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Cinco dias depois, os árabes-americanos estão divididos sobre Harris v Trump: votar estrategicamente ou moralmente? | Eleições nos EUA 2024
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Timothy Pratt in Norcross, Georgia
É sábado à tarde no mercado e restaurante Al Madina Halal em Norcross, Geórgiae a fila tem quatro pessoas para sanduíches de shawarma ou perna de cordeiro com arroz de açafrão e dois acompanhamentos.
Uma televisão na parede, perto de um grupo de mesas, mostra correspondentes da Al Jazeera reportando de vários países, em tela dividida, sobre o ataque de Israel a alvos militares iranianos no dia anterior.
Mohammad Hejja está a beber iogurte, observando a agitação na loja que comprou em 2012. Há compradores e funcionários do Sudão, Etiópia, Irão, Paquistão, Marrocos e outros países – um sinal claro do que torna o condado circundante de Gwinnett, com quase um milhão de habitantes. moradores, o mais diversificado no sudeste.
Hejja tem cidadania jordaniana e norte-americana, mas a sua família é palestina. Os soldados da nascente nação de Israel expulsaram os seus avós da Palestina na Nakba de 1948 – a catástrofe palestiniana causada pela criação de Israel.
Questionado sobre como espera que a sua comunidade vote quando os americanos forem às urnas na próxima semana, ele diz: “Todos estão confusos sobre esta eleição”. A sua principal preocupação é “parar a guerra”, referindo-se ao contínuo bombardeamento de Gaza por Israel e aos recentes ataques ao Líbano.
A questão é a principal preocupação dos eleitores árabes-americanos em todo o país. Alguns pesquisas sugerir que os árabes-americanos poderiam abandonar em massa os democratas por causa do apoio do governo Biden a Israel; noutros lugares, defensores e líderes comunitários estão a organizar-se urgentemente para evitar uma vitória de Donald Trump, alertando para os impactos no Médio Oriente e em questões internas, como a imigração, caso o candidato republicano seja reeleito.
A menos de uma semana de 5 de Novembro, uma coisa é certa: “Não se pode avaliar os árabes como um bloco eleitoral coerente”, diz Kareem Rifai, um estudante sírio-americano de pós-graduação na Walsh School of Foreign Service de Georgetown. Rifai, co-fundador da Universidade de Michigan Estudantes para o capítulo de Biden em 2020, autodenomina-se um “eleitor de política externa” e mantém o candidato democrata neste ciclo devido à “forte posição do partido em relação à Rússia”.
Rifai pesou sobre a votação árabe-americana em X recentemente, dizendo que estava “retirando meu cartão árabe muçulmano do Metro-Detroit” para que os não-árabes soubessem que pessoas vindas de todo o mundo árabe têm opiniões diferentes sobre as próximas eleições.
“Os líderes da comunidade árabe socialmente conservadores pró-Hezbollah… não são representativos dos árabes americanos da mesma forma que os árabes liberais seculares ou os árabes cristãos anti-Hezbollah, etc, etc, não são representativos de todos os árabes americanos”, escreveu Rifai.
Ao mesmo tempo, antes deste ano, os árabes-americanos eram mais claros na sua preferência pelos democratas – nesta altura de 2020, Joe Biden liderado Trump por 24 pontos, e as pesquisas de saída mostraram que mais de 85% dos eleitores árabes-americanos apoiaram os democratas em 2004 e 2008.
Hoje, os eleitores árabes-americanos parecem mais dispostos a ignorar a proibição de Trump de viajar de certos países de maioria muçulmana – e a sua voto para reimpor uma proibição se for reeleito – bem como o seu firme apoio a Israel.
Michigan, estado natal de Rifai, abriga um estimado em mais de 392.000 Árabes Americanos – um dos 12 estados onde 75% da população do país estimado em 3,7 milhões Os árabes americanos vivem.
