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uma ameaça à segurança nacional? – DW – 31/12/2024
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A juventude queniana que exige uma economia mais forte e um futuro melhor tem entrado em confronto com as forças governamentais em protestos realizados desde junho de 2024.
A violência nas ruas de Nairobi e noutras partes do país diminuiu em grande parte nos últimos meses, na sequência de uma série de iniciativas, pelo menos simbólicas, do Presidente William Ruto. Mas a história dos jovens manifestantes está longe de terminar:
O que muitos não previram é que, meses mais tarde, ainda se encontrariam a lutar pela sua própria liberdade e segurança – talvez mais do que antes.
Mais de 82 quenianos partiramausentedesde que os protestos da Geração Z começaram em junho, com pelo menos seis indivíduos supostamente sequestrados nas últimas duas semanas.
Dezenas de pessoas ainda desaparecidas após protestos anti-impostos no Quénia
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Padrão estratégico por trás dos sequestros
Acredita-se que estes indivíduos estejam sob custódia de agentes de segurança, embora a polícia tenha negado qualquer envolvimento nos raptos.
O analista de segurança e antigo agente de segurança nacional George Musamali disse à DW que os raptos por motivos políticos estão longe de ser um fenómeno novo na região.
“Há cerca de um mês, assistimos ao rapto do político ugandês Kizza Besigye, que foi deportado de volta para o Uganda (do Quénia). Da mesma forma, houve casos de pessoas da Turquia que foram raptadas no Quénia e enviadas de volta para a Turquia. Este é um caso de pessoas da Turquia que foram raptadas no Quénia e enviadas de volta para a Turquia. tendência preocupante que exige respostas”, disse ele em entrevista.
Os desaparecimentos parecem apresentar um padrão estratégico, tendo como alvo indivíduos que foram crítico do governoespecialmente aqueles que manifestaram a sua oposição em plataformas de redes sociais como X.
“Muitos destes indivíduos foram figuras-chave nos protestos de Junho”, acrescentou Musamali.
Entretanto, o analista político e activista Jim India enfatizou que, apesar de a polícia e o governo negarem o envolvimento, fontes credíveis sugerem que os responsáveis pela aplicação da lei desempenharam um papel na detenção destes indivíduos.
“Historicamente, especialmente durante os protestos, os detidos foram libertados pela polícia, o que cria uma ligação clara entre os raptos e a aplicação da lei”, disse Índia à DW, destacando como os sequestrados poderiam ser usados como peões políticos.
Mais protestos, mais prisões
Em 30 de Dezembro, os quenianos organizaram um protesto exigindo a libertação dos seis indivíduos recentemente sequestrados: Gideon Kibet, Bernard Kavuli, Peter Muteti, Billy Mwangi, Rony Kiplangat e Steven Kavingo.
A polícia respondeu à manifestação disparando gás lacrimogêneo contra os manifestantes e prendendo vários deles que deveriam comparecer ao tribunal na manhã seguinte.
A Índia explica que enquanto a acusação contra as mais recentes detenções estava a ser ouvida, o caso dos seis indivíduos desaparecidos estava a ser ouvido noutro tribunal depois de a Sociedade Jurídica do Quénia ter apresentado um requerimento exigindo que a polícia apresentasse os indivíduos desaparecidos ou mandasse o inspector general da polícia compareça ao tribunal.
No entanto, nem o inspector-geral nem os indivíduos desaparecidos foram apresentados em tribunal, uma vez que os seus pais angustiados foram vistos a implorar por respostas sobre o seu paradeiro.
Entretanto, numa sala de tribunal separada, 14 indivíduos detidos durante o protesto compareceram perante o tribunal, onde foram acusados de reunião ilegal e incitação à violência.
O diretor do Ministério Público solicitou a detenção do grupo por mais 14 dias e o acesso aos seus telemóveis e contas nas redes sociais para fins de investigação.
No entanto, o tribunal rejeitou este pedido, libertando os detidos sob fiança.
Ecos do passado
A Índia considera a libertação dos 14 manifestantes uma vitória significativa, pois demonstra o facto de que ainda se pode confiar nos tribunais para fazer cumprir a lei.
Ele enfatizou que isso provavelmente poderia encorajar novos protestos até que os seis desaparecidos sejam libertados.
Entretanto, Musamali, valendo-se da sua experiência em segurança nacional, explicou que o mistério que rodeia a situação actual reflecte práticas passadas, em que os funcionários de segurança seriam “escolhidos a dedo” e receberiam instruções directamente do governo, contornando as estruturas de comando da polícia.
“Naqueles anos, tínhamos a comissão policial e um grupo denominado ‘Secção Especial’, que operava fora do comando policial”, lembrou Musamali. “Estamos vendo uma recorrência disso, onde indivíduos podem estar recebendo instruções de fora do comando policial, razão pela qual o inspetor-geral da polícia não pode dar respostas”.
Entretanto, existe uma preocupação crescente entre os quenianos de que estes raptos não são apenas uma violação dos direitos políticos, mas também representam uma grave ameaça à segurança a longo prazo.
Implicações para a segurança nacional
A principal preocupação aqui é que o clima actual, que ao que tudo indica é marcado por respostas duras aos protestos, raptos envoltos em mistério e falta de responsabilização por parte das autoridades, possa minar a confiança nas instituições governamentais.
“Isto é muito arriscado em termos de segurança nacional. Divide politicamente as pessoas, o que pode levar ao mesmo tipo de violência que vimos nos confrontos pós-eleitorais de 2007/2008”, alertou a Índia.
“Isto poderá criar uma situação em que a polícia e os cidadãos se tornem cada vez mais hostis entre si, conduzindo potencialmente a um estado de ‘gangue’. Os cidadãos podem sentir-se compelidos a defender-se contra figuras de autoridade em que já não confiam, resultando na ilegalidade.”
“Quando as pessoas começam a receber ordens de fontes externas em vez de um comando centralizado, isso representa um perigo”, acrescentou Musamali, enquanto a Índia destacou que quando o próprio governo é visto como o principal culpado por trabalhar contra os seus próprios cidadãos, esses cidadãos perderão a fé em isto.
A Índia apelou ao governo para que defenda o Estado de direito, que ele acredita ser a única forma de restaurar a estabilidade e evitar uma nova escalada.
Entretanto, a situação no Quénia continua precária e muitos outros também temem que possa evoluir para um estado de agitação constante.
Presidente do Quénia, William Ruto, completa 2 anos no cargo
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Editado por: Sertan Sanderson
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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