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Uruguai elege presidente com chance retorno da esquerda – 26/10/2024 – Mundo

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Mayara Paixão

Se no Brasil são os “santinhos” que desafiam a paciência do eleitor em época de votação, no Uruguai são as listas eleitorais. As ruas estão cheias de militantes que dão ao eleitor a relação de partidos que eles devem colocar num envelope e nas urnas neste domingo (27) caso queiram apoiar aqueles candidatos.

“Não vejo a hora que acabe, já estou cheio delas! Veja quantas tenho”, diz o motorista de aplicativo que abre o porta-luvas cheio de papéis de vários partidos, enquanto leva a reportagem até o comício final da esquerdista Frente Ampla (FA) em um parque de Montevidéu.

Em uma América do Sul de disputas cada vez mais polarizadas, ninguém espera uma mudança radical caso a FA, coalizão histórica de partidos de esquerda e centro-esquerda, volte ao poder.

Seu candidato, o ex-professor de história Yamandú Orsi, 57, liderava as pesquisas, com 41%; Álvaro Delgado, 55, veterinário que representa o projeto de continuidade do atual governo de centro-direita do Partido Nacional e foi secretário-geral da Presidência, aparece em segundo lugar, com 22%. Nas últimas sondagens, o advogado Andrés Ojeda, 40, do também centro-direitista Partido Colorado e famoso por postar fotos de seu físico de academia, ganhou tração, com 16%.

Os uruguaios já trabalham com o cenário mais provável de que haverá segundo turno, a ser realizado em 24 de novembro. A preocupação agora está mais voltada para quem conseguirá maioria no Congresso —serão eleitos 30 senadores e 99 deputados.

Num país no qual são poucos os mecanismos de ação do presidente (não há, como no Brasil, as medidas provisórias, por exemplo), o chefe do Executivo depende muito do Legislativo.

A força política que tiver a maioria poderá argumentar no segundo turno que vai ter governabilidade, algo que tem peso no Uruguai.

Ainda que esteja na dianteira de todas as pesquisas, a Frente Ampla se verá diante de outro cenário na provável segunda etapa da eleição, quando se unem todos os votos da chamada Coalizão Republicana (ou multicolor), legendas de direita e centro-direita que atuam juntas: partidos Nacional e Colorado, Cabildo Aberto e outros nanicos.

Os projetos em disputa competem sem divergências radicais. Pela Frente Ampla, Orsi, um pupilo do ex-presidente José “Pepe” Mujica, defende pautas como a ampliação de benefícios sociais e o fortalecimento da segurança para mitigar o narcotráfico, que avança na nação de 3,4 milhões de habitantes.

Pelo Partido Nacional, Álvaro Delgado propõe menos impostos e mais mecanismos para atrair investimentos do exterior. Visto como alguém de pouco carisma, tem penado para herdar o capital político do atual presidente, Luis Lacalle Pou, seu aliado—a Constituição impede o governante de concorrer a um segundo mandato consecutivo.


A alternância no poder desde a redemocratização no Uruguai












PresidentePeríodoPartido
Julio María Sanguinetti1985-1990Colorado
Luis Alberto Lacalle1990-1995Nacional
Julio María Sanguinetti1995-2000Colorado
Jorge Batlle2000-2005Colorado
Tabaré Vázquez2005-2010Frente Ampla
José “Pepe” Mujica2010-2015Frente Ampla
Tabaré Vázquez2015-2020Frente Ampla
Luis Lacalle Pou2020-2025Nacional

Partidos Nacional e Colorado: centro-direita

Frente Ampla: coalizão de esquerda e centro-esquerda


Com voto obrigatório, a participação eleitoral tende a girar em torno de 90%, robusta em comparação com a região. As campanhas tentam chamar a juventude a ir às urnas. No último ato de campanha da Frente Ampla, nesta semana, a candidata a vice, Carolina Cosse, tocou no assunto, num discurso com um quê poético.

“Não ‘dá no mesmo’ se você não comparecer. No mundo de hoje tentam nos confundir, mas não temos que aceitar as coisas como são. Somos fundamentais, ainda que nos queiram convencer de que não”, disse ela no palco posicionado no Parque Batlle, em Montevidéu.

Nesse país de ampla participação política, o domingo também será marcado pela votação de dois plebiscitos. Chamado pela maior central sindical do país, a PIT-CNT, um deles propõe que se estabeleça na Constituição a idade mínima de aposentadoria em 60 anos, não mais 65. Nem a cúpula da Frente Ampla apoia o projeto, que deve fracassar.

O outro plebiscito, este convocado pelo governo, propõe permitir invasões policiais noturnas em residências com a justificativa de combater o narcotráfico.

Essa proposta, sim, ganhou fôlego, diante do aumento de relatos de violência causados por grupos criminosos. Considerada alta para os padrões locais, a taxa de 10,7 assassinatos por 100 mil habitantes em 2023 é, no entanto, bem inferior aos 22,8 por 100 mil registrados no Brasil no ano passado.

O novo presidente eleito do Uruguai toma posse apenas em março de 2025, em uma data importante para o país sul-americano: os 40 anos de redemocratização, quando o primeiro governo eleito nas urnas assumiu após a ditadura militar (1973-1985).



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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