Mas, como que para sublinhar o seu estatuto de estado indeciso, o duelo de endossos de Donald Trump e Kamala Harris veio de Michigan apenas na última semana. No fim de semana, um Organização Iemenita-Americana considerou Trump capaz de “restaurar a estabilidade no Médio Oriente”. No dia seguinte um grupo reuniu-se na Câmara de Comércio Árabe Americana em Dearborn Michigan para apoiar Harris ligando para ela “o primeiro a apelar ao cessar-fogo e também a apelar à autodeterminação palestiniana”. (O declaração também observou que “os árabes americanos não são um povo com um único problema, nos preocupamos com o meio ambiente, uma questão existencial para famílias e crianças, trabalhadores, direitos e um salário justo, direitos civis, direitos das mulheres e muito mais.”)
Também na última semana, dezenas de líderes “palestinos, árabes, muçulmanos e progressistas” no Arizona emitiram um declaração apoiando Harris, sublinhando que o apoio a um embargo de armas a Israel e a um cessar-fogo em Gaza veio principalmente dos Democratas. “Na nossa opinião, é absolutamente claro que permitir que o fascista Donald Trump se torne novamente Presidente seria o pior resultado possível para o povo palestiniano. Uma vitória de Trump seria um perigo extremo para os muçulmanos no nosso país, para todos os imigrantes e para o movimento americano pró-Palestina”, diz o comunicado.
O Arizona abriga cerca de 77.000 árabes-americanos, de acordo com o Instituto Árabe Americano.
Entretanto, no estado indeciso da Geórgia – com a sua estimado em 58.000 árabes americanos – a deputada estadual Ruwa Romman falou sobre sua escolha de votar em Kamala Harris.
Romman é a primeira mulher muçulmana eleita para o parlamento da Geórgia e a primeira palestina a ocupar um cargo público na história do estado. Falar com colegas muçulmanos e árabes sobre esta eleição “é como falar sobre política num funeral”, escreveu ela num recente artigo para a Rolling Stone.
Ela acredita que organizar um cessar-fogo em Gaza e um embargo de armas seria mais fácil sob a administração Harris. “Não sei como a defesa da Palestina sobreviveria sob Trump”, disse ela, acrescentando que muitos dos seus eleitores – incluindo imigrantes – sofreriam se ele fosse reeleito.
No Al Madina, o proprietário Hejja chegou a uma conclusão diferente. A sua esposa tem tias em Gaza; ela não conseguia alcançá-los há três semanas. “O mínimo que podemos fazer é orar cinco vezes por dia”, disse ele.
Quanto às eleições, ele disse: “Se o presidente dos Estados Unidos quiser acabar com a guerra, ele pode – com um telefonema para Israel. Ele tem o poder.” Hejja acredita que “se Trump vencer, Netanyahu irá parar a guerra… (Trump) disse que quer a paz, e eu acredito nele”.
Cerca de 19 quilômetros a sudoeste, na Universidade Emory – local de algumas das mais duras respostas policiais às ações pró-Palestina protestos no início deste ano – o sénior sírio-americano Ibrahim já tinha enviado um boletim de voto ausente para o seu estado natal, Kentucky, destinado a Jill Stein, do Partido Verde. “Vejo isso como uma decisão ética”, disse ele sobre sua primeira votação para presidente.
“Votar em um governo que apoia o genocídio ultrapassa uma linha vermelha ética”, acrescentou, referindo-se a Harris.
O colega estudante Michael Krayyem, cujo pai é palestino, disse que “provavelmente votaria contra” em 5 de novembro, mas não para presidente. “Eu não posso apoiar Kamala Harris por causa do que a administração dela fez ao meu povo”, disse ele.
Romman diz que sente profundamente esse dilema que os colegas árabes americanos enfrentam. Ao mesmo tempo, ela diz: “Em última análise, nesta eleição, vejo o voto como uma escolha estratégica e não mais como uma escolha moral”.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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