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Trump e Harris recorrem a podcasts, e talvez Joe Rogan, para impulsionar as eleições nos EUA | Notícias de Donald Trump

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Numa tentativa de conquistar os eleitores jovens, os candidatos presidenciais dos EUA, Donald Trump e Kamala Harris, fizeram uma série de paragens de campanha pouco ortodoxas na reta final da corrida de 2024: podcasts.

Harris entrou no mundo do podcasting juntando-se ao podcast mais popular entre as mulheres, Chame ela de papai.

Mas é Trump quem parece ter realmente abraçado os novos meios de comunicação, aparecendo numa série de podcasts e programas do YouTube que são particularmente seguidos por homens jovens. A programação inclui episódios com os brincalhões The Nelk Boys, o comediante Theo Von, o influenciador Logan Paul e o comentarista político Patrick Bet-David. Cada um obteve milhões de visualizações.

A candidata presidencial democrata Kamala Harris fala com Alex Cooper durante uma gravação do podcast ‘Call Her Daddy’, 6 de outubro (Call Her Daddy/Handout via Reuters)

Mas na sexta-feira, Trump deverá fazer a sua maior aparição num podcast até agora – reunindo-se com o chefão da indústria Joe Rogan, de acordo com responsáveis ​​da campanha citados pela Reuters e vários outros meios de comunicação.

“Do ponto de vista político, é preciso descobrir o que as pessoas estão fazendo, o que estão assistindo, e é preciso seguir em frente”, disse Trump, cuja campanha há muito procura alcançar Rogan e suas dezenas de milhões de ouvintes. uma das paradas recentes do podcast. “Acabei de ver que essas plataformas estão começando a dominar, estão obtendo números muito grandes.”

A campanha de Harris também conversou com a equipe de Rogan sobre um possível podcast antes da eleição, mas ainda não foi confirmado, segundo a Reuters.

Por que Joe Rogan?

Rogan, ex-comentarista de artes marciais mistas e apresentador de reality show, iniciou seu podcast, The Joe Rogan Experience, em 2009 com episódios caseiros que abordavam tudo, desde OVNIs e psicodélicos até preparação física.

Sua lista eclética de convidados e personalidade de pensamento livre lhe renderam seguidores leais e, em 2015, ele era uma força dominante na indústria. Nos últimos anos, seus convidados incluíram nomes como Elon Musk, Edward Snowden, Mike Tyson e Kanye West.

7 de maio de 2022; Phoenix, Arizona, EUA; O apresentador do UFC Joe Rogan durante o UFC 274 no Footprint Center. Crédito obrigatório: Mark J. Rebilas-USA TODAY Sports
Joe Rogan durante um evento do Ultimate Fighting Championship (UFC) no Footprint Center, Phoenix, Arizona, 7 de maio de 2022 (Mark J Rebila/USA TODAY Sports via Reuters)

Os críticos de Rogan dizem que ele atende convidados de direita, com conversas frequentes contra a esquerda “acordada”. Suas opiniões políticas parecem confusas. Ele defendeu a descriminalização das drogas, os direitos dos homossexuais e a saúde universal em seu podcast, ao mesmo tempo que defende causas conservadoras, como o direito às armas.

Em 2020, Rogan apoiou o senador progressista de Vermont Bernie Sanders para presidente, mas depois que Sanders perdeu a indicação para Joe Biden, Rogan comentou: “Prefiro votar em Trump do que em (Biden)”.

Qualquer que seja a sua política, Rogan tem um alcance tremendo – 14,5 milhões de seguidores no Spotify, 17 milhões de seguidores no YouTube e mais 19 milhões no Instagram.

De acordo com a Edison Research, esse público é conservador. Os seus dados mostram que 32% dos ouvintes se identificam como republicanos, enquanto 27% são democratas; 35 por cento não se enquadram em nenhuma das categorias.

O público de Rogan também é predominantemente jovem e masculino, com 80% dos ouvintes sendo homens e 51% com idades entre 18 e 35 anos, segundo Edison. Embora esse grupo demográfico geralmente favoreça Trump, conectar-se com eles poderia oferecer a Harris, que tem lutado para fazer incursões com homens de todas as raçasuma oportunidade única de mudar a narrativa.

