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Trump quer controlar a Groenlândia: 4 desfechos à polêmica – 13/01/2025 – Mundo

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Laura Gozzi, Robert Greenall

Nas últimas semanas, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou um interesse renovado em assumir o controle da Groenlândia, um território amplamente autônomo da Dinamarca no Ártico e a maior ilha do mundo.

Ele indicou pela primeira vez a intenção de comprar a Groenlândia em 2019, durante seu primeiro mandato como presidente. Mas nesta semana ele foi além, recusando-se a descartar a força econômica ou militar para assumir o controle.

Autoridades dinamarquesas e europeias responderam negativamente, dizendo que a Groenlândia não está à venda e que sua integridade territorial deve ser preservada.

Então, como essa situação incomum poderia se desenrolar, com dois aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em desacordo sobre um enorme território que é 80% coberto de gelo, mas tem considerável riqueza mineral inexplorada?

E como as aspirações de independência entre a população da Groenlândia, com 56 mil habitantes, sob controle dinamarquês por 300 anos, podem afetar o resultado?

Aqui, analisamos quatro cenários possíveis para o futuro do território desejado.

Trump perde o interesse, nada acontece

Há algumas especulações de que a ação de Trump é apenas fanfarronice, algo para fazer a Dinamarca aumentar a segurança da Groenlândia diante da ameaça da Rússia e da China buscando influência na região.

Em dezembro de 2024, a Dinamarca anunciou um novo pacote militar de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões) para o Ártico. Ele havia sido preparado antes dos comentários de Trump, mas o anúncio poucas horas depois deles foi descrito pelo ministro da defesa dinamarquês como uma “ironia do destino”.

“O que era importante no que Trump disse era que a Dinamarca tem que cumprir suas obrigações no Ártico ou tem que deixar os EUA fazerem isso”, diz Elisabet Svane, correspondente política chefe do jornal dinamarquês Politiken.

Marc Jacobsen, professor associado do Royal Danish Defence College, acredita que este é um caso de Trump “se posicionando antes de assumir o cargo”, enquanto a Groenlândia está usando a ocasião para ganhar mais autoridade internacional, como um passo importante em direção à independência.

Então, mesmo que Trump perdesse mais interesse na Groenlândia agora, o que o professor Jacobsen acha ser o cenário mais provável, ele certamente colocou os holofotes sobre a questão.

Mas a independência da Groenlândia está na agenda há muitos anos, e alguns dizem que o debate pode até ir na direção oposta.

“Notei que nos últimos dias o primeiro-ministro da Groenlândia está mais calmo em seus comentários — ou seja, sim, queremos independência, mas a longo prazo”, diz Svane.

Há um consenso na Groenlândia de que a independência acontecerá eventualmente, e também que se a Groenlândia votar a favor, a Dinamarca a aceitará e ratificará.

No entanto, também é improvável que a Groenlândia vote pela independência, a menos que seu povo tenha garantias de que pode manter os subsídios que recebe atualmente da Dinamarca para pagar por coisas como assistência médica e sistema de bem-estar social.

“O primeiro-ministro da Groenlândia pode estar em pé de guerra agora, mas no caso de ele realmente convocar um referendo, precisará de algum tipo de narrativa convincente sobre como salvar a economia e o sistema de bem-estar da Groenlândia”, disse Ulrik Gad, pesquisador sênior do Instituto Dinamarquês de Estudos Internacionais, à BBC.

Um possível próximo passo é uma associação livre —algo como os EUA têm atualmente com os Estados do Pacífico, como Ilhas Marshall, Micronésia e Palau.

A Dinamarca se opôs anteriormente a esse status, tanto para a Groenlândia quanto para as Ilhas Faroé. Mas, de acordo com Gad, a atual primeira-ministra Mette Frederiksen não é categoricamente contra.

“A compreensão dinamarquesa da experiência histórica da Groenlândia é muito melhor do que era há 20 anos”, diz Gad, com a Dinamarca aceitando a responsabilidade colonial.

As discussões recentes “podem persuadir [Frederiksen] a dizer ‘melhor manter a Dinamarca no Ártico e continuar com algum tipo de conexão com a Groenlândia, mesmo que seja mais frouxa'”, acrescenta.

Mas, mesmo que a Groenlândia consiga se livrar da Dinamarca, ficou claro nos últimos anos que ela não pode se livrar dos Estados Unidos. Os americanos nunca realmente saíram depois de assumir o controle da ilha na Segunda Guerra Mundial, e veem isso como vital para sua segurança.

Um acordo em 1951 afirmou a soberania básica da Dinamarca sobre a ilha, mas, na verdade, deu aos EUA o que eles queriam.

Gad disse que as autoridades da Groenlândia estiveram em contato com as duas últimas administrações dos EUA sobre o papel de Washington. “Eles agora sabem que os Estados Unidos nunca sairão.”

Trump aumenta a pressão econômica

Houve especulações de que a retórica econômica de Trump é potencialmente a maior ameaça à Dinamarca —com os EUA aumentando drasticamente as tarifas sobre produtos dinamarqueses, ou mesmo da União Europeia, forçando a Dinamarca a fazer algum tipo de concessão sobre a Groenlândia.

O professor Jacobsen diz que os governos dinamarqueses estão se preparando para isso, e não apenas por causa do território do Ártico.

Trump tem ameaçado impor tarifas universais de 10% sobre todas as importações dos Estados Unidos, o que poderia, entre outras coisas, prejudicar significativamente o crescimento europeu. E algumas empresas dinamarquesas e outras empresas europeias estão considerando a criação de fábricas nos EUA.

Possíveis opções para aumentar tarifas incluem invocar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977, disse Benjamin Cote, do escritório de advocacia internacional Pillsbury, ao site MarketWatch.

Uma das principais indústrias dinamarquesas potencialmente afetadas por isso é a farmacêutica. Os Estados Unidos recebem produtos como aparelhos auditivos e a maior parte de sua insulina da Dinamarca, assim como o medicamento para diabetes Ozempic, fabricado pela empresa dinamarquesa Novo Nordisk.

Analistas dizem que o aumento nos preços que resultaria dessas medidas não agradaria ao público dos Estados Unidos.

Trump invade a Groenlândia

A “opção nuclear” parece absurda, mas com Trump falhando em descartar uma ação militar, ela tem que ser considerada.

Essencialmente, não seria difícil para os EUA assumirem o controle, dado que eles já têm bases e muitas tropas na Groenlândia.

“Os EUA já têm o controle de fato”, diz o professor Jacobsen, acrescentando que as observações de Trump pareciam mal informadas e que ele não entendeu o sentido delas.

Dito isso, qualquer uso de força militar por Washington criaria um incidente internacional.

“Se eles invadirem a Groenlândia, eles invadem a Otan”, diz Svane. “Então é aí que para. O Artigo 5 teria que ser acionado. E se um país da Otan invadir a Otan, então não há Otan.”

Gad diz que Trump soa como o presidente chinês Xi Jinping falando sobre Taiwan ou Vladimir Putin, da Rússia, falando sobre a Ucrânia.

“Ele está dizendo que é legítimo para nós tomarmos este pedaço de terra”, diz ele. “Se o levarmos realmente a sério, isso é um mau presságio para toda a aliança ocidental.”

(Colaborou George Sandemar)

Esta reportagem foi originalmente publicada aqui.



Leia Mais: Folha

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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