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UPA do 2° Distrito oferece serviços de saúde pública de qualidade à população de Rio Branco

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Felipe Souza

Inaugurada em novembro de 2009, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2° Distrito de Rio Branco já completou 15 anos de atividade. Oferecendo uma vasta diversidade de exames laboratoriais, mais de cem mil atendimentos são realizados anualmente e garantem à unidade o título de referência clínica para população da capital do Acre.

Unidade completou 15 anos em novembro. Foto: Pedro Devani/Secom

Serviços como consultas ambulatoriais e atendimentos de urgência e emergência são os mais comuns na unidade. Apesar disso, o espaço recebe todos os tipos de casos, porém, casos mais graves e pacientes com doenças de alto grau de complexidade são encaminhados para locais especializados, após a estabilização.

Com uma média que varia entre 360 e 400 atendimentos diários e cerca de 10 mil mensais, apenas em 2024 foram realizados mais de 130 mil na unidade. Os serviços foram efetuados envolvendo todas as áreas da UPA, desde consultas ambulatoriais até exames laboratoriais.

Unidade realiza cerca de 10 mil atendimentos por mês. Foto: Pedro Devani/Secom

Unidade de resposta

Pela proximidade de pontos centrais do 2º Distrito de Rio Branco, a UPA possui um grande fluxo de pessoas buscando assistência médica para as mais variadas situações. Como forma de garantir cidadania e humanizar os atendimentos, a unidade conta com um efetivo de 45 médicos e, por dia, 15 profissionais ficam à disposição da população.

Segundo a gerente-geral da unidade, Dora Vitorino, a média de tempo para o atendimento na triagem ser realizado é de apenas 9 minutos, a partir do momento em que o paciente chega à unidade. Para ser encaminhado ao consultório médico, a espera é de cerca de 17 minutos.

“A população vem para cá porque vê que aqui é atendida. É uma unidade de resposta. Por dia, a gente tem 5 médicos no ambulatório, 2 no bloco de emergência e mais 4 visitadores. Então, temos uma média diária de 15 médicos, porque são 5 de dia, 4 à noite, 4 no ambulatório e os 2 do bloco”, detalha.

Dora Vitorino é gerente-geral da UPA do 2° Distrito. Foto: Pedro Devani/Secom

Devido à rapidez e a diversidade de profissionais, a gestora garante que a população fica satisfeita após cada atendimento: “Por conta disso, o número de atendimentos vem aumentando, a população também procura cada vez mais a unidade”.

Serviços oferecidos

A UPA do 2º Distrito conta com a maior quantidade de serviços oferecidos entre todas as outras unidades espalhadas pela capital. Além dos atendimentos clínicos de urgência e emergência, diversos tipos de exames são oferecidos e estão disponíveis 24 horas.

Um dos exames mais comumente efetuados na unidade é a radiografia, havendo grande procura pela rapidez na oferta do serviço. Dados levantados pela administração da instituição mostram, que, apenas em dezembro, foram feitos 2.926 raios-X.

Além da radiografia, uma diversidade de procedimentos médicos são oferecidos na unidade. Entre os exames mais procurados pelos cidadãos, destacam-se o leucograma, a contagem de plaquetas, creatinina, dosagem de triglicerídeos e teste de gravidez, que juntos somaram mais de 9 mil testagens em dezembro.

Quase 3 mil raios-X foram realizados apenas em dezembro de 2024. Foto: Pedro Devani/Secom

A médica Natallia Bessa atua na ala de Trauma da unidade. Ela conta que recebe relatos de pacientes que se dizem satisfeitos com os serviços da unidade, pois o local conta com um bom atendimento por parte dos profissionais, desde a recepção aos médicos.

“A população sai satisfeita. Eles vêm aqui e são bem assistenciados. Muitos pacientes relatam que aqui na UPA do 2° Distrito são bem assistidos e atendidos. A gente recebe esse feedback”, narra a médica.

Médica Natallia Bessa atua na ala de Trauma. Foto: Pedro Devani/Secom

Os serviços prestados às crianças também são elogiados por quem passa pela UPA. A Pediatria conta com médicos todos os dias, que realizam atendimentos humanizados. Dessa forma, pais e responsáveis pelos pequenos mostram-se confiantes em buscar a unidade, pois já conhecem a qualidade do trabalho realizado.

Para Marta Castro, mãe do pequeno Bernardo, a experiência de ser atendida no setor foi positiva: “Saio satisfeita. O atendimento foi muito bom, ela [a médica] é perfeita. Em menos de 30 minutos já fui atendida”.

Marta Castro aprovou o atendimento do setor pediátrico ao filho Bernardo. Foto: Pedro Devani/Secom

Outro destaque da unidade, de acordo com a gerente-geral, é a Farmácia. Estando acessível em qualquer período do dia, seja de manhã, tarde, noite ou madrugada, os medicamentos necessários são oferecidos, o que garante melhor assistência aos pacientes que não têm condições de comprá-los, garantindo cidadania e acesso à saúde a todos.

Importância

Uma unidade de pronto atendimento com uma variedade de serviços de saúde é fundamental para garantir consultas ágeis e eficientes à população. Ao oferecer consultas médicas, exames, serviços de urgência e estabilização de pacientes, a UPA reduz a sobrecarga nos hospitais, permitindo que casos mais graves sejam encaminhados de forma adequada.

Além disso, facilita o acesso da comunidade a cuidados essenciais, promovendo a saúde preventiva e evitando complicações de doenças. Investir em uma UPA bem equipada e com diversos serviços é fortalecer a rede de atendimento e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Esse é o principal objetivo do governo do Acre.

Sala de Medicação é abastecida com ampla variedade de remédios. Foto: Pedro Devani/Secom

O clínico-geral Vinicius Souza, que atua na Emergência Clínica, ressalta a importância da UPA na realização do primeiro contato com os pacientes que, muitas vezes, precisam ser estabilizados e levados, a depender da gravidade, para locais especializados no tratamento de casos complexos.

“Como profissional, a gente presta esse serviço e entende que é um primeiro atendimento com o paciente, em região bem localizada, de fácil acesso para as pessoas. Devido à gravidade dos quadros que chegam, a gente realiza esse contato primário aqui, com a estabilização, para depois, com o paciente já estável, conseguir transferir”, esclarece o médico.

Vinicius Souza é médico da Emergência e ressalta importância da unidade. Foto: Pedro Devani/Secom

Vinicius Souza destaca, ainda, a conveniência da unidade aos pacientes com baixa complexidade no quadro clínico: “Esses pacientes que geralmente não precisam ficar, já saem com tratamento. Se for preciso medicação, já faz. Todos os exames têm aqui. Realizamos raio-X, exames laboratoriais, tem sala de medicação”.

Todos os dias, a UPA do 2° Distrito é palco de inúmeras histórias. Entre atendimentos de urgência e consultas, pacientes e profissionais de saúde se cruzam. É um espaço de promoção da cidadania e cada pessoa que passa por suas portas leva consigo não apenas um atendimento, mas também a marca de um sistema de saúde que segue cumprindo um papel essencial: cuidar de quem mais precisa.

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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