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Uruguai: Brasil vê Orsi como aliado para contrapor Milei – 25/11/2024 – Mundo

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É preciso separar o joio do trigo e entender em que medida a aproximação ideológica vai se desdobrar em ações práticas, mas em Brasília a vitória de Yamandú Orsi no Uruguai foi altamente celebrada.

Nos termos de um interlocutor do governo Lula, a situação muda totalmente e haverá um diálogo político muito mais íntimo; nos de outro, haverá uma aproximação grande e uma pitada de ânimo na América do Sul. Todos se referem a Orsi como o herdeiro de José “Pepe” Mujica.

De fato, ele o é. Orsi pertence à mesma corrente política que Mujica fundou ao lado de outros ex-guerrilheiros tupamaros nos anos 1980 para compor a história coalizão Frente Ampla. Em janeiro de 2023, esteve com Lula (PT) quando o presidente visitou a chácara de Mujica em Rincón del Cerro, zona rural de Montevidéu.

Na legenda de uma foto sorridente com o petista, o agora eleito escreveu: “Uma honra; sua presença e a de seus ministros no Uruguai é sinal de esperança para o posicionamento da região em um mundo que vai se fechando”. Era o início de Lula 3, e o presidente passou pelo Uruguai após uma agenda na Argentina.

Na ocasião, Lula também cumpriu agenda oficial com o presidente do país, o centro-direitista Luis Lacalle Pou, com quem manteve boa relação e avançou em temas bilaterais importantes para Montevidéu. Quando falou com a reportagem há um mês, disse que Lula “cumpriu com o Uruguai” no período em que coincidiram nas Presidências.

Mas a sua principal relação no vizinho é com Pepe Mujica, que o visitou na prisão em Curitiba em 2018, esteve com ele na campanha de 2022 e recebe ligações frequentes de diplomatas brasileiros para que saibam como está sua frágil saúde após um tratamento de radioterapia para um câncer no esôfago.

Assim, interlocutores do governo esperam que Yamandú Orsi tenha Mujica, que governou de 2010 a 2015 e a quem chama de “maestro” (professor), como um oráculo. Mais especificamente, mencionam a atuação conjunta no Mercosul.

Lula foi um dos primeiros líderes a parabenizar a vitória de Orsi, assim como um dos primeiros a ligar para ele nesta segunda-feira (25).

Em reserva, um diplomata diz que agora há apoio de 3 de 5 no bloco. É uma menção ao fato de que os governos do Brasil, do Uruguai e da Bolívia (Luis Arce) estarão mais alinhados contra o avanço da ideologia argentina de Javier Milei e a atuação tímida do Paraguai de Santiago Peña para confrontar Buenos Aires. Seja como for, a Bolívia ainda não tem poderes de decisão no bloco.

Mais do que isso, Brasília vê atuação mais próxima em órgãos como Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos) e Consenso de Brasília, ideia lançada pelo presidente Lula em seu terceiro mandato e que foi rascunhada em conversas com Pepe Mujica.

Com Lacalle Pou, o Uruguai insistiu em estabelecer um acordo de livre-comércio com a China por fora do Mercosul, ideia freada por Brasília, a quem Montevidéu chama de protecionista. A campanha de Orsi disse que freará a ideia de um acordo por fora do bloco, mas que vê o Mercosul aquém de suas capacidades e pouco dinâmico, insistindo que os agora cinco países-membros debatam maior abertura comercial.

A Argentina de Milei caminha no mesmo sentido. O Brasil espera que com Orsi o debate siga vivo, mas dentro das portas do Mercosul.

Em breve de volta ao poder —a posse é em março—, a esquerda governou por 15 anos consecutivos no Uruguai. A maior proximidade com os governos petistas se deu quando Mujica chefiava o Estado.

Com o médico socialista Tabaré Vázquez (1940-2020), interlocutores dizem que Lula tinha relação pessoal próxima, mas que a nível político o cenário azedou já que foi Tabaré quem começou a insistir na ideia de acordos por fora do Mercosul, àquela época com os EUA.

Na arena de política externa, Orsi foi questionado sobre o que fará no tema Venezuela, e deu respostas pouco práticas. A Frente pediu a divulgação das atas eleitorais que poderiam comprovar o resultado, e Pepe Mujica tem subido o tom —”Sabe por que Maduro perdura? Porque não há democracia”, disse ele à reportagem em maio.

Alguns dos formuladores da agenda externa da Frente próximos à dupla Mujica-Orsi discordaram de ideias ventiladas no governo Lula para ter novas eleições em Caracas. Dizem que querem apresentar novas propostas para o tema. Até aqui, isso está nebuloso.

Daqui a cerca de dez dias, Montevidéu sedia a cúpula de chanceleres e chefes de Estado do Mercosul. O Uruguai passará a presidência rotativa do bloco para a Argentina, atual ponto de tensão. O presidente Lula (PT) participará, e espera-se que reserve um tempo para Pepe Mujica e aquele que para Brasília é o herdeiro de Pepe Mujica” (Orsi).

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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