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Ucrânia se prepara para combater tropas norte-coreanas em Kursk à medida que a guerra aumenta | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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A Ucrânia preparou-se para combater as tropas norte-coreanas na região russa de Kursk na quarta-feira, enquanto a entrada de uma segunda potência nuclear na guerra da Rússia contra a Ucrânia ameaçava agravar e ampliar o conflito.
O Pentágono dos Estados Unidos confirmou na terça-feira que as tropas norte-coreanas estavam em Kursk, onde a Ucrânia lançou uma contra-invasão há quase três meses.
Porta-voz do Pentágono Pat Ryder disse que havia “um pequeno número (de tropas norte-coreanas) no oblast de Kursk, com mais alguns milhares que estão quase lá ou que chegarão em breve”.
Um alto funcionário sul-coreano disse a repórteres na quarta-feira que cerca de 3.000 soldados norte-coreanos estavam sendo transferidos para perto das linhas de frente.
Secretário-Geral da OTAN, Mark Rute confirmou a implantação na segunda-feira. “Hoje posso confirmar que tropas norte-coreanas foram enviadas para a Rússia e que unidades militares norte-coreanas estão enviadas para a região de Kursk”, disse ele aos jornalistas.
Ele chamou-lhe “uma escalada significativa no envolvimento contínuo (da República Popular Democrática da Coreia) na guerra ilegal da Rússia” e “uma expansão perigosa da guerra da Rússia”.
Ryder confirmou que a Coreia do Norte enviou um total de 10.000 soldados para treinamento no leste da Rússia. Inteligência sul-coreana e ucraniana semana passada sugeriu o número pode chegar a 12.000.
Até que ponto estas tropas poderiam ajudar o esforço de guerra da Rússia não é claro porque as necessidades de pessoal russo são enormes.
O comandante das forças terrestres ucranianas, Oleksandr Pavlyuk, disse via Telegram no domingo que cerca de 10.520 russos foram mortos ou feridos na semana anterior.
Só em Kursk, a Rússia sofreu 17.800 baixas nos últimos três meses, disse o comandante-em-chefe ucraniano, Oleksandr Syrskii, no Telegram, incluindo 6.600 mortos.
A Coreia do Norte não poderia fazer uma diferença apreciável, disse a investigadora Olena Guseinova num novo estudo para a Fundação Friedrich Naumann na semana passada.
“O regime, em perspectiva, poderia potencialmente fornecer à Rússia 3 a 4 unidades adicionais, compreendendo 15.000 a 20.000 soldados de diversas competências”, concluiu ela. “Mesmo nesse caso, porém, é pouco provável que a assistência norte-coreana altere o curso geral da guerra.”
As razões, disse ela, foram políticas e militares. “O envio de um grande número de soldados coloca desafios no controlo dos seus movimentos no terreno, aumentando a possibilidade de deserção ou deserção”, escreveu Guseinova, exigindo que “o pessoal de segurança monitorize de perto as tropas”.
Ela também disse: “A Coreia do Norte não pode permitir-se esgotar os seus valiosos recursos humanos, especialmente tendo em conta que o seu principal adversário, a Coreia do Sul, tem uma população duas vezes maior.”
Cuidado dos aliados de ambos os lados
As mensagens dos EUA sobre os termos do envolvimento da Ucrânia com as forças norte-coreanas eram confusas, uma vez que as autoridades pareciam enfrentar as implicações de Washington encorajar abertamente o envolvimento de um adversário nuclear através de representantes.
Questionado na terça-feira se apoiava o ataque da Ucrânia aos norte-coreanos, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse: “Se eles cruzarem para a Ucrânia, sim”.
Questionado sobre se a Ucrânia tinha liberdade para usar armas dos EUA contra as tropas norte-coreanas, Ryder disse: “Fomos muito claros que a Ucrânia é capaz de empregar essas capacidades para defender o seu território soberano de ameaças que emanam do outro lado da fronteira ou de dentro do território ucraniano.”
Na quarta-feira, a Coreia do Sul pareceu recuar nas sugestões anteriores de que poderia ajudar militarmente a Ucrânia, em retaliação pela ajuda do Norte à Rússia.
da Coreia do Sul Yonhap A Agência de Notícias disse que Seul não enviaria projéteis de 155 mm para a Ucrânia, citando fontes do gabinete do presidente Yoon Suk-yeol.
Uma semana antes, um funcionário presidencial sul-coreano não identificado foi citado pela Reuters dizendo aos repórteres: “Consideraríamos o fornecimento de armas para fins defensivos como parte dos cenários passo a passo, e se parecer que eles estão indo longe demais, também poderemos considere o uso ofensivo.
A Coreia do Sul enviará uma delegação de inteligência para monitorizar a eficácia militar das tropas norte-coreanas.
Também houve cautela entre os amigos da Rússia.
O presidente russo, Vladimir Putin, organizou uma cimeira dos BRICS em Kazan na semana passada, numa tentativa de mostrar que a Rússia tem apoio no mundo.
