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Trump começa discurso ao Congresso em clima de campanha – 04/03/2025 – Mundo
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Julia Chaib, Victor Lacombe
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou nesta terça-feira (4) o maior palco desde sua posse em 20 de janeiro para defender os principais aspectos da agenda radical que tem implementado, contestada dentro e fora do país.
Trump falou no plenário do Congresso americano, diante de uma plateia de parlamentares dos partidos Republicano e Democrata e em um discurso televisionado em horário nobre dos EUA. No discurso, o presidente defendeu a imposição de tarifas, citando o Brasil, exaltando seus cortes —que incluem demissões em massa—, sua política de imigração e a relação com nações estrangeiras.
Em fala que se assemelhou aos seus discursos de campanha, Trump iniciou dizendo que “a América está de volta”. “Em 43 dias, tivemos mais realizações do que a maioria dos presidentes acumula em quatro ou oito anos, e estamos só começando”, disse.
“Nosso espírito está de volta. Nosso orgulho está de volta. Nossa confiança está de volta. E o sonho americano está crescendo, maior e melhor do que antes. O sonho americano não tem limites”, disse Trump. Ele fez referência ao seu discurso de posse quando disse que os EUA estão numa nova era de ouro, voltando a pintar um país fraco sob Biden —o antecessor, aliás, voltou a ser alvo de ataques no discurso desta terça.
Mesmo com maioria republicana na Câmara e no Senado, a fala não passou incólume e foi alvo de protestos de deputados e senadores democratas —o deputado Al Green, do Texas, interrompeu a fala de Trump logo nos primeiros cinco minutos do discurso, gritando “você não tem mandato” ao presidente. Green foi ordenado a se retirar pelo presidente da Câmara, Mike Johnson —é a primeira vez que isso acontece em um discurso como esse.
“Mais uma vez, olho para os democratas na minha frente e vejo que não há nada que eu possa fazer que vá fazer com que eles sorriam ou aplaudam”, disse Trump logo depois. “É a quinta vez que estou aqui, e é sempre a mesma coisa. Posso curar a pior doença que existe, e essas pessoas aqui não vão bater palmas, não vão se levantar e me apoiar. É muito triste, e não deveria ser assim.”
Em outro ataque aos democratas, Trump disse que a oposição criou um país com “fronteiras abertas”. “Desde que tomei posse, meu governo lançou a repressão mais ampla na nossa fronteira, e rapidamente atingimos os números mais baixos de cruzamentos ilegais na história”, afirmou, defendendo sua medida que criou o chamado gold card, que vende permissões de residência nos EUA a pessoas dispostas a pagar milhões de dólares por isso.
Em determinado momento, Trump exaltou suas medidas contra a comunidade trans, dizendo que não permitirá mais que “homens compitam em esportes femininos” e que estabeleceu que só há dois gêneros: feminino e masculino.
Também agradeceu o bilionário Elon Musk e sua iniciativa de cortes de gastos radicais do governo federal, citando uma série de medidas de veracidade não comprovada, como supostas iniciativas de milhões de dólares que, por exemplo, “criavam ratos trans”, “empoderavam indígenas colombianos” e pagavam por circuncisões em países africanos.
“A época dos burocratas não eleitos acabou”, disse Trump. “Qualquer burocrata que resistir a essas mudanças será removido do seu posto.”
O presidente citou o Brasil junto da União Europeia, China, Índia, Canadá e México quando defendeu suas tarifas. “Onde quer que imponham tarifas contra nós, nós vamos impor tarifas contra eles. Onde quer que eles nos taxem, vamos taxá-los. Todos os países se aproveitaram de nós por muitos anos, mas isso não vai mais acontecer.”
Ao longo do discurso, os democratas ergueram placas que diziam “falso”, “Musk rouba”, e “salve o Medicaid”, o programa de seguro saúde do governo que é alvo dos republicanos há anos. As parlamentares democratas vestiram-se com roupas rosas ou roxas chamativas como forma de protesto a Trump, e muitos membros do partido permaneceram sentados quando o presidente chegou.
O vice-presidente J.D. Vance, que acumula a presidência do Senado, entrou antes do chefe. Ao ser anunciado no microfone, recebeu aplausos de republicanos. A maior parte dos democratas, porém, não se manifestou.
O bilionário Elon Musk chegou ao plenário por volta de 21h, bem antes da entrada de Trump e dos membros oficiais do gabinete presidencial —o dono do X não está à frente de nenhuma pasta, apesar de comandar o Doge.
Ele foi aplaudido por algumas poucas pessoas e não foi autorizado a ficar no piso inferior junto com os parlamentares e onde Trump falou. Ele ficou sentado perto de familiares do presidente, entre eles Donald Trump Jr.
Foi o primeiro discurso ao Congresso do segundo mandato de Donald Trump. Esta mensagem aos parlamentares é tradicionalmente feita pelos presidentes da República anualmente, sob o nome de discurso de Estado da União, mas desta vez não recebeu oficialmente essa alcunha —é tradição que presidentes recém-empossados só se refiram ao discurso anual dessa forma a partir do segundo ano do mandato.
Desde que assumiu a Casa Branca, Trump tomou uma série de medidas que visam ampliar o próprio poder, desmantelar instituições e bagunçar a relação com antigos aliados. Suas ações têm sido contestadas em tribunais americanos, que impediram algumas de ir adiante, mas muitas outras tem tido efeito profundo nos EUA e no mundo.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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