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Trump mostrou os dentes, de leve, para o Brasil – 04/01/2025 – Elio Gaspari
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Com a eleição fraudada, Nicolás Maduro começará seu novo mandato como presidente da Venezuela. Não mostrou as atas eleitorais, desprezou as críticas e ofereceu US$ 100 mil em dinheiro para quem o ajudar a capturar o candidato da oposição.
Edmundo González ficará na Argentina, onde Javier Milei considera-o presidente eleito.
Esse jogo ficará no campo do palavrório até o dia 20, quando Donald Trump assumirá o governo dos Estados Unidos.
No caldeirão do trumpismo cozinha-se alguma surpresa para a América Latina.
Noves fora os imigrantes, Cuba e Venezuela, Trump já mostrou os dentes para o Panamá e, de leve, para o Brasil.
EUA cucarachas
Os presidentes americanos pegaram um vírus de alguns de seus similares latino-americanos e desaprenderam a arte de sair com elegância da Casa Branca.
Em 2021, Trump tentou um golpe. Já Joe Biden perdoou os crimes do filho atacando o Judiciário e soltou a notícia de que cogita atacar as instalações nucleares do Irã. Elas estão lá há mais de dez anos.
Em 1801, o presidente John Adams saiu de Washington para não passar o cargo a Thomas Jefferson, mas não aporrinhou os outros.
Delírio palaciano
Pelo menos um ministro do Supremo Tribunal Federal com tradição de amor à intimidade palaciana teve uma conversa impertinente com Jair Bolsonaro nos últimos meses de 2021. A impertinência esteve no que o doutor aceitou ouvir.
A habilidade de Carter
Nos últimos dois anos morreram dois personagens do século passado, ambos centenários.
Henry Kissinger, um diplomata que se tornou figura pop enquanto esteve no poder, foi-se em 2023. Teve um funeral de segunda, assombrado pelos fantasmas de seu apoio ao golpe do Chile e pela inutilidade de seus bombardeios no Vietnã.
No final de 2024, morreu Jimmy Carter. Derrotado na eleição de 1980, parecia um político fracassado. Teve um funeral de primeira pela firmeza com que defendeu a democracia e os direitos humanos.
Kissinger e Carter eram frios como cobras. Um (Carter) gostava da vida e tinha senso de humor. O outro (Kissinger) era um atormentado.
Uma cena de 1978 ilustra a leveza com que Carter levava a vida.
Depois de muita costura, o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, e o presidente do Egito, Anwar Sadat, desceram em Camp David, a casa do presidente dos Estados Unidos nas montanhas. Era a primeira vez que isso acontecia. Begin era um radical, e Sadat havia atacado Israel em 1973.
Na primeira reunião, Sadat puxou um texto de exigências e leu-o por 90 minutos. Queria um Estado Palestino com capital em Jerusalém, a retirada dos israelenses para as fronteiras de 1967 e o desmanche dos assentamentos em áreas contestadas. Só faltava exigir que se convertessem ao islamismo.
Begin ouviu calado e parecia estar a um passo de uma explosão. A reunião começava da pior maneira possível.
Carter quebrou o silêncio e, sério, dirigiu-se a Begin. Disse-lhe que endossasse a proposta de Sadat. Assinando-a, dispensaria maiores discussões.
Os três deram uma grande gargalhada e começaram as conversas que durariam 13 dias.
O acordo de Camp David esfriou a tensão no Oriente Médio, mas, como se viu, deu em pouca coisa.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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