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Trump sugere que os palestinos deixem Gaza e ‘apenas limpemos’ o território | Notícias dos EUA
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Emma Graham-Harrison in Jerusalem
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que um grande número de palestinos deveria deixar Gaza para “simplesmente limpar” toda a faixa, depois de ordenar aos militares dos EUA que reiniciassem os envios de bombas de 2.000 libras para Israel.
Trump disse que queria Gaza residentes se mudem para nações vizinhas, e que o seu deslocamento poderia ser “temporário ou de longo prazo”, após um telefonema com o rei Abdullah da Jordânia no sábado.
“Prefiro me envolver com algumas nações árabes e construir moradias em um local diferente, onde talvez possam viver em paz, para variar”, disse Trump a repórteres no Air Force One.
“Você está falando de provavelmente um milhão e meio de pessoas, e nós simplesmente limpamos tudo e dizemos: ‘Sabe, acabou.’”
Gaza tem 2,3 milhões de habitantes. Trump disse que perguntou ao rei Abdullah se o país aceitaria mais palestinos. A Jordânia já acolhe 2,4 milhões de refugiados palestinos, provenientes de famílias expulsas em 1948, após a criação de Israel.
“Eu disse-lhe: adoraria que você se ocupasse mais porque estou a olhar para toda a Faixa de Gaza neste momento e está uma confusão, é uma verdadeira confusão. Gostaria que ele levasse as pessoas”, disse Trump, quando questionado sobre a ligação.
Ele também sugeriu o Egito como destino para os residentes de Gaza e disse que levantaria a questão com o presidente Abdel Fattah al-Sisi no domingo.
Desde o início da guerra em 2023, o Egipto tem alertado repetidamente contra o deslocamento forçado de palestinianos de Gaza e reforçou a sua fronteira. Sisi disse que qualquer medida para empurrar as pessoas para o Sinai colocaria em risco as relações com Israel, incluindo o tratado de paz de 1979 entre os dois países.
Mustafa Barghouti, um importante político palestino, disse que “rejeitou completamente” os comentários de Trump, informou a agência de notícias palestina Ma’an. Barghouti alertou contra as tentativas de “limpeza étnica” em Gaza, dizendo: “O povo palestiniano está empenhado em permanecer na sua terra natal”.
Dentro de Israel houve chamadas desde o início da guerra para a transferência permanente e forçada de seus residentes. Os comentários de Trump foram bem recebidos por políticos de extrema direita que apoiam os assentamentos judaicos em Gaza.
O ministro das finanças israelita, Bezalel Smotrich, descreveu a relocalização dos palestinianos como uma “grande ideia” e disse que trabalharia com o primeiro-ministro e o gabinete para criar um “plano operacional para implementação” o mais rapidamente possível.
Antes de Trump assumir o cargo, um funcionário da sua equipe de transição disse que o governo estava discutindo a realocação de 2 milhões de palestinos. durante a reconstrução se um atual cessar-fogo provisório se mantiver, a Indonésia será um destino possível. Jacarta disse que não tinha conhecimento de tal plano.
Trump não apresentou qualquer visão para a governação do pós-guerra em Gaza. Ao assinar ordens executivas após sua posse, ele discutiu o território como uma perspectiva imobiliária, elogiando sua localização à beira-mar e o clima.
“Olhei para uma fotografia de Gaza, é como um enorme local de demolição”, disse ele na terça-feira, acrescentando: “Tem de ser reconstruída de uma forma diferente”.
As autoridades do Catar, que mediaram a pausa nos combates em Gaza, descreveram “qualquer plano que terminasse com a realocação ou reocupação” como uma linha vermelha.
A nova administração de Trump prometeu “apoio inabalável” a Israel, e posições-chave foram assumidas por apoiantes linha-dura da sua expansão, incluindo o embaixador
A embaixadora de Trump na ONU disse nas audiências de confirmação que considerava que Israel tinha um “direito bíblico” à Cisjordânia, que Israel ocupou em 1967, mas que a maior parte do mundo reconhece como o coração de um futuro Estado palestiniano.
Também no sábado, Trump disse que ordenou a retomada dos envios de algumas das maiores bombas para Israel, uma medida amplamente esperada.
Biden fez uma pausa entrega das bombas de 2.000 libras devido a preocupações com as vítimas civis em Gaza causadas pelas poderosas armas, que rasgam concreto espesso e metal numa grande área.
Quando questionado sobre por que lançou as bombas poderosas, Trump respondeu: “porque eles as compraram”.
A administração Biden enviou milhares de bombas de 2.000 libras para Israel após o início da guerra, antes de interromper os envios no ano passado.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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