A opinião de Rogan sobre os candidatos

Rogan, por vezes, criticou Trump e Harris, chamando o ex-presidente de uma “ameaça existencial à democracia” e expressando preocupação de que uma administração Harris levaria a uma “repressão” ao discurso online.

Em 2022, Rogan disse que rejeitou repetidamente as propostas da equipe de Trump, afirmando: “Tive a oportunidade de tê-lo em meu programa mais de uma vez – sempre disse não. Não quero ajudá-lo”.

No entanto, Rogan mais tarde pareceu mais aberto a um episódio de Trump, dizendo a um convidado que o incitou sobre hospedar o candidato em 2023: “Não sei. Talvez… Seria interessante ouvir a perspectiva dele sobre muitas coisas.”

Em outros podcasts, Rogan saiu em defesa de Trump, dizendo recentemente, em setembro, ao colega comediante Tom Segura: “Ele (Trump) não era um ditador. Ele era o presidente… e a economia realmente teve um bom desempenho.”

Rogan não apoiou Trump ou Harris na corrida de 2024, embora tenha elogiado o candidato independente Robert F. Kennedy Jr, que mais tarde desistiu e jogou seu peso atrás de Trump.

Um alcance para eleitores indecisos?

Embora a colaboração Rogan-Trump e Rogan-Harris certamente geraria buzz, não está claro quanto isso representaria para qualquer uma das campanhas.

Um recente Enquete YouGov de mais de 3.100 adultos norte-americanos descobriram que mais de metade dos entrevistados acreditam que um possível episódio Harris-Rogan “não faria diferença” na forma como vêem o candidato. Apenas 14 por cento disseram que veriam Harris de forma mais favorável, enquanto 13 por cento disseram que a veriam de forma menos favorável.

Um ouvinte de longa data de Rogan, Joshua Valle, disse à Al Jazeera que “definitivamente” sintonizaria um episódio com Trump ou Harris, mas “não há como isso mudar meu voto”.

“Acho que é o caso de muita gente”, disse Valle, que pretende votar “contra Trump”.

Ele acrescentou: “Trump provavelmente é um convidado de podcast melhor do que um presidente… Eu me pergunto se é por isso que Rogan hesitou em tê-lo por tanto tempo”.

Joshua Scacco, diretor do Centro para Democracia Sustentável e professor associado de comunicação política na Universidade do Sul da Flórida, disse à Al Jazeera que embora uma aparição no podcast de Rogan “possa ter pouco impacto direto” devido ao “pequeno grupo de eleitores indecisos”, poderia ajudar a mobilizar as bases dos candidatos “devido à subsequente cobertura mediática”.

‘Perseguindo seu público’

Fazer campanha através de podcasts como The Joe Rogan Experience é, em muitos aspectos, um reflexo do cenário em evolução da mídia e da atração mais fraca dos anúncios de TV tradicionais, disseram analistas.

“Os candidatos presidenciais estão a responder a um ambiente mediático em que não conseguem atingir o máximo do eleitorado como antes através da compra de anúncios durante programas noticiosos nacionais e locais”, disse Natalie J Stroud, professora de comunicações na Universidade do Texas em Austin. disse à Al Jazeera. “Ao fazer aparições na mídia de nicho, os candidatos esperam alcançar públicos distintos não apenas para fortalecer sua base, mas também para potencialmente converter eleitores ou influenciar indecisos.”

Scacco acrescentou: “Os candidatos agora devem perseguir seu público em ambientes como programas de podcast, comédias noturnas ou talk shows diurnos na televisão”.

As aparições em podcasts também são boas para criar momentos virais, que os seguidores dos candidatos podem gravar e compartilhar amplamente nas plataformas de mídia social, alcançando eleitores tradicionalmente de difícil acesso.

“A mensagem não está contida no podcast em si”, disse Scacco.

Com Trump e Harris pescoço a pescoço nas pesquisaseles sabem que cada postagem viral é uma forma de moldar a narrativa e alcançar mais pessoas, especialmente jovens cibernéticos que podem estar desconectados da política tradicional, mas são ouvintes leais de podcast.

“Numa eleição tão apertada, novas estratégias… poderiam ter resultados importantes”, disse Stroud.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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