se Yoon compareceria à audiência no sábado, mas ele parece ter aceitado o conselho de sua equipe jurídica para comparecer pessoalmente perante o juiz.

Um membro da equipe disse que o presidente argumentaria que seu decreto era um exercício legítimo de seus poderes e que as acusações de rebelião não seriam sustentadas por um tribunal criminal ou pelo tribunal constitucional, que está analisando se deve destituí-lo formalmente do cargo ou reintegra-lo. ele.

Nove pessoas, incluindo o ministro da defesa de Yoon, o chefe da polícia e vários comandantes militares de topo, foram presos e indiciados pelos seus papéis na aplicação da lei marcial.

Segundo a lei sul-coreana, orquestrar uma rebelião é punível com prisão perpétua ou pena de morte.

Os advogados de Yoon argumentaram que não há necessidade de detê-lo durante a investigação, dizendo que ele não representa uma ameaça de fuga ou destruição de provas.

Os investigadores responderam que Yoon ignorou vários pedidos para comparecer para interrogatório e que o serviço de segurança presidencial bloqueou uma tentativa de detê-lo em 3 de janeiro. Seu desafio levantou preocupações sobre se ele cumpriria os procedimentos judiciais criminais se não estivesse preso.

Reuters e Associated Press contribuíram com reportagens



Leia Mais: The Guardian

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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