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Única empresa que opera em Rio Branco suspende ônibus de 11 linhas e alega prejuízo por conta do aumento do diesel

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A empresa Ricco Transportes, que assumiu desde fevereiro deste ano o serviço e atualmente é a única a operar no transporte público de Rio Branco suspendeu os coletivos de 11 linhas na capital acreana nesta terça-feira (28). A justificativa, segundo a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), é que a empresa alega prejuízo com os constantes aumentos no preço do diesel.

A empresa informou ao g1 que vai se posicionar posteriormente por meio de nota. A RBTrans ainda deve passar o total de passageiros impactados com a falta de ônibus na capital.

Entre as linhas sem circulação de ônibus estão:

  • Amapá
  • 6 de Agosto/Judia
  • Baixa Verde
  • Ramal do Canil
  • Belo Jardim 2
  • Polo Wilson Pinheiro
  • Jorge Kalume
  • Quixadá
  • Circular Tropical/ Via Cohab do Bosque
  • Aviário/ Cadeia Velha
  • Ifac/Universidade

No último dia 22, ao encerrar de vez os contratos com as antigas empresas que operavam na capital, o prefeito Tião Bocalom já havia sinalizado que a empresa Ricco já havia pedido uma readequação do repasse da prefeitura para tentar cobrir esses aumentos de combustíveis.

“O proprietário da empresa reclama dos prejuízos em função do aumento dos combustíveis, de peça, de tudo, mas a prefeitura vai fazer as correções que precisam ser feitas, mandar para a Câmara aprovar e aí a empresa vai continuar”, disse naquele momento.

O repasse dado à empresa deve aumentar, mas, segundo o prefeito, esse reajuste não deve chegar ao bolso do consumidor. Atualmente, a empresa opera com 42 linhas, com 92 ônibus circulando. O contrato terminaria em julho, mas deve ser estendido.

“Se fizermos essas correções, a empresa vai colocar mais ônibus. O acordo que chegamos é que vai oferecer pelo menos 115 ônibus, então a gente regulariza essa situação de ficar passageiros para trás, temos consciência que está ficando para trás, mas não aumentamos passagens. Vai continuar em R$ 3,50 e vamos pagar a diferença, a prefeitura vai bancar.”

Movimento no Terminal Urbano de Rio Branco com suspensão de linhas — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre

Movimento no Terminal Urbano de Rio Branco com suspensão de linhas — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre

Essa readequação ainda não aconteceu e, por isso, o superintendente da RBTrans em exercício, Francisco José Benício Dias, disse que a empresa está reduzindo as “linhas que têm menor impacto no sistema”.

“Alegaram que, desde que chegaram aqui para assumir o sistema, o diesel teve esses reajustes que são testemunhados por todos nós. Eles pediram readequação pra nós e ainda não receberam isso e em razão de estar extremamente no prejuízo eles estão reduzindo as linhas que têm menor impacto no sistema, que são as linhas menores. Foi ontem à noite que eles nos comunicaram isso”, disse o superintendente.

Sobre se a empresa deve ser notificada por conta da interrupção das 11 linhas na capital, Dias disse que a justificativa enviada pela empresa vai ser analisada pelo conselho, que deve decidir se vai ou não emitir autuação. A informação da suspensão do serviço foi repassada pela Ricco à RBTRans na noite dessa segunda (27).

“A regra geral é que, ao abandonar linhas sem justificativa tem todo um procedimento de aplicação de multas, agora, com justificativa e há uma justificativa real, nós vamos colocar para o conselho apreciar se realmente vai ser multado ou não. Todo mundo tem prejuízo nessa situação, então a Câmara de Vereadores tem que se debruçar sobre ele [projeto de reajuste] e tentar ajudar o executivo também”, concluiu.

Movimento no Terminal Urbano de Rio Branco com suspensão de linhas — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre

Movimento no Terminal Urbano de Rio Branco com suspensão de linhas — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre

Apesar de o superintendente dizer que as linhas com serviço suspenso são as de “menor impacto”, o diretor de Transporte da RBTrans, Clendes Vilas Boas afirmou que elas são as que atender as pessoas “menos favorecidas”. Ele também informou que a empresa vai sim ser notificada pela medida e que a equipe vai se reunir para discutir a situação e buscar resolver o problema.

“Vamos nos reunir daqui a pouco para ver o que a gente pode fazer pra resolver esse problema, envolvendo vereadores e prefeitura. Estão alegando que estão sem condições de arcar com as despesas do diesel, já tiveram vários aumentos seguidas vezes, quando chegaram aqui o diesel estava R$ 5,40 e hoje está R$ 8,35 o preço do litro. Estou conversando com os empresários, porque a gente acha um pouco precipitada essa decisão deles, em cima da hora, sem comunicar com antecedência de pelo menos 24h ou 48h para que a gente pudesse se mexer, encaminhar projeto, chamar a Câmara de Vereadores. Notificaremos a empresa sim, porque de qualquer maneira elas descumpriram o contrato”, disse.

Monopólio

Em abril, após vencer o prazo de 120 dias da intervenção operacional e financeira no Sistema Integrado de Transporte Urbano de Rio Branco (Siturb) e no Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Estado do Acre (Sindicol), o prefeito Tião Bocalom prorrogou por igual período.

A intervenção tinha sido decretada no dia 21 de dezembro no ano passado. De acordo com o decreto nº 649 desta segunda, não houve possibilidade da conclusão dos trabalhos pertinentes à intervenção, tendo em vista a complexidade da demanda.

Em fevereiro deste ano, a empresa Ricco Transportes assumiu de forma emergencial, 31 linhas de ônibus em Rio Branco que foram abandonadas pela empresa Auto Aviação Floresta.

Uma CPI também corre na Câmara de Vereadores de Rio Branco para apurar irregularidades no transporte público da capital. A primeira reunião da CPI ocorreu em 21 de setembro do ano passado. Pelo primeiro prazo, o grupo teria 180 dias para finalizar, ou seja, deveria ser concluída até final de abril e começo de maio deste ano, já que os dias de recesso da Câmara – de 16 de dezembro a 2 de fevereiro (48 dias) – não foram contabilizados. No início de fevereiro, os parlamentares pediram a prorrogação por mais 180 dias.

Colaborou Dayane Leite, da Rede Amazônica Acre.

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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