A Declaração de Kazan, no entanto, assinada pela China, Índia, Brasil e outros, enfatizou uma resolução pacífica para o conflito, “de forma consistente com os Propósitos e Princípios da Carta das Nações Unidas”.
O artigo 2.º da Carta apela às nações para que “resolvam os seus litígios internacionais por meios pacíficos” e “abstenham-se, nas suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”.
O único aliado da Rússia na Europa, a Bielorrússia, parecia negar que pudesse seguir os passos da Coreia do Norte.
“Seria um passo para a escalada do conflito se as forças armadas de qualquer país, mesmo da Bielorrússia, estivessem na linha de contacto”, disse o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, a Steve Rosenberg, da BBC.
“Mesmo que nos envolvêssemos na guerra, este seria um caminho para a escalada. Por que? Porque vocês, os anglo-saxões, diriam imediatamente que outro país se envolveu de um lado… então as tropas da OTAN seriam enviadas para a Ucrânia.”

Os ganhos incrementais da Rússia continuam
A Rússia continuou a obter pequenos ganhos territoriais dentro da própria Ucrânia durante a semana passada, tal como tem feito ao longo deste ano.
No domingo, as tropas russas capturaram o assentamento de Selidovo, na região oriental de Donetsk, avançando de várias direções ao mesmo tempo.
Numa aparente inovação táctica, as forças russas também montaram drones leves de visão em primeira pessoa (FPV) com munições em drones pesados de reconhecimento, permitindo-lhes viajar mais profundamente atrás das linhas ucranianas.
“A zona de dano foi ampliada devido à profundidade de penetração do UAV (veículo aéreo não tripulado) de reconhecimento principal, que… lançou o drone FPV diretamente na área de impacto com os alvos”, disse o porta-voz da Guarda Nacional, Vitaly Mylovydov. uma maratona.
Apesar dos pequenos e constantes ganhos territoriais, a Rússia não conseguiu nada parecido com o ritmo da sua invasão inicial, afirmam especialistas militares.
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), um think tank com sede em Washington, avaliou que os ganhos russos em setembro foram em média de 14 quilómetros quadrados (5,4 milhas quadradas) por dia, pouco mais de 1 por cento dos 1.265 quilómetros quadrados (488 milhas quadradas) Tropas russas apreendidas por dia em março de 2022.
“Os rápidos avanços russos profundamente no território ucraniano, incluindo a tomada temporária de grandes porções dos oblasts de Kiev, Chernihiv, Sumy e Kharkiv caracterizaram o primeiro mês da invasão russa em grande escala”, disse o ISW, “enquanto os avanços russos mais recentes foram caracterizado por avanços táticos localizados e em pequena escala”.


Ucrânia desenvolvendo sua base industrial de defesa
Irritada com a falta de prontidão ou determinação dos seus aliados em enviar as armas de que necessita, a Ucrânia promoveu o desenvolvimento da sua própria indústria de defesa durante o ano passado.
Participando na quarta cimeira Ucrânia-países nórdicos, na segunda-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, incentivou mais investimentos na base industrial de defesa da Ucrânia e da Europa.
“Por favor, continuem a desenvolver as suas próprias indústrias, produzindo tudo o que é necessário para a defesa, incluindo itens sensíveis como microchips. A Europa precisa de força industrial e independência de outras partes do mundo”, afirmou Zelenskyy.
Ele parecia referir-se à restrição dos EUA ao uso das suas armas a um curto alcance da fronteira ucraniana, o que também afecta as armas fabricadas na Europa com componentes dos EUA. A Ucrânia tem procurado usar armas de longo alcance dos EUA para atacar campos de aviação russos.
A política industrial da Ucrânia produziu resultados impressionantes. O seu Ministério da Defesa revelou na terça-feira que nos primeiros 10 meses do ano emitiu contratos para o fornecimento de 1,6 milhões de drones de vários tipos, dos quais quase 1,3 milhões foram entregues.
A Ucrânia substituiu drones por munições de 155 mm, onde a Rússia tem uma vantagem de aproximadamente 2:1, e utilizou-os com precisão devastadora contra drones, abrigos e blindados russos.
As forças armadas da Ucrânia disseram que os pilotos de drones estavam praticando a destruição de drones Gerbera de fabricação russa como treinamento para derrubar drones Shahed projetados pelo Irã.
Na sexta-feira, Zelenskyy disse ao seu conselho de segurança nacional: “A maior prioridade são os drones, claro; incluindo drones que podem abater Shaheds e outros drones de ataque.”
No domingo, o CEO da empresa de defesa alemã Rheinmetall, Armin Papperger, disse à agência de notícias ucraniana TSN que a empresa concluiu a construção da primeira de quatro fábricas na Ucrânia e começará a produzir veículos blindados de combate Lynx para as forças armadas ucranianas até o final do ano. A Rheinmetall também está construindo fábricas para produzir pólvora, munições e sistemas de defesa aérea.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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